Ainda no clima de Dia das Mães, recorda-se como é bela a celebração desta vocação tão linda e muito especial.
Então, para contar um pouquinho sobre a experiência da maternidade, convidamos a Luana Carneiro Aguiar, consagrada da Comunidade de Aliança no Shalom e mamãe da Helena. A todas as mães, prestamos homenagem neste dia tão singular e alegre. Feliz dia das mães!
”Ser mãe sempre foi um desejo do meu coração, mesmo quando era muita nova, tinha o sonho de casar e ter filhos e hoje esse sonho tornou-se realidade. Mesmo querendo muito ser mãe, não tinha noção de como era viver essa vocação, mal sabia dos desafios, sacrifícios e as alegrias da maternidade”.
Antes de ser mãe, eu achava que mãe era a pessoa mais forte, a mais sábia, destemida, que tem soluções para todos os problemas. Depois de ser mãe, descobri que Deus nos dá a graça de sermos fortes, aprendemos a sermos fortes, mas não somos o tempo todo. Às vezes, quando o bebê chora e não sabemos o que fazer, choramos junto, sentimo-nos culpadas e até achamos que somos as piores mães do mundo. Aprendi que mãe não sabe tudo, mas aprende muitas coisas para cuidar dos filhos; diante das necessidades a mãe se torna especialista de amamentação, sono, cólica, primeiros socorros e, conforme as crianças vão crescendo, a mãe torna-se professora; depois dos filhos adultos, ela torna-se confidente e conselheira dentre outras coisas.
Mãe tem medo de tudo, principalmente quando o filho ainda é um bebê, tem medo de errar, medo de não dar conta e, conforme os filhos vão crescendo, o medo só muda de nome, medo de que o filho se frustre, se magoe, sofra, mas a mãe aprende a ser corajosa e lidar com esses medos, pois é ela quem ensina os filhos a serem corajosos e enfrentarem os seus medos.
Depois que me tornei mãe , me conheci de verdade e percebi o quanto eu era egoísta, pois, diante de tanta doação, eu chorava frustrada por ter que se doar tanto, essas doações incluem a dor do parto e pós parto, dores da amamentação, as noites em claro, as refeições e banhos rápidos entre outras ofertas e sacrifícios que é só vivendo para saber.
“Com toda certeza posso afirmar: bendita maternidade que me salva do egoísmo, me salva de mim mesmo, me ensina a me doar e amar incondicionalmente”.
Depois que me tornei mãe, posso assegurar que finalmente encontrei a minha vocação. A maternidade é um grande Dom de Deus e eu sou plenamente realizada. Finalizo com a frase de São Josemaria Escrivá: “Senhor que eu tenha peso e medida em tudo, menos no amor”, porque com toda certeza ser mãe é amar sem medidas!
Por Isadora Ricardo