Dizem que o Carnaval está no sangue do carioca. O Rio de Janeiro se transforma nas semanas que cercam a festa. Turistas de diversos partes do mundo chegam à cidade. Os blocos invadem as ruas. Não tem uma esquina onde não se ouve música alta e muito samba. A programação de festas é intensa, marcada, especialmente, pelas feijoadas promovidas pelas escolas de samba. Abrir mão de tudo isso para participar de um retiro de Carnaval parece impossível. Mas, como diz o tema do Reviver Rio, “para Deus nada é impossível”. Esta foi a experiência de Alex Lopes, de 28 anos.
Alex conta que há seis anos começou a programar o seu Carnaval com bastante antecedência. Em janeiro, ele já buscava fazer um pré-Carnaval com os amigos. Festas, bebida, viagens, mulheres. Era isso que ele buscava. Segundo ele, o ápice eram os dias de festa. E foi, justamente, a partir do que ele tanto curtia que Deus começou a atraí-lo para o seu Amor.
De acordo com ele, no Carnaval do ano passado, ele teve uma frustração com um “amor de verão” e foi, a partir desta decepção, que começou a despertar o desejo de voltar para a Igreja. O retorno se deu com o convite de um amigo, que também buscava retornar. E, por Providência de Deus, eles foram parar na noite de louvor da Comunidade Católica Shalom e, desde maio, começaram a trilhar um caminho de vida de oração.
O Reviver Rio 2018 é a primeira vez que Alex participa do retiro de Carnaval da Comunidade Shalom. “Durante o retiro, me passava uns flashes: ‘eu poderia estar agora em um bloco’. E eu estou muito feliz de não estar lá. Se não fosse a graça de Deus, eu estaria lá. Eu vejo o quanto eu procurava estar feliz naquilo tudo, mas na verdade eu estava cumprindo um script que o mundo me impôs. Eu fazia muito o que a galera esperava de mim. Na verdade, essa alegria que eu procurava está aqui e eu não quero largar isso. Deus me motiva estar aqui com ele todo dia e eu não quero me distanciar dele. Quero, pelo contrário, me aprofundar mais nisso”, contou.