E no meio dos jovens com aqueles hallelooks super descolados, das famílias com colchões no chão e cestas de picnic, vemos uma presença diferente que nos completa e alegra nossos olhos. A gente diz: olha, as irmãs!! Elas são de congregações diferentes, de novas comunidades e circulam alegremente distribuindo sorrisos e nos fazendo pensar numa felicidade escondida, numa escolha de vida corajosa.
As religiosas e religiosos escolhem viver o celibato como estado de vida, reconhecendo na sua história um chamado particular de amar a Deus, “ofertando a Ele seu corpo, mente, coração”, como diz cheia de entusiasmo a Ir. Kelly Patrícia. Você pergunta: Ela nunca vai casar? Como ela vai conseguir ser feliz?
O celibato antes de tudo é um chamado de Deus, um dos três estados de vida que Deus criou (matrimônio, sacerdócio e celibato). Se Deus te fez para este estado de vida, Ele o colocou na tua identidade mais profunda ao te criar. Assim, mais que uma simples escolha humana, o celibato, assim como o sacerdócio e o matrimônio é uma vontade de Deus para a vida de quem Ele chama. Percebo na minha história traços, sinais deste estado de vida? Me sinto atraído por ele ou me inquieto quando falam sobre isso?
Essas questões precisam ser amadurecidas na oração, no acompanhamento pessoal, assim como também num caminho de crescimento humano e liberdade afetiva.
Uma coisa porém é certa, o que nos faz felizes não é simplesmente casar, ou ter alguém. O que nos faz felizes é amar! E amar com um amor não exclusivo é a realização do celibatário. Damos nossos corpos e corações a Deus, Ele se dá a nós nos plenificando de uma forma que só Ele pode fazê-lo e nos sentimos completamente saciados nos nossos afetos, sentidos e experimentamos uma profunda liberdade interior. Tudo isso se traduz em alegria verdadeira, em uma disponibilidade para servir, partir em missão, dar do nosso tempo e dons a quem Ele nos mandar.
Ficou curioso? Ainda tá com dúvida? Vou te dar uma dica, chega pra um celibatário e pergunta como ele chegou até lá. Pode ser um religioso ou religiosa de hábito, caminhando pelo Festival, pode ser um celibatário shalom (nosso sinal é discreto, um anel com Jesus crucificado, mas não será tão difícil nos encontrar), mas pergunte pra ele como foi essa história de amor, bem diferente de todas as outras.