Formação

Santas Perpétua e Felicidade

Hoje, 7 de março, a Igreja celebra a memória litúrgica das Santas Perpétua e Felicidade, jovens mães martirizadas no ano 203 D.C.

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Santas Perpétua e Felicidade. Imagem: Paullew | Flickr CC by NC ND 2.0

Conheça a história das Santas Perpétua e Felicidade, celebradas no dia 7 de março.

Os três primeiros séculos da igreja foram tempos de muitas provações para os seguidores de Jesus. Muitas mulheres jovens, mães, foram martirizadas em Cartago, no norte da África, atual cidade de Túnis. Entre essas fiéis almas esposas de Deus estão Santa Perpetua e Felicidade.

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Perpetua, na época, tinha aproximadamente 22 anos. Era de uma família nobre e rica. O único membro pagão de sua família era o seu pai. Quando foi levada para a prisão, Perpetua tinha um filho recém-nascido.

Já Felicidade estava grávida e era escrava de Perpétua. E as duas eram muito amigas. Quando Felicidade foi presa, estava com oito meses de gestação. Tanto que foi justamente nesse lugar de dor que deu a luz ao seu filho.

Testemunho de coragem

As duas foram presas por ordem de um decreto do imperador romano, que condenava a morte todos que fossem pegos, professando a fé em Jesus. Confira a partilha escrita por Santa Perpétua quando foram lançadas na prisão:

Eu fiquei apavorada, pois nunca havia estado em um lugar tão escuro. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e falta de ar. Sofria por não poder ter junto a mim e o meu filho, que tinha tão poucos meses de vida e necessitava muito de mim. Eu, porém, pedi a Deus a graça de ser capaz de sofrer e lutar em defesa da nossa fé.

As cartas da santa são consideradas hoje um dos conteúdos cristãos da igreja mais antigo.

Martírio das santas

As duas santas foram lançadas numa arena junto com outros fiéis e ali foram pisoteadas por toros e outros animais. Santa Perpétua foi a primeira a ser atingida. Já a felicidade, vendo sua irmã, ergueu-a do chão e permaneceu ao seu lado dando força. Santa Perpétua mesmo com dor e medo, dizia para os outros fiéis: “Fiquem firmes na fé e se amem uns aos outros. Não deixem que o martírio seja pedra de tropeço para vocês.

Santa felicidade foi a primeira a ser degolada. Em seguida, chegou a vez de Perpétua. O soldado errou o local do golpe. Então, a santa caiu gravemente ferida e ainda encontrou forças para mostrar ao assassino o local certo de ser golpeado. Com o segundo golpe, a santa consumou sua oferta divina.

Hoje, as perseguições e os combates na fé se expressam de outras formas mais sutis, silenciosas, mas igualmente perigosas. Que o testemunho dessas duas santas almas esposas de Deus nos encoraje para que jamais negociemos nossa fé em Jesus. Se você foi abençoado pelo testemunho dessas duas almas esposas de Deus, diga então com fé:

Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós!

 


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