Uma graça a ser pedida a Deus nesse tempo de Quaresma é o dom do arrependimento. Pior que a nossa condição de pecadores é a condição do homem que não se arrepende do próprio pecado, para este último não há futuro.
Do pecador Jesus se aproxima, se compadece, e por amor, perdoa e salva devolvendo o destino dos Santos. Mas Jesus é duro com os de coração duro que resistem ao arrependimento e à conversão.
A “geração má” não é a pecaminosa Nínive, mas os corações endurecidos que se escondiam em aparente santidade. À simples pregação de Jonas uma cidade toda se converte, mas ao próprio Filho de Deus um povo resiste e pede “sinais”, como se fosse isso que os fizessem mudar de vida. Não precisam de sinais, precisam de arrependimento.
Se até “o justo peca sete vezes”, o caminho de um santo não pode ser outro senão o do arrependimento. Essa é a nossa verdade, cabe a nós vivermos em estado de arrependimento diante de Deus. Se assim não estivermos, cuidado para não estarmos iludidos com a bela pintura do nosso sepulcro caiado.
Livra-nos, Senhor, de fazermos parte da geração má que não quer se converter. Ao contrário, que nós sejamos parte do grupo daqueles que tu não desprezas, como diz o salmista, os de “coração arrependido”.
