Vivemos em uma realidade que exige de nós novos hábitos e a utilização dos equipamentos de proteção é um deles. Sendo assim, colocamos e retiramos máscaras todos os dias. Este ato deve nos levar a pensar nas máscaras que não são visíveis, mas que vestimos diariamente, muitas vezes pela vida inteira.
Deus nos conhece profundamente, até mais que a nós mesmos. Conhece cada fraqueza, cada miséria e até aquilo que tentamos esconder da nossa própria vida. Tirar a máscara para Deus é ficar nu diante das nossas resistências, dos nossos medos, inseguranças, traumas, ambições, pecados, e de tantas coisas que usamos como empecilhos para abraçar a Verdade.
No Evangelho segundo São João, no capítulo quatro, Jesus encontra-se com a samaritana na beira do poço. Ela era uma mulher cheia de pecados, que ao ouvir o Senhor dizendo: “Quem beber da água que eu lhe darei, nunca mais terá sede. Pois a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”, rasgou a sua máscara, abriu o seu coração e suplicou a Ele: “Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede e nem vir aqui tirá-la” .
Olhando para a verdade daquela mulher, o Cristo convida-a deixar uma vida antiga, cheia de pecados, vazia. Ela retira a sua máscara e a entrega a Jesus, como quem entrega a vida antiga para receber uma vida nova.
Hoje, Deus também nos chama a rasgar as máscaras de uma vida voltada para nós mesmos, para a nossa realização e para a satisfação dos nossos prazeres, para que possamos beber da água viva, que matará a nossa sede e preencherá o vazio de uma vida superficial. Não perca tempo com aquilo que não vai matar a sua sede.
Karina Monnerat
