Há casais que por fatores de infertilidade e outras razões não podem ser pais biológicos. Um modo de aliviar esse conflito, e se realizarem de modo mais pleno, é o recurso da adoção. Existem diversos estudos atualmente que procuram investigar as nuances e características da paternidade nesse contexto. O objetivo é descrever a vivência do pai durante a espera pela criança; caracterizando o surgimento de uma postura de paternidade, bem como suas percepções com relação ao filho esperado.
Os resultados são bem curiosos. Verificou-se que o período de espera pela criança foi vivenciado com bastante ansiedade, os pais adotivos experimentavam a paternidade como algo gratificante. Dentre os sentimentos que eles nutriam pelo (a) filho (a) estavam o de amor, medo, preocupação com relação ao bem-estar do (a) pequeno (a). Concluiu-se assim, que o pai adotivo se mostra extremamente envolvido com o filho, tanto quanto o pai biológico.
Quis iniciar com essas informações, para que pudéssemos mergulhar com profundidade no coração de São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. Esse gigante tão simples e discreto foi essencial na trajetória do Messias e de seus feitos de salvação no mundo.
Depois de Maria, o grande e simples José, foi o primeiro ser humano a sentir a presença física de Jesus, o Deus feito carne. Foi o primeiro a ouvir seus chorinhos, o primeiro a pegá-lo no colo, o primeiro a beijá-lo. As aparições desse grande servo nos relatos bíblicos foram discretas, mas decisivas.
Junto com sua bondade, nota-se também sua imperfeição quando se questionou sobre a índole de Maria diante da gravidez inesperada, ou quando deixou de compreender os atos e palavras de seu pequeno filho de doze anos. (Cf-Lc: 3.41ss) Contudo, não obstante seus limites, como é belo ver sua docilidade ao receber as confirmações do próprio Deus. “Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e lhe disse: “José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.” (Mateus:18,20)
Esse servo, a partir dessa revelação, assumiu até as últimas consequências o compromisso de amor e cuidado com a mãe e seu bebê Divino. Assim termino essa nossa primeira reflexão sobre José, recordando que esse servo merece todo nosso respeito e admiração. Se você é pai, aprenda algumas coisas com esse bendito servo do Senhor.
Seja como ele simples, discreto, temente a Deus, criativo na condução de sua família. Não tenha medo de reconhecer que errou, não recuse a voltar atrás e concertar as coisas. Isso gerará um clima de serenidade, confiança e um amor familiar mais concreto e maduro. Espero que esse texto possa ter renovado em seu coração o amor e o respeito pelo seu pai e se você é pai, que tenha se sentido renovado no grande dom e missão que recebeu. Termine então sua leitura fazendo comigo, uma prece e um pedido a esse grande servo que está sem dúvidas no céu, junto de sua esposa Maria e de seu Filho adotivo o Salvador e Senhor Jesus:
“Ó Glorioso São José, Vós que fostes escolhido Para ser o pai adotivo de Jesus E fostes instrumento da providência divina na família de Nazaré, Nós vos pedimos, auxiliai e socorrei A Comunidade Católica Shalom Para que nunca nos faltem Os meios materiais necessários Para cumprirmos os desígnios de Deus A nosso respeito. Aumentai a nossa fé e a nossa generosidade para que, por meio da nossa fidelidade À Comunhão de Bens, Possamos cumprir a nossa missão De anunciar com ousadia Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.
Rodrigo Santos
