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Por trás do palco: artistas falam sobre música e conversão

A música alcança o coração de milhares de pessoas no Festival Halleluya, inclusive daqueles que sobem ao palco.

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Aquecimento vocal, passagem de som, oração. Sobe no palco, reza com o povo, doa a voz, doa a vida. Essa é a rotina de quem tem como o palco a terra de missão e faz dele a sua oferta de vida. Para Walmir Alencar, do Ministério Adoração e Vida, a conversão é algo que acontece no dia a dia, porque é através dos dons que o Espírito Santo lhe dá que ele é conduzido ao lugar certo, ao lugar da vontade de Deus. 

“Só pelos dons Deus já nos direciona. Quando eu estou compondo é uma forma de estar na presença dEle. Pelos dons Ele nos forma na nossa vida cotidiana”, afirmou. Walmir falou também sobre a importância das pessoas na missão do ministério Adoração e Vida e como é através delas que a conversão acontece. “Cada momento que estamos com as pessoas que amamos é importante. Eu não os chamo de fãs, mas de irmãos. A parte mais forte para mim é quando estamos juntos”, conclui o artista.

Para Eraldo Mattos, da Banda Anjos de Resgate, um momento forte de mudança de vida para todos do grupo foi quando eles sofreram um acidente na estrada. “Sofremos um acidente de ônibus e tudo foi diferente a partir daquele dia. A gente teve que depender muito de Deus e acreditar nas pessoas que Ele enviava para nos ajudar. Então, esse momento foi muito forte!”, comentou o cantor. Ainda segundo Eraldo, outro instante de muita reflexão para todos eles, foi a oportunidade que o grupo teve de tocar para o Papa pela primeira vez, no estádio Pacaembu, em São Paulo. “Esse momento deu a nós o contexto de participantes da Igreja. Nós falávamos ‘somos da Igreja’, mas, de repente, estar no mesmo palco que o Papa, isso foi uma conversão muito forte para todos nós”, afirmou. 

Já Diego Tiguez, que é católico desde criança, conta que um momento importante que marcou muito a sua história de conversão aconteceu durante um show da Banda Anjos de Resgate, há mais ou menos três anos. “Uma vez eu estava no palco com a banda e nós temos muitas músicas de cura. Em uma delas eu senti em meu coração muito forte Deus me curando durante o show comigo no palco. Foi uma experiência inesquecível”, narrou.

Mais que amigos

O primeiro dia de Festival em Fortaleza foi palco de muitas emoções para o público e para os artistas convidados. Batista Lima, que havia sido a primeira atração no palco principal do Halleluya cantou uma música com a banda Anjos de Resgate, grupo que foi essencial na sua história pessoal de conversão.

“O chamado de Deus na minha vida foi pela música. A banda Anjos de Resgate foi um grande instrumento de Deus pra mim. Eu não conhecia a musicalidade católica, mesmo sendo de família religiosa. Eu havia me distanciado de tudo da Igreja, até que em 2006, dentro de um ônibus na estrada, eu recebi um presente de um irmão querido, um DVD dos Anjos de Resgate. Essa musicalidade me levou a conhecer outras canções, comecei a rezar com elas e isso me inspirou a fazer as minhas canções”, concluiu. A partir deste momento, Batista começou a escrever músicas cristãs.

Cássia Carvalho


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