Formação

Que procurais?

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“No dia seguinte, João se achava lá de novo, com dois deseus discípulos. Ao ver que Jesus passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus. Osdois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus. Jesus voltou-se e vendo queeles o seguiam disse-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi, onde moras? Vindee Vede, respondeu-lhes. Então eles foram e viram onde morava, e permaneceramcom ele aquele dia” (Jo 1, 35-39).

Já reparou que nós estamos sempre à procura? Procuramosrespostas para dar, trabalhos para fazer, frases para dizer, palavras paraescrever, roupa para vestir, comida para comer, pessoas para conversar, tempopara descansar, e assim por diante, sempre procurando e procurando. Não éassim?

Muitas vezes, a vida se consome numa frenética procura quenos lança num turbilhão de exigências, necessidades e coisas para fazer. Omundo tenta nos impor um ritmo alucinante, ditando o que devemos seguir, aondeir, o que comprar, onde estudar, que mal temos tempo de pensar no sentido denossa procura.

Não foi diferente com os dois discípulos de João Batista aoouvirem-no falar de Jesus. Num impulso seguiram o mestre. Mas porque o seguiam?Só porque João Batista falou? Jesus lança o profundo questionamento que ecoatambém em nossas vidas hoje: “Que procurais?”

Recordo da minha juventude, quando eu sempre fazia o quemeus amigos faziam, saía para onde todos saíam, me vestia como todos sevestiam, namorava porque todos namoravam. Minhas escolhas, meus gostos evalores sempre se confundiam com os dos outros. Perdido, eu rezava einterrogava Jesus: “Onde moras?” É você que eu procuro? Como te encontro longeda multidão? O que faço para estar para sempre contigo? Que faço para serfeliz? O que fazer para não viver às margens da santidade? Neste momento Jesusse dirigiu pessoalmente a mim e me fez também o irresistível convite: “Vinde eVede”.

Eu vivia infeliz porque não entendia que escolhasfundamentais e definitivas exigem respostas individuais; um particularcompromisso de amor com Aquele que criou minha identidade mais profunda. Assimacontece com a vocação, é uma relação do ato amoroso de Deus a me chamar quegera em mim o efeito de generosamente responder e, por amor, caminhar na viacerta de santidade que Deus pensou para mim.

E assim, como aconteceu com João e Tiago, Deus me deu umaidentidade, um jeito único de responder ao meu chamado de ser imagem esemelhança da Trindade. A esta identidade procurei, encontrei, amei e respondi.Ao procurar, encontrei Deus Pai, que pelo Batismo me fez filho no Filho. NoFilho encontrei o esposo da minha alma, que pelo Espírito me santifica para aedificação do Seu Corpo, a Igreja. Ao procurar, encontrei a Igreja adornada deCarismas que a renovam e santificam. Ao procurar, encontrei o Carisma Shalom,uma proposta detalhada do “eu ideal” que Deus pensou para mim e que abrangetodos os aspectos da minha existência, para que eu me doe mais aos irmãos, àIgreja e à humanidade. Por fim, ao procurar, encontrei como estado de vida omatrimônio, no qual, refletindo o amor do Pai pela vivência familiar da oração,fraternidade e serviço, trilho um caminho balizado rumo à santidade que Deussonhou pra mim.


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