Neste dia, Santo Afonso Maria de Ligório quer nos ensinar a amar: amar o Amor que não é amado. Ele nos questiona: a quem podemos negar que a devoção à Paixão de Jesus Cristo é a devoção de todas as devoções? A que é a mais sutil, a mais tenra, a mais cara de Deus, a que mais consola os pecadores, a que mais inflama as almas amantes? E donde haveremos de receber nós tantos bens, a não ser da Paixão de Jesus Cristo? Donde temos a esperança do perdão, a fortaleza contra as tentações, a confiança de ir para o Paraíso? Donde tantos luminares de verdade, tantos chamados amorosos, tantos impulsos para mudar de vida, tantos desejos de nos doar a Deus, senão da Paixão de Jesus Cristo?
AFETOS E ORAÇÕES
Ó Verbo eterno, passastes 33 anos de suor e suspiros, destes o sangue e a vida para salvar os homens, em suma, não poupastes nada para nos fazerdes amar por eles; e como então se encontram homens que sabem disso e não vos amam? Ó Deus, também meu Jesus, tende piedade de mim. Eu vos ofereço este meu coração ingrato: ingrato, mas arrependido.
Sim, arrependo-me de todo o mal de ter-vos desprezado, meu amado Redentor. Arrependo-me e amo-vos de toda a minha alma.

Sim, meu Salvador, meu Deus, eu vos amo, eu vos amo. Recordai-me sempre o quanto sofrestes por mim, para que não me esqueça mais de amar-vos.
Cordas que atastes Jesus, apertai-me com Jesus; espinhos que coroastes Jesus, feri-me de amor por Jesus; pregos que transpassastes Jesus, pregai-me à Cruz de Jesus, para que eu viva e morra unido a Jesus.
Ó sangue de Jesus, inebriai-me de santo amor. Ó morte de Jesus, fazei-me morrer para todo o afeto terreno. Pés transpassados de meu Senhor, abraço-me a vós; livrai-me do inferno, que mereço.
Meu Jesus, no inferno não poderei mais amar-te, mas quero sempre amar-te. Meu amado Salvador, salva-me, tem-me contigo e não permitas que eu haja de perder-te novamente.
Ó refúgio dos pecadores, Maria, e Mãe do meu Salvador, ajudai um pecador que quer amar a Deus e a vós se encomenda; socorrei-me pelo amor que tendes por Jesus Cristo.
(Santo Afonso Maria de Ligório)
Por Rodrigo Veloso