Com 38 votos, o Senado da Argentina rejeitou na madrugada desta quinta-feira, 9, a legalização do aborto até a 14ª semana da gravidez. A sessão durou 12 horas e teve 31 votos a favor da proposta e duas abstenções.
Além de despenalizar o aborto, o projeto de lei exigia que o Estado o custeasse em hospitais e clínicas argentinas. Com a decisão, a interrupção voluntária da gravidez continua sendo crime. A Argentina é um dos muitos países da América Latina que não permitem a prática.
No Brasil, o Supremo Tribunal Federal (SFT) discute a descriminalização do aborto nesta semana. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) foi uma das 26 entidades que puderam apresentar argumentos quanto à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.