Institucional

Por que sair à rua e falar de Deus para uma pessoa que nunca vi antes?

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marceleOlá, sou Marcele Vasconcelos, tenho 21 anos, sou vocacionada da Comunidade Católica Shalom e faço parte da melhor missão do mundo: a Missão de Maceió (risos). Há quase dois anos, fazendo parte da Obra Shalom, comecei a servir nos eventos promovidos pela Comunidade: Renascer, Acamps, Arraiá da Paz, Caia na Real. Eu já havia tido outras experiências muito boas em paróquias.

Posso dizer que o meu serviço no Shalom começou quando ingressei no ministério ao qual Deus me chamou: o Ministério de Evangelização. No princípio, achei uma loucura, um verdadeiro “sair de mim”, e confesso que durante muito tempo me fazia perguntas do tipo: “Eu? Mas como assim?!” Logo eu, que não me sinto a vontade para falar com quem não conheço, que prefiro colocar um fone de ouvido a conversar com alguém!? Logo eu, que não tenho hábito de falar em público, que não faço uma leitura na missa! Logo eu, que não, que não e que não…”, mas mesmo assim, graças a Deus, eu disse “sim” e aceitei o que Ele me confiou.

Aos poucos, mas aos poucos mesmo, fui me deixando moldar. Ainda sim, tinha aquele receio, “Por que sair à rua e começar a falar de Deus para uma pessoa que nunca vi antes?”, “Meu Deus, vou levar um fora”, “serei ignorada”, “é melhor deixar para uma próxima vez, quando estiver mais preparada”. Porém, para todas as perguntas que fazia, Deus me dava sempre a mesma, breve e simples resposta: “Por amor”.

Foi por amor, que Deus enviou Seu filho ao mundo, para nos salvar. Foi esse amor misericordioso que eu conheci! É esse amor que me move e que eu desejo levar ao mundo, porque a misericórdia, verdadeiramente, muda o mundo.

Aos poucos pude perceber, que em mim crescia a sede de doar-me sempre mais, a cada evangelização, principalmente com os jovens, quando por exemplo, saímos para “pescar no mar salgado” durante nossos “arrastões da evangelização” onde passamos a conhecer todos aqueles que não conhecem o amor que um dia eu conheci, e que se entrega a cada comunhão.

Posso dizer que a experiência de sair e de evangelizar é um misto de sentimentos: compaixão, alegria, dor, esperança. Tudo isso me fez parar e perceber que nada eu poderia fazer com minhas próprias mãos.

O mundo clama com emergência pelo amor de Deus. É nítido que o mundo grita por nós, jovens que tivemos uma experiência com esse amor, para levá-lo ao mundo! Mas, isto não é só para mim, porque para cada um de nós é dada essa missão.

Somos cristãos, somos igreja, e não podemos permitir que o nosso irmão padeça diante de nossos olhos, omitindo-nos e nos escondendo por medo e extremo egoísmo.

Para mim, toda essa experiência foi e continua sendo um “despertar”, porque por mais que eu visse tudo aquilo durante minha adolescência, o comodismo me cegava. Mas agora além de ver, eu ainda posso agir, e foi aí que decidi me comprometer ainda mais com o meu serviço a Deus, seja em minhas orações, no meu ministério, e na minha vida. É tempo de ser testemunha, e esse tempo é agora!

Durante o último Seminário de Vida no Espírito Santo, o “Caia na Real”, que aconteceu em 19 e 20 de julho, pude, mais uma vez, beber do Carisma e experimentar a graça de poder estar em união com toda a comunidade, em unidade, dispostos a dar tudo de nós para todos aqueles jovens que lá se encontravam.

O nosso serviço, por mais que tenha sido e seja, aparentemente, simples a nossos olhos, é uma grande oferta a Deus, é um serviço de gratidão.

Ofertar o meu serviço a Deus é sempre uma grande graça, é a  felicidade de ser eleita para servir a Ele.

Poder contemplar o mistério do amor de Deus na minha vida e na vida dos jovens que foram alcançados naqueles dias faz-me ser grata, e para isso, recorro à Virgem Maria, aquela que é exemplo de servidão e de humildade, a “Cheia de Graça”.

Reconheço que não podemos permitir que nosso serviço se torne vazio. Pelo contrário, peguemos a nossa cruz e saiamos para anunciar ao mundo que Jesus, o Ressuscitado que passou pela cruz, é Aquele que nos faz felizes plenamente.


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