Igreja

Semana do Papa: ‘Olhemos para a Cruz de Cristo, expressão máxima do amor de Deus’

Nos últimos dias, o Pontífice recebeu indígenas canadenses, além de uma delegação da Federação Italiana de Autismo no Vaticano e foi como peregrino a Malta.

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(Imagem / Vatican News)

O Papa segue suplicando sobre a paz no mundo, em especial pela triste situação de guerra na Ucrânia. 

“Mais de um mês se passou desde o início da invasão da Ucrânia, desde o início desta guerra cruel e insensata que, como qualquer guerra, representa uma derrota para todos, para todos nós. É preciso repudiar a guerra, um lugar de morte onde pais e mães sepultam seus filhos, onde homens matam seus irmãos sem sequer tê-los visto, onde os poderosos decidem e os pobres morrem”, disse em seu discurso após a oração do Angelus no domingo, 27 de abril. 

Em seguida, Francisco ressaltou que “a guerra não só destrói o presente, mas também o futuro de uma sociedade”. E ainda afirmou que “a guerra não pode ser algo inevitável: não devemos nos acostumar com a guerra! Pelo contrário, devemos converter a indignação de hoje no compromisso de amanhã”

No final desta declaração, o Pontífice recordou a Statio Orbis de dois anos atrás na Praça São Pedro.

Audiência Geral 

A Audiência Geral desta quarta-feira, 30 de março, teve como tema “Fidelidade à visita de Deus para a geração futura”. O Papa falou dos idosos Simeão e Ana. A razão da vida deles, antes de se despedir deste mundo, é aguardar a visita de Deus. “Simeão sabe, através de uma premonição do Espírito Santo, que não morrerá antes de ter visto o Messias. Ana vai ao templo todos os dias, dedicando-se ao seu serviço. Ambos reconhecem a presença do Senhor no Menino Jesus, que enche de consolação a sua longa espera e tranquiliza a sua despedida da vida. Esta é uma cena de um encontro com Jesus e de despedida”.

Ele ainda falou sobre a Quaresma, “Nesta última etapa do caminho quaresmal”, disse Francisco, “olhemos para a Cruz de Cristo, expressão máxima do amor de Deus, e esforcemo-nos por estar sempre perto dos que sofrem, dos que estão sozinhos, dos frágeis que sofrem violência e não têm quem os defenda”.

Por fim, o Papa Francisco saudou os malteses em vista da viagem apostólica nos dias 2 e 3 de abril: será uma oportunidade para “ir às fontes do Evangelho” e a uma nação que abre suas portas para aqueles que “buscam refúgio”. O lema da viagem apostólica é: “Eles nos trataram com rara humanidade”, tirado de Atos dos Apóstolos, quando descreve com as palavras de São Paulo, a maneira como ele e seus companheiros foram tratados quando naufragaram na ilha no ano 60, durante a viagem que os levava a Roma. 

>Confira a mensagem do Papa sobre a viagem a Malta

“Irei como peregrino a Malta”, afirmou o Santo Padre. O Papa Francisco é o terceiro Pontífice a visitar Malta depois de São João Paulo II em 1990 e 2001, e Bento XVI em 2010.

Pedido de perdão ao povo indígena canadense

“Já disse e repito: sinto vergonha e dor pelo papel que vários católicos, em especial com responsabilidade educacional, tiveram em tudo o que os feriu; nos abusos e na falta de respeito por sua identidade, cultura e até mesmo valores espirituais. Tudo isto é contrário ao Evangelho de Jesus”, disse o Papa, encerrando uma semana de encontros com delegações indígenas do Canadá.

Confira no vídeo:

A Igreja está com vocês e quer continuar a caminhar com vocês”, garantiu o Pontífice, renovando o desejo de visitar o Canadá. Depois, assistiu a apresentações de cantos da cultura autóctone. O Papa afirmou que reza pelos indígenas e pediu que façam o mesmo por ele.

Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Agora, o Papa Francisco está em Malta, a viagem aconteceu neste sábado (2) a Malta, dia em que famílias do mundo inteiro promovem iniciativas para sensibilizar a sociedade sobre a singularidade e o respeito aos autistas. Mas na sexta-feira, (1), o Pontífice recebeu cerca de 200 membros da Federação Italiana de Autismo (FIA) na Sala Clementina, no Vaticano. 

Papa com a Federação italiana de Autismo (Imagem/ Vatican News)

Além disso, o Papa compartilhou alguns pontos de reflexão sobre a condição vivida pelos autistas e por todos que têm alguma deficiência, a começar pela importância de se “construir em conjunto uma sociedade mais inclusiva”, para que familiares, professores e associações “não sejam deixados sozinhos, mas sejam apoiados”.

“É por isso que é necessário continuar a sensibilizar para os vários aspectos da deficiência, quebrando preconceitos e promovendo a cultura da inclusão e da pertença, baseada na dignidade da pessoa. É a dignidade de todos aqueles homens e mulheres mais frágeis e vulneráveis, que são muitas vezes marginalizados por serem rotulados como diferentes ou até inúteis, mas que, na realidade, são uma grande riqueza para a sociedade.”

É importante recordar do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de abril, estabelecida em 2007, para  difundir informações para a população sobre o autismo e assim reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas pelo transtorno espectro autista (TEA).

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