Formação

São Guido de Anderlecht, um homem impulsionado por um grande amor a Deus e ao próximo

Um comerciante que terá desistido da sua vida profissional, por ter vontade de ajudar os necessitados. Depois de ter peregrinado durante sete anos e demonstrado uma grande bondade foi visto como santo pelo povo.

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São Francisco o pobrezinho de Assis, ficou mundialmente conhecido por ter abraçado, por amor, o que ele chamava de dama Pobreza. Porém, essa virtude de despojamento por amor já havia sido abraçada dois séculos antes por um outro gigante da Igreja, o monge belga São Guido. Essa outra excepcional alma esposa de Deus, já no seu tempo, advertia sob o perigo que o dinheiro traz às almas que fazem dele o centro de suas vidas. Ele tinha um coração manso e generoso, tanto que desde muito jovem, mostrou uma grande capacidade de desapego dos bens terrenos e ânsia por aquilo que não passa.

Deu tudo o que possuía aos pobres, vivendo uma vida toda mergulhada em Deus e no serviço ao próximo. Guido ansiava por um estilo de vida ascética, por isso, deixou a casa de seus pais que, por sinal, eram fervorosos cristãos camponeses, e foi ser sacristão do vigário de Laken, perto de Bruxelas. Intuiu, por virtude da graça, que ali poderia ser mais útil às pessoas carentes e também dedicar-se às orações e à penitência.

Um oportunista do amor 

Após ficar órfão, Guido resolveu acolher a herança paterna e se tornar um comerciante. Sua motivação continuava sendo nobre, pois percebeu que assim teria mais recursos para auxiliar e socorrer os pobres e doentes. Entretanto, seus projetos de caridade, a princípio, pareciam não funcionar muito bem. Isso, porque o navio repleto de suas mercadorias afundou nas águas do Rio Sena.

Guido, então, apesar das boas intenções do coração, intuiu que havia escolhido um caminho errado. Refletiu sobre o fato de ter abandonado sua vocação religiosa para trabalhar no comércio, mesmo que sua intenção fosse boa, ajudar
os mais necessitados. Assim, deixou a vida de comerciante, vestiu um hábito de peregrino e pôs-se novamente no caminho de uma vida consagrada. Viveu a partir dali em constante peregrinação e assistência aos pobres e doentes.

Por sete anos percorreu as perigosas e longas estradas da Europa para visitar os maiores santuários da Igreja Católica. Depois da longa peregrinação, que incluiu também a Terra Santa, voltou para o seu país de origem, já fraco e cansado.

Testemunho e reconhecimento

Ali hospedou-se na casa de um sacerdote na cidade de Anderlecht, perto de Bruxelas, de onde herdou o sobrenome. Pouco tempo depois, morreu por causa de uma infecção, admirado por muitos e com fama de santidade, tanto que após ser sepultado na mesma cidade, seu túmulo tornou-se um famoso lugar de peregrinação. Por causa deste intenso tráfego de peregrinos, foi erguida no lugar uma igreja dedicada à sua memória, onde guardam suas relíquias.

A veneração de sua vida e testemunho cresceu principalmente entre os fiéis que serviam nas Igrejas, trabalhadores rurais, etc. Guido, como falamos, não resistiu a uma forte infecção que lhe provocou a morte. Por isso, sua memória é muito atual, pois sua intercessão é sempre solicitada diante de Deus no combate contra epidemias que ameaçam a saúde. Portanto, peçamos a Deus a graça que nossa nação e o mundo estão precisando, de conversão de coração, mas também de combate ao Coronavírus.

São Guido rogai por nós!


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