Hoje, 25 de março, a Igreja celebra a memória de um santo cuja experiência com Jesus e a mudança de vida são grandes sinais de esperança para todos nós. Trata-se de São Dimas. Isso mesmo, São Dimas, o bom ladrão apresentado para nós numa cena do Evangelho.
Sua identidade e origem não são muito claras nas narrativas bíblicas. Nem mesmo seu nome exato ficou registrado. O nome que se popularizou Dimas foi difundido pela tradição da igreja. Porém, esse personagem reproduz muito bem um perfil de santidade único.
Segundo os relatos do Evangelho, enquanto São Dimas era crucificado ao lado de Jesus, ele ouviu do Mestre essa bendita promessa:
“Ainda hoje, tu estarás comigo no paraíso”, Lucas 23, 43
Suas virtudes e fé foram, para se dizer, uma resposta de luz diante do mau ladrão. Outro personagem que era crucificado com ele, no mesmo ritual de ódio narrado, como a gente pode ver nos evangelho. São Dimas foi o operário da última hora, cuja fé possibilitou contemplar o mistério da graça derradeira revelada em Jesus.
Diferente de São Dimas, outro indivíduo que também havia sido crucificado ao lado de Jesus, conhecido como mau ladrão, assumiu uma atitude de murmuração, uma atitude de blasfêmia. Ficou cego, não conseguiu enxergar a graça escondida atrás da cruz de Jesus.
São Dimas, ao contrário, não desprezou a graça que passa. Confessou a própria culpa, clamou por misericórdia e foi atendido, tanto que foi acolhido no paraíso.
Segundo a tradição da igreja, São Dimas era egípcio e não judeu. Tudo indica que a fé que ele professava estava associada às divindades egípcias. Além disso, era um bandido muito perigoso da Palestina. Tanto que recebeu a pena máxima, ou seja, foi crucificado. Essa era uma condenação horrível reservado somente aos grandes criminosos.
De acordo com alguns escritos espirituais da tradição da igreja, São Dimas, ou Bom Ladrão, foi o primeiro a entrar no céu graças à redenção operada por Jesus. O santo passou a ser popularmente conhecido justamente pela sua fé, no momento de desespero. Popularmente conhecido por uma fé expressa no momento de desespero. Por isso, ele é considerado o padroeiro dos pecadores arrependidos da hora derradeira, ou seja, dos agonizantes e padroeiro também da boa morte.
Morreu após receber o sacramento da absolvição, não por um sacerdote comum, mas pela absolvição de seus pecados diretamente por Jesus. Se você conhece alguém que esteja resistente à obra de salvação de Deus, mesmo nos momentos finais da vida, talvez por uma enfermidade, não sei, feche agora os seus olhos e diga com fé. São Dimas, bom ladrão, salvo por Jesus, rogai por nós.
