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Pentecostes sinal de “comunhão e de amor”

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O Espírito Santo é o “verdadeiro protagonista da Igreja”. É ele quem permite à Igreja, atravessar a história e enriquecê-la “de bondade, de justiça, de paz”, e lhe possibilita diligentes e inteligentes estratégias pastorais.

Com essas indicações, Bento XVI celebrou, neste domingo, a santa missa da solenidade de Pentecostes, na Praça São Pedro, diante de cerca de 100 mil fiéis e peregrinos. Os presentes reservaram ao Papa um abraço caloroso, análogo ao da Vigília de ontem, da qual participaram centenas de milhares de pessoas, dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades, os quais o Santo Padre saudou novamente com afeto, no momento da oração mariana do Regina Coeli, ao meio-dia deste domingo.

A história da salvação tem dois eventos particulares, o primeiro dos quais evidencia melhor a importância do segundo, ou seja, a torre de Babel e o Pentecostes. Orgulho e divisões com o primeiro evento, línguas e humanidades lançados na “confusão”. Luz e caridade no segundo, com a descida do Espírito Santo que, pelo contrário, gera a “comunhão”.

O ensinamento de Bento XVI sobre a solenidade litúrgica de hoje, que conclui o ciclo Pascal, foi dirigido a uma multidão que une idealmente, num único momento, a celebração de Pentecostes com a longa Vigília de ontem, sábado, marcada pelo encontro do Papa com os Movimentos Eclesiais.

Também hoje, pelo menos 100 mil fiéis e peregrinos se reuniram na Praça São Pedro. Bandeiras, faixas e chapéus coloriram _ hoje como ontem _ o hemiciclo da colunata de Bernini: uma festa conjunta que deu uma face visível àquele “permanecer juntos” ressaltado pelo Pontífice na homilia, introduzida com a cena do Cenáculo e, mais ainda, com a recordação das palavras de Jesus aos apóstolos, no dia da Ascensão: isto é, a recomendação a “não se distanciar de Jerusalém, mas esperar que se realize a promessa do Pai”.

“Permanecer juntos _ afirmou Bento XVI _ foi a condição de Jesus para acolher o dom do Espírito Santo; uma prolongada oração foi o pressuposto de sua concórdia.”

“As línguas de fogo que descem sobre Maria e os apóstolos _ prosseguiu o Papa _ sancionam a extensão do antigo Pacto de Deus com Israel a todos os povos da terra”, sem mais “nenhuma fronteira nem de raça, nem de cultura, nem de espaço nem de tempo” _ ressaltou.

“Diversamente do que ocorrera com a torre de Babel, quando os homens _ intencionados a construir com as suas mãos um caminho rumo ao céu _ acabaram destruindo suas próprias capacidades de compreender-se reciprocamente, em Pentecostes” _ observou o Pontífice.

“Em pentecostes, com o dom das línguas, mostra que a Sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem criam sempre divisões, elevam muros de indiferença, de ódio e de violência. O Espírito Santo, pelo contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da autêntica comunicação entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é o Amor.”

Assim tem início a aventura da Igreja, “que é católica e missionária desde seu nascimento”. E para confortar os discípulos provados pela separação, Jesus _ concluiu o Papa _ assegura que voltará e, “enquanto isso” não os abandonará, não os deixará órfãos.

“Esse é o mistério de Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhante a Ele, ser, isto é, “expressão e instrumento do amor que Dele emana”.”

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Na oração mariana do Regina Coeli, recitada logo após a conclusão da missa, Bento XVI se deteve sobre os “dons hierárquicos e carismáticos”, com os quais, há dois mil anos, o Espírito Santo “dirige e embeleza” a Igreja. Um reconhecimento explícito referido à variedade das experiências representadas pelos Movimentos Eclesiais e pelas Novas Comunidades.

“Entre as realidades suscitadas pelo Espírito na Igreja estão os Movimentos Eclesiais e as Novas Comunidades, que ontem tive a alegria de encontrar nesta Praça, num grande encontro mundial. Toda a Igreja, como gostava de dizer o Papa João Paulo II, é um único grande movimento animado pelo Espírito Santo, um rio que atravessa a história para irrigá-la com a graça de Deus, e torná-la fecunda de vida, de bondade, de beleza, de justiça, de paz.” (RL)

Fonte: Rádio Vaticano


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