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Santa Teresa, a alma apaixonada, e eu

Na nossa via de amizade saber que éramos parecidas e que ela foi santa, foi o meu primeiro choque. Pensei: eu posso ser santa!

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Foto | Unsplash

Minha história com Santa Teresa de Ávila começou quando eu tinha sete anos e voltei a morar com a minha mãe na cidade de Imperatriz – MA, onde ela é a padroeira da cidade. Nesse processo de retorno para casa, lembro que amava a arquitetura da Igreja e me recordava dos castelos que eu fazia com blocos de montar. Sim, foi ainda na minha juventude que comecei a trilhar um caminho de grande amizade com ela. A minha adolescência, assim como a de Teresa, foi marcada pelos livros e pelas vaidades. Cada vez mais que eu conhecia Teresa, mais me via nela.

Eu também posso ser santa!

Na nossa via de amizade, saber que éramos parecidas e que ela foi Santa, foi o primeiro choque da minha vida: Eu também posso ser santa!

Como toda boa amizade, Teresa foi fundamental para a minha conversão e para a minha mudança de mentalidade. É hora de deixar as vaidades!, pensei. E como é difícil deixar as nossas vaidades ainda na juventude: a nossa carne grita! Inúmeros foram os momentos em que eu recorria a ela pedindo a sua ajuda e intercessão.

Teresa me fazia ver a minha verdade diante de um espelho e me dizia: “Vamos lá! É preciso lutar! Seja violenta de coração!”

Vivendo Teresa no teatro

Em 2015, fui convidada para interpretar Santa Teresa no teatro pela companhia de artes Ruah no espetáculo Teresa, a Alma Apaixonada. No prólogo da peça eu recitava um de seus poemas. Eu gritava como se o poema fosse meu:

“Já toda me entreguei,

e ao meu Deus hei me dado,

que meu amado é para mim…

e eu sou para o meu amado!”

 

Só Deus e Teresa sabiam como andava a minha alma no tempo desse musical: eu passava por uma grande crise vocacional e por um período de grande deserto. Só Deus basta! Esse era o brado de Teresa! Esse era o meu consolo! Só Deus basta! Ela já dizia:

“Nada te perturbe, nada te espante,

tudo passa, Deus não muda.

A paciência tudo alcança,

quem a Deus tem, nada lhe falta:

só Deus basta.”

 

Não abandonar a via da oração

Todos os dias, Teresa me ajuda a permanecer na via da oração e a abraçar a minha Cruz. Muitas são as estratégias que ela me ensina para nunca abandonar essa via! A vida de oração é como cuidar de um jardim. É necessário tirar água de um poço para regar este jardim, o que nos parece bem trabalhoso. Muitas vezes vamos ao poço e sequer encontramos água para puxar. Teresa diz que essa é a hora em que as nossas lágrimas regam o nosso jardim. Que ela nos ajude a nunca abandonar este caminho rumo ao  castelo interior.

 

Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

 

                                                                                                              Julieth Marques

 

Encenando Teresa no Teatro
Encenando Teresa no Teatro
Encenando Teresa no Teatro
Encenando Teresa no Teatro


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