Formação

Sacerdote

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Dom José Alberto Moura

Hojese torna muito comum não se aceitar muito as mediações, apesar do serhumano buscar o divino através das religiões. Mas estas são procuradas,não raro, com seus sinais e mistérios, para apenas suprir asdeficiências humanas. A mistificação ou a colocação do poder no nãopoder com força meramente ilusória tem apresentado muito charlatanismoe aproveitamento da fé popular para se tirarem vantagens da credulidadepopular sem muita consistência.

Ossacerdotes de inúmeras religiões têm feito, não raro, a mediação dohumano com o divino de modo estereotipado e sem um resultado objetivo,que realmente solucione os problemas humanos. Dentro da subjetividadeda cultura hodierna se relativiza muito sua figura. Muitos não queremritos com a apresentação de exigências ou posturas éticas de acordo comverdades objetivas. Estas apresentam obrigações vinculantes comresponsabilidades em relação ao serviço ao outro, às organizações e aobem comum. Busca-se na religião o que interessa ao conforto individual,sem maior comprometimento com ideais buscados com renúncias e esforçospessoais e coletivos.

ComJesus Cristo, o sacerdócio não deixa de ser um serviço ao humano e acura dos limites pessoais. No entanto, sua procedência não é a origemsimplesmente humana. É divina. Para seus coetâneos e muitos de hoje temsido difícil a aceitação de sua natureza de Deus. Seu sacerdócio não éapenas mediação de súplica ao Criador. É efetivação da ação divina nohumano. Ele dá consistência a essa verdade com o poder de superar amorte. Não é um sacerdote a mais com a tentativa de unir o povo com oSer Superior. É o verdadeiro mediador, capaz de pontificar a ligação dacriatura com o Criador. Por isso, seu sacerdócio faz a salvação dohumano. Não é somente tentativa.

Nãofosse Deus, Jesus não teria poder de estabelecer sacerdotes humanos como poder dele próprio. No entanto, demonstrou sua verdade, capaz dedar-se como Salvador e instituir quem sempre fizesse ações capazes deoutorgar os meios de salvação deixados por Ele. Tais meios são usadospelos sacerdotes marcados com a unção provinda com a interveniência dospoderes constituídos por Ele mesmo. Como é importante o ser e a açãosacerdotal dos ungidos para esse serviço ou ministério dentro da suaIgreja.

Ossacerdotes ungidos para o cargo não deixam de ter vocação sublime,apesar de toda a sua fragilidade humana. Eles devem “oferecersacrifícios tanto pelos pecados do povo quanto pelos seus próprios”(Hebreus 5, 3). Sua formação deve prepará-los para o melhor exercíciopossível de sua santa missão. No entanto, sofrem o influxo da sociedadeou do meio em que se situam. Por isso, quem os trata, em vista da fé,devem protegê-los contra o mal e subsidiá-los para que sirvam, damelhor maneira, o povo de Deus. Jesus não chamou somente pessoasperfeitas e santas para o ministério sacerdotal. Basta conhecermos ahistória dos Apóstolos.

Porisso, somos chamados a formar, com nossos sacerdotes, comunidades defraternidade. Na comunidade e no coração de todos deve haver lugarespecial para nossos sacerdotes. Nossa prece vai também intensamentepara que Deus os livre do mal. Não seguimos os sacerdotes comofinalidade e sim como servidores. Mesmo percebendo seus limites,seguimos a Cristo e os ajudamos, dentro do possível, a exercer bem seuministério.


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