Nós sabemos bem o que é ser coroado após uma vitória, sabemos o gosto de uma medalha de ouro, o sabor de subir no primeiro lugar do pódio, um reconhecimento a nível individual.. Sabemos que os méritos são totalmente nossos, que a luta, o suor, as dores são recompensadas naquela hora em que a última bola cai no chão.
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Sabemos o que é carregar no peito um ouro suado, tantas renúncias, tantos sacrifícios, tanta disciplina e determinação para chegar a ser o melhor. Quando vemos o adversário a nossa frente, já conseguimos traçar na cabeça as estratégias para vence-lo porque queremos ganhar a coroa da vitória, porém uma coroa perecível. Sim, porque todas elas, uma a uma passam, a traça corrói.
Posso me recordar das vezes que contei quantas medalhas eu havia conquistado, passaram de 100.. me lembro que disse ao meu pai para pendurar na parede do meu quarto, e no final das contas agradeço por ele não ter feito isso. A grande alegria da vida missionária esta em receber a coroa imperecível, aquela que não passa, aquela que nem a traça corrói e nem a ferrugem estraga.

Interessante que a vida de atleta que eu vivia antes me ensina muito a viver a vida missionária, mas a grande “sacada” está em viver tudo com o coração no alto, sabendo que hoje não carrego mais uma medalha de ouro, mas uma cruz de madeira, já não carrego méritos meus, mas sou totalmente agraciada por Deus, já não vivo mais com a sede de recompensas, mas o coração vai aprendendo a viver pelo que não passa, já não preciso mais contar quantas medalhas tenho na minha coleção, pois o que me basta na verdade é saber que daqui pra frente, este será o único sinal que carregarei no peito, não como um reconhecimento de nada do que fiz, mas como sinal de uma graça invisível, como sinal de uma eleição.
Obrigada Senhor porque me escolhestes para ti.
Aos atletas queridos, que intercedo com muito carinho,
S H A L O M!
Amábilie Tereza Koester
Comunidade de Vida
