Igreja

Semana do Papa: “Deixemo-nos vencer pela paz de Cristo! A paz é possível”

Confira o compilado das ações papais da primeira semana após o Domingo da Ressureição

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(Imagem/ Vatican News)

Ainda nas celebrações das oitavas de Páscoa, o Papa deu a mensagem pascal e bênção Urbi et Orbi e motivou, desde o Domingo da Ressurreição com a participação de cerca de 100 mil pessoas na Missa, que todos se deixem vencer pela paz, acreditem na vitória do amor para esperar a reconciliação. “Deixemo-nos vencer pela paz de Cristo! A paz é possível, a paz é um dever, a paz é responsabilidade primária de todos!”.

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Durante a semana, eventos oficiais, audiência e a preparação para a Festa da Misericórdia presidida pelo Santo Padre no Vaticano fizeram parte da semana papal.

Audiência Geral

 Na Audiência Geral desta quarta-feira (20),Francisco disse que “incentivar nos jovens, mesmo indiretamente, uma atitude de suficiência – e até de desprezo – em relação à velhice, as fraquezas e a precariedade, produz coisas horríveis. Abre caminho para excessos inimagináveis”.

Segundo o Papa, “as feridas mais graves da infância e da juventude causam um sentimento de injustiça e rebelião, uma força de reação e luta. Ao contrário, as feridas, mesmo graves, da velhice são inevitavelmente acompanhadas pelo sentimento de que a vida não se contradiz, porque já foi vivida”.

Incentivar nos jovens, mesmo indiretamente, uma atitude de suficiência – e até de desprezo – em relação à velhice, suas fraquezas e sua precariedade, produz coisas horríveis. Abre caminho para excessos inimagináveis. Os jovens que põem fogo na coberta de um “mendigo”, por considerá-lo um descarte humano, são a ponta do iceberg, ou seja, do desprezo por uma vida que, longe das atrações e impulsos da juventude, já aparece como uma vida de descarte. Esse desprezo, que desonra os idosos, na verdade desonra a todos nós. Afirmou Francisco durante a Audiência.

Descartar o idoso é um pecado grave

Em seguida, o Pontífice convidou os pais a aproximarem os filhos, as crianças, os jovens dos idosos. Quando o idoso estiver doente, um pouco fora de si, deixar que eles se aproximem dele. “Por favor: descartar um idoso é um pecado grave. Este é o primeiro grande mandamento, e o único que diz o prêmio: ‘Honra teu pai e tua mãe e terás longa vida na terra’. Este mandamento de honrar os idosos nos dá uma bênção, que é gasta assim: ‘Você terá uma vida longa’. Por favor, protejam os idosos, pois eles são a presença da história, a presença da minha família, e graças a eles estou aqui, todos podemos dizer: graças a vocês, avô e avó, estou vivo. Por favor, não os deixe sozinhos”, concluiu.

Encontro com o primeiro-ministro da Hungria

O Papa Francisco recebeu, no Vaticano, nesta quinta-feira (21/04), o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. No encontro que durou 40 minutos, o Santo Padre expressou seu apreço pelo trabalho de proteção e acolhimento que a Hungria está fazendo pelas pessoas que fogem da Ucrânia.

“Estou feliz com a sua presença aqui”, disse o Papa ao primeiro-ministro. Orbán deu ao Pontífice alguns presentes: dois livros, de e sobre Béla Bartók, compositor húngaro e especialista em música. Em seguida, entregou uma coleção de discos de música lírica e um volume de 1750 com a Liturgia das Horas para a Semana Santa em inglês e latim.

Troca de presentes entre o Papa e o primeiro-ministro (Imagem/ reprodução Vatican News)

O Papa retribuiu com um painel de bronze representando São Martinho de Tours, natural da Panônia, atual Hungria, no ato de proteger o pobre, dando-lhe uma parte de seu manto. Ao apresentar este presente, o Papa expressou seu apreço pelo acolhimento dos refugiados ucranianos em solo húngaro: “Escolhi isso para você, São Martinho que é húngaro, e pensei que vocês húngaros estão recebendo atualmente todos esses refugiados”, disse Francisco. O Papa também doou os documentos do pontificado, a Mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, o Documento sobre a Fraternidade Humana, assinado em 2019, em Abu Dhabi, e o livro publicado pela Livraria Editora Vaticana (LEV) sobre a Statio Orbis de 27 de março de 2020.

Disposição a fazer de tudo para a guerra acabar

“Estou disposto a fazer de tudo para a guerra acabar.” Em entrevista ao jornal argentino “La Nación”, publicada na quinta-feira, 21 de abril, o Papa Francisco reafirmou a prioridade de se alcançar a paz na Ucrânia. Francisco confirmou ao jornalista Joaquín Morales Solá que “há sempre” esforços para se alcançar a paz: “O Vaticano nunca descansa. Não posso lhe contar os detalhes porque já não seriam mais esforços diplomáticos. Mas as tentativas jamais cessarão”.
 
Francisco falou, em entrevista, sobre se dispor a fazer e sempre colocar nas intenções das orações pela paz no mundo. “Toda guerra é anacrônica neste mundo e a este ponto da civilização. Foi por isso que beijei publicamente a bandeira da Ucrânia. Foi um gesto de solidariedade com seus mortos, suas famílias e aqueles que foram forçados a emigrar”. Além disso, sobre a possibilidade de sua viagem a Kiev, o Pontífice explicou: “Não posso fazer nada que ponha em risco objetivos mais elevados, que são o fim da guerra, uma trégua, ou pelo menos um corredor humanitário”, explicou o Santo Padre.
 
Por fim, a mesma disposição se faz também em atitudes do Pontífice para dialogar e tentar mostrar soluções que cessem os conflitos. Ele contou que sempre promoveu o diálogo inter-religioso. “Quando eu era arcebispo de Buenos Aires, reuni cristãos, judeus e muçulmanos em um diálogo frutífero. Foi uma das iniciativas das quais me orgulho mais.  É a mesma política que promovo no Vaticano. Como já deve ter me ouvido dizer muitas vezes, para mim o acordo é superior ao conflito.”, encerra. 

Festa da Divina Misericórdia

A celebração acontece neste domingo, 24 de abril, II Domingo de Páscoa, e terá transmissão ao vivo da Rádio Vaticano/Vatican News com comentários em português. Francisco recordou da Festa da Divina Misericórdia e direcionou aos poloneses: “sou grato a vocês por sua misericórdia para com tantos refugiados da Ucrânia, que encontraram portas abertas e corações generosos na Polônia. Que Deus os recompense por sua bondade”.
 
“No domingo celebraremos a Festa da Divina Misericórdia . Cristo nos ensina que o homem não só experimenta a misericórdia de Deus, mas também é chamado a mostrá-la a seu próximo. Sou especialmente grato a vocês por sua misericórdia para com tantos refugiados da Ucrânia, que encontraram portas abertas e corações generosos na Polônia. Que Deus os recompense por sua bondade.”
 
-Com informações de Vatican News

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