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Sinais de Contradição

Prosseguindo natradição de marcar o mês de agosto com os temas vocacionais, iniciamos com o domingo da Assunção de Nossa Senhora o tema das vocações à vidareligiosa, consagrada. Elaé, sem dúvida, um sinal de contradição! Num mundo onde oindividualismo, a busca desenfreada em possuir, o consumismo, o exagerodo hedonismo, e o apego e busca insaciável do poder fazer a profissãode pobreza, castidade e obediência, incomoda a nossa sociedade. Asperguntas incomodadas e a tentativa de dizer que isso não é possívelesbarram no exemplo de Jesus Cristo, que escolheu esse tipo de vidapara si. Foi também Ele que disse que muitos iriam se comportar assimdevido à entrega de sua vida à causa do Reino dos Céus. Éinteressante que todos esses passos acontecem ...

Sexualidade e afetividade na vida presbiteral «aspectos»

Introdução   – A experiênciade cada um, bem como os estudos levados a efeito por ocasião dos encontrosnacionais de presbíteros nestes últimos 20 anos, oferecem material rico eabundante. Com isto são reforçadas certas convicções, mas, com certeza, tambémsurgem algumas novas interrogações. Este é o  quadro de fundo pressupostona fala de cada um dos convidados para recolocarem questões há muito presentese refletidas, na vida da nossa Igreja,  e é também o quadro dentro do qualdevo  movimentar–me para trazer à tona aspectos relativos à sexualidade eà afetividade  na vida presbiteral. A fluidez dos conceitos, e muito maisos meandros da vida  na sua concretude, nos convidam  a fazermos, antes de mais nada, algumas pontualizações. Uma vez projetada algumaluz sobre estas realidades cheias de meio tons ...

Raízes da violência e caminhos de paz

Aextraordinária escalada da violência em nossas cidades, inclusive emSalvador, exige reflexão para encontrar os caminhos da paz nasociedade. A violência emerge como conseqüência de alguma outra coisa,como sintoma que sinaliza problemas não imediatamente percebidos. Aviolência, no fundo, é reação a esses problemas. Por isso, não bastafornecer armas de guerra aos funcionários da segurança pública. Aviolência nasce da desesperança, dos caminhos fechados, da falta deoportunidades para crescer e construir uma vida digna a partir doestudo, do aprendizado de uma profissão, da disciplina e do sacrifíciopara conseguir constituir uma família, ter uma casa para abrigá-la,gerar filhos, podendo-os educar. Araiz da violência, que é mais difícil de ser reconhecida, está no modode tratar o outro a partir do próprio interesse, sem considerá-lo nasua ...

A Cidade aterrorizada

Aviolência nasce da desesperança, dos caminhos fechados, da falta deoportunidades para crescer e construir uma vida digna a partir doestudo, do aprendizado, de uma profissão, da disciplina e do sacrifíciopara conseguir uma família, ter casa para abrigá-la, gerar filhos,educá-los. Assistimosa um crescer sem fim da violência em nossas cidades, inclusive emSalvador, trazendo luto, desespero, desilusão, desconfiança,insegurança, medo. A violência, no fundo, é reação a problemas nãoimediatamente percebidos. Araiz da violência, a mais difícil de ser reconhecida, está no modo detratar o outro a partir do próprio interesse, sem considerá-lo na suarealidade pessoal, sem respeitá-lo na sua dignidade própria. Não sepreocupa com o destino do outro, não se interessa pelo seu bem, dásempre a precedência ao próprio interesse, conveniência e vantagem. ...

O pai correu a seu encontro

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola:11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seue partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vidadesenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para ...

Maria Mãe de Deus

Exclamou[Isabel] em alta voz, […] De onde me provém que me venha visitara mãe do meuSenhor? (Lucas 1:42‑3)   Em toda a história, principalmente durante os séculos IV eV, o fundamento básico do pensamento sobre Maria foi paradoxal: Virgem e Mãe,Mãe Humana de Deus, Theotokos. O mais compreensível vocábulo inventado paradesignar Maria no cristianismo do Oriente ‑ e na opinião de muitos o maisproblemático certamente foi o título de Theotokos. Esse título não possuía osignificado simples de "Mãe de Deus"; como é traduzido usualmente naslínguas ocidentais (MaterDei em latim e, portanto, em todas as línguas latinas;Mutter Gottes em alemão), mas o significado mais preciso e completo de"aquela que deu à luz Deus" (portanto, Bogorodica em russo, naslínguas derivadas do russo ...

Células embrionárias: o que se diz e o que não se diz

Pela margem mínima de seis votos a cinco, no dia 29 de maio, o Supremo Tribunal Federal deu seu parecer favorável à pesquisa de células-tronco embrionárias para fins científicos e terapêuticos. Uma das razões que levou os magistrados a essa decisão é que os embriões humanos, após três anos de congelamento, não podem ser reaproveitados e seu destino final é a lata do lixo. Mas esta é apenas uma das muitas suposições – pois disso não passam os argumentos para aprovar as pesquisas, como demonstra o Pe. Luís Carlos Lodi da Cruz em artigo publicado recentemente sobre “o que se diz” e “o que não se diz” em assunto tão delicado. Para os leitores que desejam um pouco de luz ...

O escondido aos sábios e revelado aos pequenos

A passagem evangélica deste domingo, uma das páginas mais intensas e profundas do Evangelho, compõe-se de três partes: uma oração («Eu te louvo, Pai…»), uma declaração sobre ele mesmo («Tudo me foi dado por meu Pai…») e um convite («Vinde a mim todos os que estais cansados e fatigados…»). Eu me limitarei a comentar o primeiro elemento, a oração, pois contém uma revelação de uma importância extraordinária: «Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e aos prudentes e as revelaste revelado aos pequenos. Sim, Pai, porque assim o quiseste». Acaba de começar o Ano Paulino e o melhor comentário a estas palavras de Jesus é apresentado por São Paulo na primeira ...

Para onde aponta a Igreja?

Para onde aponta a Igreja? Primeiramente, para Jesus Cristo, convidando todos os batizados para um renovado encontro pessoal com Ele, de quem são discípulos e discípulas. Nossa fé, antes de ser a aceitação de uma doutrina,.vem de uma relação com a pessoa de Jesus Cristo e, por ele, com Deus. Somente quando compreendermos a vida cristã como “discipulado”, no caminho de Jesus Cristo, é que poderemos renovar a vida eclesial e ser uma presença cristã dinâmica no mundo. Foi assim que aconteceu com os apóstolos, Zaqueu, São Paulo, os grandes convertidos e santos ao longo da história. As Diretrizes indicam que a Igreja está a serviço da missão do próprio Jesus Cristo, que a chama e envia para prolongar no ...

Missão de “popularizar” São Paulo?

Na história da Igreja existirem grandes santos que não chegaram a ser “populares”, quer dizer, não entraram no imaginário coletivo dos cristãos com a magnitude que alguém pensaria. É o caso de São Paulo. Quando se fala do apóstolo “secamente”, se entende o apóstolo Paulo. Sua conversão, sua ação evangelizadora no extenso império romano, suas cartas que atravessaram os séculos, são testemunho claríssimo de sua indubitável grandeza. Desde há dois mil anos, as gerações cristãs alimentaram sua fé nos escritos do apóstolo, as grandes reformas da Igreja os tiveram como referências privilegiadas, igualmente o próprio magistério e a teologia. Apesar de tudo isso, sua presença “popular” não foi muito grande, embora, em alguns casos, muito significativa. Basta ver a aventura ...
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