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“A quem está passando por um câncer eu digo: tudo isso vai acabar e você não será mais a mesma pessoa”

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Conheça o testemunho de uma jovem que encarou o câncer com fé e desejo de viver.

Ao olhar a foto dessa jovem você poderia pensar que ela é uma pessoa normal, sem nada de especial. E, de fato é. Não fosse a luta contra um câncer, Angel Costa, 23, seria sim, uma jovem como qualquer outra. Mas, sua história nos mostra algo a mais. Lendo esse período de sua vida podemos encontrar uma lição de superação.

Milhares de pessoas anualmente recebem diagnósticos de câncer. A reação ante a notícia, geralmente, é a mesma: desânimo, desesperança. Uma resposta justa. Algumas, contanto, conseguem reagir de forma mais positiva e buscam encontrar motivos para se continuar a viver.

Angel é estudante de geografia, pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Ela foi diagnosticada com um Linfoma de Hodgkin em 2013.

Tudo começou quando alguns nódulos começaram a aparecer no lado esquerdo de seu pescoço. Logo, outros sintomas começaram a surgir. Eram febres diárias ao anoitecer, sudorese noturna, e perca de peso. Angel procurou um médico que solicitou uma ultrassom. No dia da ultrassom Angel descobriu que seu caso poderia ser algo mais sério.

“Quando fui fazer a ultrassom dos linfonodos (nódulos) que apareceram no meu pescoço, a médica que estava realizando o procedimento em mim perguntou quem tinha passado aquele exame, e eu expliquei que foi um clínico geral. Então, ela falou ‘pois se eu fosse você, procuraria logo um Oncologista’. Nesse momento eu percebi que poderia estar com câncer”, conta Angel.

Angel saiu da clínica abalada com a especulação da possível doença e ao chegar em cada resolveu pesquisar sobre linfomas. Pelo que leu, viu que poderia fazer o tratamento e ficar curada.

A jovem não sabia ao certo se estava realmente com câncer, mas com a biópsia veio o diagnóstico. Era Linfoma de Hodgkin. Ela narra como foi sua reação quando descobriu a doença.

“A priori não chorei, pois já esperava esse resultado. No mesmo dia fui para a faculdade normalmente, assisti aula, até que no final da aula fui contar aos meus amigos mais próximos que estava doente. Foi então que a ficha caiu. Foi quando eu percebi que iria passar por um tratamento bem complexo e nada fácil. Voltei para minha casa e a única coisa que conseguia fazer era chorar. Chorei durante uns 3 dias direto, não conseguia “aceitar” que Deus tinha permitido aquilo acontecer comigo, fiquei muito revoltada mesmo”.

Sua postura, no entanto, foi mudando. Ela percebeu que estava ficando depressiva e que ficar daquela forma não estava lhe fazendo bem. Angel passou, então, a aceitar a doença e afirma que a fé em Deus, o apoio e oração da família, dos amigos e sua vontade de viver a sustentaram nesse período.

“Se Deus tinha permitido aquilo, Ele iria cuidar de mim”, conta ela, que começou a partir daí a encarar a doença de outra forma.

A jovem passou por 16 quimioterapias, entre agosto de 2013 e março de 2014, e 15 sessões de radioterapia em maio de 2014.

“Na primeira quimioterapia eu estava muito tensa, pois era tudo novo. Na minha cabeça eu ia ficar enjoada assim que a medicação começasse. Mas foi tudo super tranquilo, não senti nada. Não enjoei nada. O tratamento como um todo foi bem tranquilo. Somente nas últimas quimios, onde meu corpo já estava mais debilitado, comecei a sentir um pouco de enjôo, mas nada de mais. Acabei perdendo paladar que só voltou quase 1 ano depois do fim das quimios”.

Angel fala que nesse período contou com uma ajuda muito especial, a do médico onco-hematologista Emmerson Eulálio. Segundo ela, desde as primeiras consultas ele a acalmou quanto à doença.

A jovem disse que uma situação difícil que teve passar durante esse período foi o distanciamento de alguns amigos.

“Amigos de infância que moram na minha rua mal falaram comigo após o diagnóstico (e até hoje não voltaram a falar), e até alguns amigos do grupo de oração que eu participava na época também se distanciaram de mim. Claro que cada um deles têm seus motivos e eu não os julgo por isso”.

Atualmente, Angel está num período chamado Remissão. Um câncer só é considerado curado após cinco anos sem o retorno da doença. Angel está no terceiro ano de Remissão, mas acredita estar curada.

“Cada dia que passa agradeço a Deus por mais um dia, por acordar bem e viva. Comecei a valorizar cada momento da minha vida. A quem está hoje passando por um tratamento de câncer eu digo que tenha fé e muita paciência que tudo isso vai acabar, e quando acabar, você não vai ser mais a mesma pessoa de antes, pode ter certeza. E a todos que não estão passando por um câncer, peço que façam exames regularmente e fiquem atentos aos sinais que o seu corpo dá. Um diagnóstico de qualquer doença precocemente é fundamental para uma recuperação bem sucedida”, afirma Angel.

Guilherme Rocha


Comentários

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  1. Achei que estava lendo a minha própria história rs. Só que ainda estou em tratamento, mas já tomei posse da minha Vitória. Obrigada pelo lindo testemunho. Que Deus te abençoe ☺