Eu era apenas um pescador, mais um
como tantos outros pescadores.
Acreditava ser forte, mas era escravo das minha dores.
Era até valente contra o mar, mas carente de amor,
eu não sabia o que era amar.
Um dia, esgotado as minhas forças, de tanto tentar,
eu iria desistir de tudo, quando ouvi alguém falar:
“Pedro, lança tuas redes ao mar”.
Mestre, trabalhamos a noite inteira, sem nada apanhar,
mas porque mandas, lançarei minhas redes ao mar.
Se tivesse acontecido de um só peixe pescar
acreditaria que por piedade do meu esforço vieste me ajudar.
Mas as redes se rompiam, me deste cem vezes mais do que eu merecia ganhar.
Atirei-me aos teus pés para minha verdade confessar:
“Afasta-te de mim, Senhor, porque sou pecador e incapaz de te amar”.
Tu me olhou, me amou, me perdoou e disse:
“Não tenhas medo, o alimento eu sempre irei te dar,
mas de agora em diante, para mim, homens irás pescar”.
Tu me deste uma vocação, então eu entendi,
que ganharia a minha vida, perdendo-a em ti.
Reconduzi meu barco e decidi: vou para sempre te seguir.
Hoje minha fraqueza só exala ainda mais teu amor.
O que na cruz foi oferta, meu tesouro se tornou.
Sim, Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo.
Acolho o teu sofrer, a tua Igreja e teu povo.
Tu sabes que eu te amo; SIM, apascentarei os teus.
Por Maria Helena Pinheiro Portela
