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Os ensinamentos de Paulo

Quero meditar com você um pouco daquilo que o apóstolo Paulo deixou como ensinamento para nós cristãos. As treze cartas dele são a base para a teologia católica. Nas duas cartas que ele escreveu para São Tito e São Timóteo, que eram bispos, deu todas as direções de como deveria ser a Igreja. Essas direções são seguidas até hoje pela Igreja. Um ponto muito importante é sobre a evangelização. O apóstolo dos gentios diz que pregar o Evangelho, para ele, não é motivo de glória, mas, sim, uma missão que lhe é imposta. “Ai de mim se não evangelizar”, afirma. Paulo tinha como lema evangelizar; o resto para ele não tinha importância. Nós também devemos pensar assim! Evangelizar não significa ...

O Natal da família Ratzinger

Todas as famílias do mundo festejarão o Natal. Também aquelas que moram no Vaticano. Sobre o Natal, no Palácio Apostólico, não se fala muito quais tradições bávaras conserva Bento XVI. Mas tendo como base o recém-lançado livro entrevista de Monsenhor Georg Ratzinger, chamado "Meu irmão, o Papa", pode se ter uma ideia. Em seu texto, o sacerdote revelou, por exemplo, que seu irmão pontífice guarda um presépio muito velho, construído pelos irmãos Ratzinger nos tempos da juventude em Tittmoning, Alemanha. A preciosa recordação familiar decora a sala de jantar do Palácio Apostólico onde o pontífice faz suas refeições todos os dias com a sua família papal: os secretários Mons. Georg Gaenswein e Mons. Alfred Xuereb, e quatro Memores Domini, mulheres ...

Porque 25 de dezembro ?

Se procurarmos no Evangelho indicação sobre o dia do nascimento de Jesus, nada encontraremos. Na visão dos apóstolos e evangelistas, não se tratava de um fato digno de registro; no centro de sua pregação estava a ressurreição do Senhor. A preocupação que tinham, ao falar dele a quem não o conhecia, era clara: apresentar uma pessoa viva, não alguém do passado. É o que notamos, por exemplo, nos dez discursos querigmáticos (querigma: primeiro anúncio; apresentação das verdades centrais do cristianismo) que encontramos nos Atos dos Apóstolos. A idéia fundamental desses discursos é a mesma: “A este Jesus, Deus o ressuscitou; disso todos nós somos testemunhas” (At 2,32).Voltemos ao Natal. No tempo do Papa Júlio I, que dirigiu a Igreja do ...

Advento, tempo da Igreja missionária e peregrina

A liturgia com seu realismo e seus conteúdos põe a Igreja em um tempo de características e expressões espirituais: a espera, a esperança, a oração pela salvação universal. Preparando-nos para a festa de Natal, nós pensamos nos justos do AT que esperaram a primeira vinda do Messias. Lemos os oráculos de seus profetas, cantamos seus salmos e recitamos suas orações. Mas nós não fazemos isto pondo-nos em seu lugar como se o Messias ainda não tivesse vindo, mas para apreciar melhor o dom da salvação que nos trouxe. O Advento para nós é um tempo real. Podemos recitar com toda verdade a oração dos justos do AT e esperar o cumprimento das profecias porque estas ainda não se realizaram plenamente; ...

Belém, berço da Eucaristia

Nos tempos litúrgicos do Advento, Natal e Epifania, tempos fortes na celebração do mistério cristão, há uma palavra familiar que se repete a miúdo nas leituras, que se canta em várias músicas e que passa a povoar a imaginação dos fiéis: Belém. Belém é um nome altamente simbólico: em árabe significa "casa da carne" e em hebraico "casa do pão". Lá nasceu o Rei David, ungido pelo profeta Samuel para ser cabeça da dinastia, da qual nasceria o Messias. Belém, berço de David, seria o solo onde nasceria o esperado das nações.   Chama atenção a relação que tem Belém com a Eucaristia. Em primeiro lugar, porque lá a Virgem deu a luz ao Filho de Deus a quem adoramos ...

Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal

A história da Padroeira de Natal, Nossa Senhora da Apresentação, baseia-se na tradição oral. Não um documento registrando a chegada da sua imagem às margens do rio Potengi. É importante salientar que, mesmo sem ter aqui uma imagem, Nossa Senhora da Apresentação é a Padroeira desde os primórdios da vida cristã da comunidade natalense. Em 1990, uma carta ao monsenhor Severino Bezerra, chanceler da Cúria e historiador da Arquidiocese de Natal, fazendo-lhe algumas indagações sobre o orago de Natal. Na sua carta resposta, ele nos fez a seguinte revelação: "Em 29 de março de 1718, antes da chegada de Nossa Senhora da Apresentação, num inventário por morte de Joana de Barros, em Goianinha, entre as dívidas deixadas pela falecida está: ...

Eterna é a misericórdia do Senhor

Durante o Ano Jubilar, o Santo Padre o Papa João Paulo II dedicou o segundo domingo da páscoa à Misericórdia Divina, na ocasião, celebrou também a canonização de Irmã Faustina. Este ano, a festa aconteceu no dia 22 de abril e aqui transcrevemos a homilia proferida na Celebração Eucarística. "Não temas! Eu sou o Primeiro e o Último e o Vivente. Eu estava morto, mas agora vivo para sempre" (Ap 1,17-18). Estas consoladoras palavras do livro do Apocalipse nos convidam a voltar o olhar para Cristo, para experimentar a sua segura presença. A cada um, em qualquer condição em que se encontre, talvez mesmo na mais complexa e dramática, o Ressuscitado repete: "Não temas!"; morri na cruz, mas agora "vivo ...

Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

Em hebraico (mal’ak) e em grego (ánghelos), anjo significa “enviado”, “mensageiro”, ou seja, “missionário de Deus”. Sabemos – por ensinamento de Santo Tomás de Aquino, o “Doutor Angélico” – que os anjos se dividem em três hierarquias, cada uma composta por nove coros. A terceira hierarquia, composta pelos serafins, querubins e tronos, é a mais “privilegiada”, os anjos que a compõem vivem ao redor do trono de Deus, contemplando sua glória e cantando seus louvores. Pela luz que é comunicada a eles, vinda do trono de Deus, são instrumentos de aperfeiçoamento das demais hierarquias. Os anjos da segunda hierarquia povoam os espaços celestes (cf. Ef 6,12). Encontram-se entre o céu e a terra. Ajudam a melhor governar o mundo e ...
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