Formação

São Luís Gonzaga, um soldado de Cristo, ministro da verdadeira paz

Educado e criado por uma família com muitas posses mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder. Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”.

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Na região de Castiglione delle Stiviere, ano de 1568, dia 09 de março, para ser mais preciso, Deus, em sua perfeita e amorosa sabedoria, faz vir ao mundo mais uma grande testemunha de sua presença, fidelidade e amor: São Luís Gonzaga.

Essa alma esposa do Senhor era filho de Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione e irmão do Duque de Mântua, príncipe do Sacro Império. Sendo herdeiro do feudo soberano de Castiglione, seu pai não queria outra coisa, senão que seu primogênito pudesse dar continuidade à gloria e ao status familiar, fazendo carreira como soldado e comandante do exército imperial.

Luís, assim, desde criança recebeu todas as possíveis motivações e estímulos para seguir os anseios paternos. Aprendeu com seu pai, tendo apenas 5 anos de idade, a brincar de marchar atrás do exército, simulando guerras e lutas com cenas de vitórias gloriosas. Tanto, que não demorou a aprender com maestria o manuseio de armas.

Uma comandante de fé

Contudo, junto com os estímulos bélicos oferecidos pelo pai, havia também, nos bastidores, uma outra gigante que, de forma discreta e muito eficiente, incutiu em seu pequenino uma sólida e profunda educação cristã, sua mãe. Essa serva fiel preparava-o para se tornar soldado de um exército muito mais poderoso e muito mais glorioso do que o planejado pelo seu esposo, trata-se do exército de Jesus.

Esse batalhão divino tinha como quartel general Sua Igreja e, como armas, as virtudes oferecidas pela vivencia do Evangelho. Essa mãe virtuosa foi muito bem sucedida. De fato, seu garoto cresceu e tornou-se um valente soldado como o pai ansiava. Porém, a fama e a gloria tão planejada vieram por meio de armas bem diferentes: as virtudes de uma vida ofertada a Cristo de modo integral. Luís abraçou, por amor, uma virgindade perpétua, assumindo livremente esse compromisso diante de Deus.

Ele ainda trabalhou alguns anos na Espanha, como pajem de Diogo, Filho do Rei Filipe II, aproveitando a ocasião para empreender estudos de filosofia e se dedicar às leituras de obras de teor espiritual. Tendo recebido a primeira comunhão das mãos de um outro grande servo de Deus, São Carlos Borromeu, abraçou, então, para a surpresa de todos, a vida consagrada. Entrou para a Companhia de Jesus, derrubando por terra todos os planos legítimos, porém, transitórios e passageiros, pensados pelo pai, por um projeto muito mais pleno.

Modelo de um jovem de fé

Luís tornou-se um exemplo de pureza e integridade para todos os jovens de seu tempo. Uma vocação muito provada, tanto, que seu pai, ao perceber os anseios do filho de tornar-se padre, não só o desaconselhou, como ainda passou a levá-lo para festas mundanas, expondo-o a diversas propostas de prazeres e ilusões. No fundo, seu pai queria mostrar-lhe o que estaria perdendo caso resolvesse se dedicar a Deus. Mesmo mostrando todas essas propostas do mundo a Luís, ele ainda seguia resoluto, com os mesmos anseios de consagração a Deus, e dizia: “Amar e servir a Deus, é isto que penso noite e dia”.

Abraçou, desse modo, sob a direção de São Roberto Belarmino, a vida consagrada, no Instituto Companhia de Jesus, renunciando ao título e à herança paterna, tendo apenas catorze anos de idade.

O critério dos discernimentos

Uma curiosidade sobre São Luís Gonzaga, foi também o modo como discernia e se posicionava diante de tentações e propostas sedutoras. Sempre que se sentia de alguma forma atraído para a opulência dos nobres e dos príncipes, repetia para si mesmo: “Também os príncipes são pó, assim como nós, os pobres. Talvez, cinzas ainda mais fétidas. De que serve tudo isto para a Eternidade?”

Esse servo de Deus precisou, por motivos de estudos, ir a Roma no ano de 1590. Entretanto, ao deparar-se com as vítimas do contagioso tifo, uma grave epidemia da época, compadeceu-se dos que sofriam e colocou-se a serviço, deixando os estudos em segundo plano. Envolveu-se tanto, que pegou a doença e, por ela, consumou sua entrega definitiva a Deus, morrendo no dia 21 de junho de 1591. Na ocasião, tinha penas 23 a nos de idade. São Luís Gonzaga é, assim, considerado padroeiro da juventude e dos estudantes. Seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

Que Deus nos abençoe, por meio da intercessão desse gigante, gerando em nós as mesmas disposições de amor e serviço.

São Luís Gonzaga, rogai por nós.


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