O convite do Senhor hoje é, nada mais nada menos que a perfeição! Não está Deus exigindo demais de nós? Amar os inimigos, orar pelos perseguidores e ser perfeito como Pai celeste é perfeito. Isso é muito duro, quem é capaz de viver algo tão exigente? Alguns, ao ouvir tal afirmação, até desanimam no caminho para a santidade.
Esse pensamento pode ser o nosso, mas ele esconde uma heresia chamada pelagianismo, um inimigo da santidade combatido pelo Papa Francisco na Exortação Apostólica sobre a santidade no mundo de hoje. O pelagiano no fundo acha que será santo pelas suas forças. Nada mais desanimador, nada mais frustrante do que confiar nas suas próprias forças no caminho da santidade.
Nos serve sempre muita humildade para perceber que Deus não nos pede nada que primeiro não tenha dado a graça para realizá-lo. Sendo assim, o convite do Senhor se torna uma garantia da sua graça que não nos faltará para sermos santos, é Ele mesmo que realizará tudo em nós. Ele nos pede uma medida alta e nos dá a graça na mesma medida.
Por outro lado, pode ser também desanimador pensar uma santidade imediata. É humilde também falar como o salmista sem desanimar: “é feliz quem na lei do Senhor Deus vai progredindo”, ou seja, estamos em um caminho gradual para a santidade. É necessário caminhar, progredir, passo a passo. O que não pode é parar!
Confiar na graça de Deus e não parar jamais!
