Formação

Santa Paulina, uma santa brasileira de coração

Conhecida por ser a primeira santa canonizada no Brasil, a Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus é homenageada hoje. 9 de julho, dia do seu falecimento.

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Hoje, 9 de julho, é um dia muito especial para Igreja de nosso país, pois fazemos memória de uma santa brasileira, Madre Paulina. Sim, brasileira, não porque nasceu em nossos país, mas porque abraçou e desposou com amor nossa nação e aqui ofertou sua vida. Essa serva foi beatificada pelo Papa João Paulo II, na ocasião de uma visita à Florianópolis, Santa Catarina. Foi canonizada em 2002, recebendo o significativo nome de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Amabile Lucia era o nome de batismo e nasceu em Vigolo Vattaro, na Itália, no dia 16 de dezembro de 1865, filha de Antonio Napoleone Visintainer e Anna Pianezer. Quando tinha apenas 10 anos, seus pais a tomaram junto com seus irmãos e partiram para o Brasil, estabelecendo moradia em Santa Catarina. Na época, esse local era terra de missão de vários padres membro da Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola. Ali, várias vilas foram aos poucos sendo fundadas e recebendo nomes das cidades italianas (Nova Trento, Vigolo, Bezenello, Valsugana, entre outras). Em 1887, Paulina ficou órfã de mãe, assim, como filha e irmã dedicada, ajudou seu pai a cuidar de seus irmãos menores.

O zelo aprendido na vivência familiar transbordou também na sua relação com a Igreja, pois ajudava com frequência, nos serviços da Capela de Nova Trento. Ali, entre outras coisas, dava aulas de catequese para as crianças. Ocupava ainda boa parte de seu tempo cuidando de pessoas enfermas.

Fundadora de uma nova vocação na Igreja

Não demorou e começou, em 1890, a juntar a seu redor outros corações entusiasmados por seu zelo e serviço. Fundou, então, uma congregação que recebeu o nome de Filhas da Imaculada Conceição. Obteve, em seguida, a aprovação do Bispo de Curitiba, D. José de Camargo Barros. Essa data era considerada por Madre Paulina como o dia oficial da fundação de sua comunidade religiosa. Em dezembro do mesmo ano, fizeram os votos religiosos e Amabile Lucia Visintainer recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. O Instituto começou na extrema pobreza. As primeiras Irmãs, além do cuidado dos doentes, dos órfãos e dos trabalhos da paróquia, para sobreviver, deveriam trabalhar na roça e na pequena indústria de seda.

Em 1903, Paulina foi eleita Superiora Geral. Após fundar as Casas de Nova Trento e Vigolo, foi trabalhar em São Paulo, seguindo o conselho do padre Luigi Maria Rossi, que era Pároco de Nova Trento desde 1895. Este pastor foi, naquele mesmo ano, nomeado Superior da Residência de São Paulo. Pouco tempo depois, na colina do Ipiranga junto a uma Capela já existente, iniciava a obra da “Sagrada Família” para abrigar os filhos de ex-escravos, órfãos e idosos. Em 1909, Irmã Paulina deixa o cargo de Superiora Geral e passa a viver na casa por ela fundada em Bragança Paulista.

Único apostulado: ser luz para novas vocações

Em 1918, devido ao seu comprovado testemunho de vida, foi chamada à Casa Geral na cidade São Paulo, onde não desempenharia nenhuma função formal, seria apenas um testemunho e estímulo para as jovens vocações da Congregação. Essa serva viveu 33 anos como simples religiosa. A única autoridade que tinha era a carismática, que transbordava de seu testemunho. Fez sua páscoa em Ipiranga, São Paulo, no dia 9 de julho de 1942. Em sua homenagem, foi erguido o Santuário de Santa Paulina, em Vigolo, Nova Trento, Santa Catarina.

Que Deus possa, por meio da intercessão dessa serva, nos conceder a graça amá-Lo com um coração indiviso.
Santa Paulina, rogai por nós!


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