Formação

Participação do Povo de Deus nas Eleições

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1. O objetivo desta cartilha é colaborar para odiscernimento do eleitor sobre a importância do seu voto dado de formaconsciente, livre e responsável. A missão evangelizadora da Igreja comporta aformação do caráter humanitário e cristão dos cidadãos.

A Igreja importa-se com a formação e participação efetivados cidadãos na construção da cidade e da cidadania. Porém, a Igreja não indicacandidatos nem disputa cargos políticos e partidários.

2. A Igreja pede aos eleitores que deem seu voto aoscandidatos:

– Honestos e competentes;

– Que comprovadamente respeitam os valores éticos na defesada vida e da família;

– Que se comprometem com atividades de promoção humanatrabalhando pelo bem comum;

– Que ajudam o desenvolvimento das pessoas precisadas deoportunidades de trabalho;

– Que se importam com o desenvolvimento do povo e com ocrescimento da cidade.

3. A Igreja respeita a autonomia do Estado laico e suasrealidades e por isso apóia políticas públicas que contribuem para ocrescimento da nação e o desenvolvimento integral da população. A Igreja poderácolaborar com iniciativas que visam ao bem comum das pessoas e da coletividade.

Entretanto, a Igreja não se mete em política partidária nemse identifica com projetos políticos vinculados a candidatos ou partidos.

Consciente de sua missão específica, a Igreja defendeprincípios éticos e valores morais. Recusará, portanto, as propostas quecontrariem os valores do Evangelho e dos Mandamentos da Lei de Deus.

4. No Evangelho encontram-se práticas de caridade cristã einclusão social, sobretudo voltadas às esferas da educação, da saúde e dashabilidades profissionalizantes. Isso se tornou um rico patrimônio humanitárioda Igreja que, porém, jamais substitui a missão do Estado.

O ensino social da Igreja colabora para a formação docaráter humanitário dos cristãos. Na esfera ética a Igreja cultiva os valoresmorais, incentivando os homens públicos a serem bons cristãos e honestoscidadãos, abraçando a política como sublime missão de construir a cidade e acidadania.

5. A Lei “Ficha Limpa” que combate a corrupção eleitoral,por decisão do TSE, vigora a partir das presentes eleições 2010.

Os critérios de discernimento para votar em candidatossintetizam-se na vida honesta e demonstração de transparente competência nostrabalhos assumidos a favor da coletividade.

– Quem vota em corrupto vota no atraso, vota na morte,porque o desvio de verbas impede sua aplicação nos serviços públicos de saúde,saneamento básico, construção de escolas, universidades, hospitais, estradas…

– Candidato ou eleitor que compra ou vende voto é corrupto.Você daria voto a quem surrupia o dinheiro destinado aos serviços públicos?

Vide: www.tse.gov.br/downloads/nap/cartilhaEleitor.htm

6. Não basta votar! O cidadão consciente vota e acompanha atrajetória política dos eleitos e dos projetos por eles assumidos. Para esseacompanhamento existem alguns canais de interação como o orçamentoparticipativo e os conselhos de cidadania.

A democracia representativa evolui para a democraciaparticipativa, cujo processo é mais exigente, pois pressupõe o envolvimento delideranças militantes, competentes e honestas. As verdadeiras liderançasavaliam e cobram resultados dos gestores. Sem cobrança de resultados nada muda.

Participamos da construção da história seja como cidadãoseleitores, seja na condição de políticos. Pelo voto você outorga ao candidato aresponsabilidade de defender os interesses da “res pubblica” – bens públicos. Oseu voto contribui para o desenvolvimento ou para o atraso do país.

7. A Igreja sente-se no direito de apresentar sugestões aoseleitores e aos candidatos conforme a ordem garantida pelo Estado de direito ede fato. Entretanto, não é da competência da Igreja oferecer soluções técnicasou se imiscuir nas questões administrativas específicas do Estado.

Os cristãos e honestos cidadãos ofereçam seus préstimos nosprojetos que consubstanciam desenvolvimento sustentável com inclusão e justiçasocial, especialmente voltado aos empobrecidos e aos mais precisados.

Bento XVI declara aos Bispos do Regional NE 2 da CNBB quenão se deve clericalizar os leigos nem secularizar os clérigos. Esses não devemdisputar cargos políticos e partidários. Este espaço político está reservadoaos leigos no vasto campo social, cuja organização e atividades refletem a leidivina (Cf. Discurso do Papa Bento XVI aos Bispos, Roma, 17. 09. 2009).

8. Quem planeja tem futuro. Quem improvisa fica com a sinado acaso ou destino incerto. Segue-se daí que, para construir a cidade e acidadania, exige-se um planejamento estratégico, um plano de Estado que efetiveo bem comum do povo, garantindo o seu pleno desenvolvimento.

A Igreja defende o desenvolvimento sustentável, significandoum processo efetivo de políticas públicas estruturantes e sustentáveis.

9. As políticas públicas são elaboradas e gerenciadas comoresposta às necessidades mais urgentes da sociedade nas principais áreas:educação, saúde, geração de ocupação e renda, segurança pública e segurança àinstituição familiar, moradia, transporte, etc. Essas políticas são vinculadase interdependentes. Devem ser articuladas e intersetorializadas.

10. Planejar a cidade e a cidadania é uma tarefa cujaresponsabilidade é distribuída a todos: gestores, parlamentares, órgãospúblicos, autarquias, técnicos, organizações filantrópicas, dirigentes elideranças sociais, instituições e outras mais.

Planejar é prover recursos humanos, técnicos e financeiros,trabalhando com metas e resultados avaliados e fiscalizados permanentemente.

Quando não há planejamento aparecem aproveitadores eacomodados. Eles não têm compromisso com a coletividade e tiram vantagens emtudo.

11. Gestores incompetentes, despreparados, não planejam.Improvisam políticas de compensação. A falta de planejamento gera improvisação,provocando a descontinuidade de obras iniciadas, não finalizadas ou mal feitas.Sabemos como ocorrem os desvios de verbas quando não existem projetos técnicosnem garantias de verbas para tocar obras.

Quando não existe transparência na coisa pública surgem osoportunistas “atravessadores” que embolsam o dinheiro público.

O velho esquema da corrupção consiste na lotação de cargospúblicos para apadrinhados políticos. Essa gente se apossa de cargos nos órgãospúblicos – daí a reprodução das estruturas retrógadas. Essa gente serve aopróprio interesse e não está nem aí para o povo.

12. O que é preciso fazer para o povo da Paraíba crescer?

Para que a Paraíba cresça, torne-se competitiva e o povo sedesenvolva, é preciso investir nas suas potencialidades produtivas!

– Cite (ao menos) três potencialidades produtivas daParaíba!

– A partir das potencialidades produtivas paraibanas, existeum Projeto de Estado prioritário para investir nessas prioridades? Reflita bemsobre isso e se junte aos que amam nossa gente e nossa terra.

Para que a Paraíba cresça e o povo se desenvolva éindispensável conhecer suas potencialidades e redesenhar a prioridade e osinvestimentos. Para que a Paraíba cresça é preciso eleger prioridades eredesenhar um modelo de desenvolvimento político-econômico-social.

Cartilha para Participação do Povo de Deus nas Eleições e na Construção da Cidade e da Cidadania

– Participação do Povo de Deus nas Eleições »»
– Roteiro da construção da cidade e da cidadania »»
– Propostas para serem analisadas »»
– Considerações sobre o Desenvolvimento do Estado e dos Municípios »»
– Poderes: Legislativo, Executivo e suas funções »»


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