Formação

Santos Inocentes: precisamos falar sobre as crianças indefesas

Como está o nosso papel, como jovens, adultos e idosos em relação ao cuidado e ao amparo das crianças de hoje?

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Neste dia 28 de dezembro, a Igreja Católica celebra os Santos Inocentes, que são os bebês e as crianças que morreram sem nenhum pecado, por isso hoje contemplam o Céu junto a Deus. A data propícia me fez refletir acerca de um assunto: quem são os nossos Santos Inocentes de hoje?

No tempo de Jesus, Herodes, por medo de perder o seu reinado, matou inúmeras crianças. Hoje a situação não é muito diferente, mas acontece de maneira mais sutil. A sociedade segue o mesmo caminho, ao buscar destruir e matar a essência de cada criança, impondo, desde cedo, verdades que julgam ser as mais corretas à respeito do que dizem ser a identidade dos pequenos, como é o caso da ideologia de gênero, por exemplo. Para essa forma de pensamento, um indefeso, que ainda não tem capacidade de escolha, deve optar por ser quem quiser, o que representa uma forma de negar a sua identidade natural, pré definida pelo próprio Criador.

Nos tempos modernos, as polêmicas começam na gestação, quando o aborto, infelizmente, ainda é tido como uma opção pelo meio social em que a mãe vive. Por quê um inocente não pode chegar à vida? Esse não seria o seu verdadeiro direito? Será que estamos muito distantes dos tempos de Herodes e de suas leis? Talvez nem tanto.

Diante dessas realidades e de muitas outras não citadas, surge um primeiro questionamento em minha mente, que eu gostaria de trazer à você nesse dia propício: como está o nosso papel, como jovens, adultos e idosos em relação ao cuidado e ao amparo das crianças de hoje? Elas são inocentes e não têm poder nem razão suficientes para se defenderem. Será que nós, como cristãos, estamos amando os nossos pequenos ao ponto de combater as mentalidades que em nada os favorecem?

O direto à infância também é algo que está sendo tirado das crianças. A sociedade quer impor, de diversas formas, que elas sejam adultas desde cedo, principalmente por meio da sexualização infantil. Hoje já é comum vermos os pequenos se vestindo de uma maneira sensualizada, outros, ainda novos, são inseridos numa vida sexual ativa, mesmo sem ter estruturas para esse tipo de relação. Em realidades mais abusivas, vemos casos de crianças que são vendidas pelos pais para serem escravas sexuais: o ápice da calamidade humana. A fome ainda mata a muitos, as guerras também. Rostos de crianças feridas têm se tornado algo cada vez mais comum em noticiários internacionais. Os inocentes ainda morrem e clamam por uma sociedade responsável que os proteja!

Nós, como defensores da vida e da verdade Evangélica, não podemos permitir nenhum nível de degradação para com estes inocentes, mas ao contrário, devemos socorrer cada criança para que elas vivam tudo em seu tempo, zelando pelo período da infância, que é tão importante para a construção do ser adulto.

É possível, por meio da oração, da evangelização, do acolhimento e, principalmente, por meio da educação familiar, cuidar das nossas crianças – educação essa que não se restringe à escola, que também é importante, mas ela só dará a formação acadêmica e não necessariamente a educação moral com os valores, papel esse que não pode ser tirado da família.

Que possamos hoje, assim como São José, escutar o mesmo apelo do Anjo que o visitou, fazendo-o não ter medo de defender a vida, acolhendo aquela criança que nascia do ventre de Maria mesmo diante de tantos julgamentos sociais que poderiam surgir.

E assim como ele, que possamos lutar pelo direito à vida dos indefesos e protegê-los até as suas últimas consequências.

É dos pequeninos que pertence o Reino dos Céus! Os inocentes intercedem por nós.


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