É Natal, não tenham medo do Menino
Tem-se uma tendência, em algumas modalidades de arte sacra, de representar Deus como um ancião de muitos dias, que traz nas costas o peso de eras passadas com uma sabedoria acumulada, que lhe autoriza intervir na história dos homens, como bem entender, sem respeitar a liberdade garantida por ele mesmo a cada um. Outros ainda insistem em conceber Deus como um ser mal-humorado que, entediado de ficar só, resolveu criar o homem para, por assim dizer, dar um pouco mais de brilho a seus longos dias de eternidade. Nada mais equivocado. Tais visões, expressas por numerosos atos falhos do homem comum, denunciam o medo que nossa sociedade ainda traz de Deus, mesmo depois de mais de 2000 anos. Talvez por ...