Padre Rômulo dos Anjos, consagrado da Comunidade de Vida, pregou sobre o “Pecado e a Salvação” no Seminário de Vida no Espirito Santo. Ele explicou aos participantes os principais pontos do pecado que afetam as pessoas.
“O pecado é inimizade com Deus. Ele nos manteve reféns, prisioneiros e incapazes”, partilhou.
Mas mostrou que Deus na sua infinita misericórdia dá caminhos para a reconciliação, porém para conseguir trilhar esse caminho de salvação há a necessidade de reconhece-se pecador.
“O pecado foi pago na cruz, por que continuamos a pecar?”, é um dos questionamentos levantados pelo Pe. Rômulo para entender a influência do pecado na vida humana, que tomou força quando as pessoas se desacostumaram com a grandeza de Deus e passaram a temer a ela, causando um afastamento e medo de reconciliar com Ele. Mas esse é um erro que deve ser corrigido. “Não a nada na minha e na sua vida, que não possa ser alcançada pelo poder da graça de Deus”.
“O pecado fala ao coração do ímpio – Sl 32, 2-3”, Padre Rômulo mostra que o pecado procura corações para serem suas “cátedras”, e com o coração cheio dele não se consegue reconhecer o pecado que habita dentro de si.
“Estou aqui nessa manhã, queira Deus, para convencê-los que somos pecadores. Para quê? Para experimentar a força da graça e da salvação” comenta o padre. Ele também fala brevemente sobre o seu testemunho de quando jovem tinha tudo, entretanto sentia um profundo vazio, porque não tinha percebido qual era a vontade de Deus em sua vida.
Para demostrar de forma mais concreta o efeito do pecado e da morte eterna, Padre Rômulo conta com uma encenação durante a pregação de três personagens do evangelho que tiveram a graça de serem ressuscitados por Jesus e que São Agostinho fez um “diagnóstico” de três formas de morte no pecado. A filha de Jairo, que com apenas 12 anos faleceu em casa, depois de ser acometida por uma doença, Santo Agostinho fala que esse é o primeiro tipo de morte no pecado: o pecado que entra dentro de cada um e não sai, leva a morte e poucos percebem. O segundo é o filho da viúva de Naim, que a caminho de seu sepultamento Jesus vai ao seu encontro e o ressuscita. Segundo São Agostinho, esse caso é um pouco mais grave, porque o morto saiu de casa, quando o pecado que entrou no coração se torna obra ruins e todos podem ver, através da fala, agir e viver. Já o terceiro é Lázaro, que quando Jesus vai ao seu encontro ele já tinha sido sepultado há quatro dias, esse tipo de morte no pecado é o mais grave de todos, pois o pecado além de ser concebido saiu de casa e foi sepultado. É quando o pecador está submergido no pecado e ainda conta vantagem de estar nessa situação e brinca com ela, que é um retrato da sociedade de hoje. Mas o padre mostra que acima de toda morte Jesus vai ao encontro para reavivar cada pessoa com sua paz,
“Jesus é capaz de olhar para você e dizer: vem para fora. É capaz de te tirar do pecado, ressuscitar e nos libertar”, explica Pe. Rômulo.