Uma grande descoberta que o ser humano foi fazendo ao longo dos milênios e milênios é que existe uma hierarquia de valores nas coisas. Essa compreensão foi critério de organização social, política, jurídica, familiar, afetiva, religiosa, intelectual, etc… Esse entendimento ainda possibilitou a humanidade, seja por discursos filosóficos ou religiosos, aprofundar o valor essencial da vida humana.
O valor de uma coisa, de um objeto, de um espaço, de uma lei, ou mesmo de uma instituição, está na sua utilidade prática, instrumental. No momento em que esse objeto, espaço, lei, instituição, não for mais útil, ou mesmo não oferecer mais resultados satisfatórios, poderá ser descartado ou mesmo substituído.
Com o ser humano, porém, a coisa não é tão funcional assim. Ele possui um valor pleno e essencial. Esse valor está muito além de um utilitarismo prático, funcional. Trata-se na verdade de um nível ontológico de valor. Ao nos criar, Deus não tendo nada mais belo para se inspirar, olhou para si mesmo. Essa atitude de predileção Divina expressa nos discursos de Jesus deixou mesmo os judeus do seu tempo de boca aberta:
“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (João 13,34).
Noutra ocasião, Jesus ainda vai declarar:
“Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então, o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’. Então os justos lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que te vimos peregrino e te recolhemos, ou sem roupa e te vestimos? Quando é que te vimos doente ou na prisão e te fomos ver? ’. E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Todas vezes o fizestes isso a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes” ( Mt 25, 31-40).
Com o que refletimos até agora, já é possível concluir por que a Igreja católica, como discípula e esposa de Cristo, nunca, jamais irá aprovar leis ou movimentos que tentem contra a vida humana. Essas ideologias assassinas estão muito próximas a nós, são difundidas por meio de propagandas, programas de TV, filmes, seriados, novelas, etc… Vêm ainda na forma de campanhas pró: “Aborto, Eutanásia, Pena de morte, suicídio assistido, pílulas do dia seguinte, etc.”
Se você for um cristão católico, ou mesmo evangélico, quando você for se posicionar diante de qualquer tipo de lei, ou comportamento social, sempre se pergunte: “Qual é a concepção de ser humano que está por trás desses discursos e reivindicações sociais? Eles reproduzem os princípios e valores da minha igreja? Esses valores e essas concepções de ser humano são os meus?
Para escrever esse texto, eu coloquei em prática minha fé, inteligência, memória e criatividade. Meu desejo é contribuir com a sua reflexão pessoal, fazendo de você um ser humano mais íntegro, pleno e melhor. Se alcancei em alguma medida meu intuito, potencialize esse efeito enviando esse link para os seus contatos.
Deus abençoe você sempre, Shalom!
Por Rodrigo Santos
