Formação

Santo Henrique da Baviera, um servo de Cristo Rei dos Reis

O primogênito do duque da Baviera, nasceu num belíssimo castelo às margens do rio Danúbio, em 973, e recebeu o mesmo nome do pai. Veio ao mundo para reinar, desfrutando de todos os títulos e benesses que uma corte imperial pode proporcionar ao futuro soberano, com os luxos e diversões em abundância. Por isso foi uma grata surpresa para os súditos verem que o jovem se resguardou da perdição pela esmerada criação dada por sua mãe.

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Hoje a Igreja faz memória do testemunho de um grande servo de Deus. Era um nobre, com títulos honrosos aos olhos dos homens, porém, o brilho que tinha diante de seus súditos era apenas uma pequena centelha do brilho que tinha diante de Deus. Santo Henrique foi um monarca que tinha Jesus como Senhor e centro de sua vida.

Podemos compreender com um pouco mais da profundidade da vida e testemunho quando analisamos a forte educação cristã, que recebeu desde criança. Nasceu em Bamberg, em 973, e era filho do duque da Baviera. Cresceu em um ambiente profundamente cristão, foi catequisado e educado pelos cânones de Hildesheim e, depois, pelo bispo Saint Wolfgang, em Regensburg.

Esse nobre e fiel servo de Deus sucedeu seu pai e, em seguida, também seu primo Otto III, tornando-se, em 1002, rei da Alemanha e, dois anos depois, também da Itália. No entanto, seu irmão Bruno renunciou à vida da corte para se tornar bispo de Augsburg; uma das suas irmãs tornou-se monja, enquanto a outra casou-se com um outro servo de Deus, aquele que se tornaria Santo Estevão da Hungria. Em 1014, o Papa Bento VIII consagrou Henrique imperador do Sacro Império Romano.

Contribuição desse nobre servo de Deus

A importante contribuição de Henrique para a reforma moral partiu da abadia de Cluny. A sua reforma não envolveu apenas a vida monacal, mas toda a Igreja, ajudando-a combater a Simonia, isto é, a venda ilícita de cargos religiosos por remuneração. Também auxiliou a restaurar a centralidade do celibato dos sacerdotes.

Entre seus conselheiros, encontrava-se Santo Odilon, abade de Cluny, do qual o monarca apoiou a reforma. Em 1022, junto com o Pontífice, Henrique presidiu ao Concílio de Pavia, que emitiu sete cânones: contra o concubinato de sacerdotes e pela defesa da integridade do patrimônio eclesiástico. Ele restaurou ainda sedes episcopais, fundou a diocese de Bamberg e mandou construir a catedral, onde foi sepultado com sua esposa Cunegundes.

Entre suas contribuições no culto litúrgico-eclesial destaca-se aquela onde se introduziu a hoje tão conhecida oração do Credo nas solenidade e Missas dominicais.

Um esposo fiel e apaixonado

Um dos aspectos que mais se destacaram na vida de Santo Henrique foi sua profunda união com a esposa, Santa Cunegundes. O casal não conseguiu ter filhos. Alguns pensaram que os cônjuges haviam feito o voto de castidade; outros achavam que o problema era a esterilidade, como escreveu o contemporâneo Rodolfo, o Glabro, um dos maiores cronistas da Idade Média.

Ao contrário do que acontecia muitas vezes em plena Idade Média, com casos semelhantes, Henrique recusou-se a repudiar sua esposa, fazendo uma escolha que contribuiu para a sua fama de santidade, que, provavelmente, também partia das raízes do comportamento dos seus predecessores: os otomanos sempre observavam uma íntima monogamia, não tinham filhos ilegítimos e nem repudiavam suas esposas. Trata-se de uma escolha que, sem dúvida, confirma seu profundo respeito pelo Sacramento do Matrimônio e o amor pela própria esposa. Esse santo servo de Deus foi canonizado pelo Papa Eugenio III, em 1146.

Que Deus possa abençoar todos os líderes de nossa nação e todos os líderes do mundo, por meio da intercessão desse santo servo. Que cada um possa ver seu cargo e sua autoridade como uma ferramenta de serviço e amor ao próximo.

Santo Henrique, Intercedei por nós!


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