Irmãos, é muito pequeno o que estamos fazendo, diante do que Deus quer para nós.
Hoje, ao acordar, com o pesar nos olhos, com o som do despertador insistente se aproximando, após dormir apenas 4 horas, obedeci ao chamado da esposa que se somava ao despertador: está na hora! Levantar, tomar banho, arrumar as pequenas e ir à missa. Dar para Deus a primazia que Ele merece. Enquanto fazia tudo isso, peguei o celular e fui ouvir aquilo que meu coração já cantava:
Eu quero acordar cada manhã
Ao som da Tua voz dizendo que me ama
E assim despertar meu coração, no novo
Desejo de Te amar mais
Eu quero dedicar todos os meus dias
Para Te fazer mais amado, pois nada neste
Mundo é maior, do que o amor que sinto agora
Eu te amo e pra sempre vou te amar O teu amor vale mais que a vida
Te amo, te quero vem Vem matar a sede do meu coração Te amo, te quero vem Pois não sei mais viver sem Ti Senhor
E como isso preenche minha alma! Preenche meu coração que sente, a cada dia mais, sede de Deus. E esta sede é tão grande, tão grande, que me leva a fazer loucuras, muitas das quais vocês já sabem. Abandonamos casa, família, colocamos o que coube em nosso carro, e partimos. Partimos para a vontade de Deus, para levar a Esperança. Esperança que é o próprio Deus, que diante da pobreza falsa que o mundo oferece, torna-se o ápice de tudo. De todas as coisas.
Ao chegar onde Deus quis que estivéssemos, encontramos jovens sem esperança. Gastam seus dias buscando alcançar sonhos que não são seus, mas de seus pais. Gastam suas forças sobre uma bicicleta, acelerando e freando bruscamente em uma área de lazer da sua cidade, tentando ser notados. Outros, apenas observam, tomando a erva que satisfaz o paladar, mas que não preenche o vazio do coração. Outros ainda, trocam o ar puro da região pantaneira, pela fumaça maléfica do Narguilé, pensando que aquilo não lhes trará mal algum. Nos olhos de todos eles, a desesperança. Uma tristeza que comove, que leva à compaixão… que faz ressoar em mim, o questionamento que um dia o Senhor fez ao Moysés: por que aquele jovem não é como eu? Porque ele não sente no peito este amor, maior do que qualquer coisa no mundo?
É porque nós estamos rendendo à tentação da sobrevivência, como bem nomeou o Papa Francisco. Estamos nos rendendo à “psicologia da sobrevivência, que tira a força dos nossos carismas, porque leva-nos a ‘domesticá-los’, a pô-los ‘ao nosso alcance’ mas privando-os da força criativa que eles inauguraram; faz com que queiramos mais proteger espaços, edifícios ou estruturas do que tornar possíveis novos processos.”
Irmãos, é muito pequeno o que estamos fazendo, diante do que Deus quer para nós. Filhos da Esperança, filhos da Luz, filhos da Misericórdia! Levantemo-nos! Ergamos a nossa cabeça e ouçamos a doce voz do Cristo Ressuscitado, esposo das nossas almas, que nos chama a ser Shalom para o mundo, para os homens.
Que Deus faça de nós verdadeiros consagrados, para anunciar ao mundo que Ele é a resposta para toda infelicidade. Demos o nosso sim, sem olhar para trás, se olhar para o que deixamos. Façamos com que este, todos os dias, seja, de fato, o nosso dia! Feliz Dia do Consagrado!
Campo Grande/MS, 02 de fevereiro de 2017.
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