Shalom

Representantes da Ajuda à Igreja que Sofre visitam a Diaconia Geral

Por conhecerem muitas realidades da Igreja que sofre em vários países que visitam, Johannes Heereman afirmou que este sofrimento tem várias faces.

comshalom

Barão Johannes Heereman, presidente internacional da AIS- Ajuda à Igreja que Sofre e sua esposa Michaela Heereman, estiveram esta semana visitando a Diaconia em Aquiraz(CE), sede do Governo Geral da Comunidade Católica Shalom onde funcionam as assessorias, secretarias e setores ligados diretamente ao moderador geral Moysés Azevedo.

Em entrevista ao comshalom o casal conversou sobre vários assuntos que envolvem suas atividades, expectativas e esperança para um novo na evangelização. Por conhecerem muitas realidades da Igreja que sofre em vários países que visitam, Johannes Heereman afirmou que este sofrimento tem várias faces. “A primeira face é o da Igreja perseguida em países como a China, Paquistão e Nigéria. Uma outra é a da pobreza, da descriminalização pela secularização e a falta de espiritualidade, daí a importância de novas comunidades como o Shalom e elementos como o YOUCAT.”

Para o casal Heereman, que tem como sentido de vida levar Jesus para os outros por meio da Ajuda à Igreja Que Sofre, um dos maiores sofrimentos no mundo como  família cristã, seja a realidade das famílias divorciadas, as crianças sem família e abandonadas. “Essas crianças não tem qualquer ajuda, elas não tem ideia de quem é Deus e assim não tem a ajuda da fé, a esperança, vivem como folhas que caem e são levadas pelo vento”, disse Michaela fazendo menção ao versículo bíblico que Jesus não veio para abolir ou explicar o sofrimento mas para preencher com sua presença.

Outro assunto abordado na entrevista foi sobre a preocupação da AIS hoje, em relação aos refugiados, que segundo o presidente internacional da instituição, há um movimento de tentativa para que os cristãos retornem aos seus países de origem, sendo na África, um dos maiores desafios. “O mais agravante e preocupante é a quantidade de crianças abandonadas, a prostituição e todo o abuso.” Porém, em alguns países do Leste Europeu, onde não há mais a presença de grupos terroristas, o trabalho da AIS através de financiamentos para esta causa, avança na medida em que os projetos de investimento auxiliam na reconstrução de pequenas cidades e casas, para que os refugiados retornem a uma vida em comunidade em seus países de origem. “Trabalhamos e investimos para que o cristianismo não morra no meio Leste”.

“Em uma recente viagem à África me impressionou muito o relato dos bispos da Nigéria e da Etiópia que tiveram alguns templos e igrejas queimadas em suas cidades. Ao perguntar como eles se sentiam, disseram que a comunidade estava mais fortalecida, e se sentiam privilegiados por serem perseguidos”, disse Johannes confessando que ao ouvir tal testemunho perdeu a voz mediante os sofrimentos, mas se sentiu abençoado por ter tantos contatos com a Igreja perseguida sem perder a esperança que ela volte a crescer nestes países mesmo que seja em pequenos passos.

Michaela Heereman, é uma das autoras do YOUCAT, uma versão atual e moderna do Catecismo da Igreja Católica, com linguagem totalmente voltada para os jovens. Na mesma linha do YOUCAT, a escritora revelou novos projetos de evangelização: catequese dos primeiros passos dos jovens na Bíblia e um livro de catequese para as famílias, uma forma dos pais participarem com seus filhos da primeira eucaristia. “Temos famílias novas na igreja que se aproximam por conta da primeira eucaristia de seus filhos, no entanto percebemos que após quatro semanas, eles se afastavam. Então vimos a necessidade deste novo projeto que é bem interessante, com atrativos e uma nova linguagem e metodologia dos termos teológicos nos rodapés, que levam os pais a falarem de Jesus e atraírem as crianças para a bíblia. É muito facilitador”

AIS

Mais de 60 milhões de pessoas são beneficiadas todo ano através dos mais de 5 mil projetos apoiados pela Ajuda à Igreja que Sofre em cerca de 140 países, incluindo o Brasil. Os projetos auxiliados pela ACN são os mais variados possíveis no campo pastoral, que vão desde o subsídio para a formação de seminaristas, padres e religiosas; material catequético; construção e reconstrução de Igrejas e capelas; transporte para religiosos; recuperação de jovens dependentes químicos como nas Fazendas da Esperança; barcos para missionários no Amazonas; construção de escolas e casas para refugiados no Oriente Médio e muito mais.

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre está a serviço do Papa Francisco, tornando possível o seu pedido de fazer uma Igreja mais próxima do necessitado, do pobre, do excluído, ou seja, dos prediletos de Deus.

Hoje a Ajuda à Igreja que Sofre é conhecida no mundo todo, inclusive no Brasil, pelo acrônimo do seu nome em inglês: ACN (Aid to the Church in Need)


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