Saudade do tempo de ontem, de agorinha há pouco.
Por que não dizer de hoje? Do agora que, em um segundo, passou saudade do passado, do presente e do futuro.
Sinto falta daquilo que vivi e do que vivo e já quero sentir saudade do que viverei…
Saudade de quando tudo tinha sentido, motivo, razão.
Como era gostoso ter a intenção, fazer por gratidão, porque somos irmãos.
Como era fácil dizer sim, dar uma mão. Por que não dar as duas, os pés e o corpo todo, então?
Quando tudo era mais simples, quando “sim” era sim e “não” era não.
Onde o dia correria normal e a escola não era tempo integral.
Onde tinha ou não tinha sal. Salgado ou insosso, tudo podia ficar gostoso.
Como um abraço manhoso de quem, sem esforço, tudo faz para amar.
Um “por favor”, “desculpa”, “obrigado” e “perdão” resolvia a confusão.
Um bom aperto de mão e a vida era a mesma de então…
Geane Mateus
