Começo bendizendo a Deus que nos concedeu esta imensa graça, como Igreja, como Carisma e como missão de São Luís. A alegria de ver o empenho de muitos irmãos, desde o esforço em montar as cestas, levar no dia da celebração, viver esta ação de forma presencial ou não, através da sua oração e oferta de vida. Porque independente, somos um só corpo.
Queria dizer que foi, e está sendo, uma experiência de mergulho no infinito amor que Deus tem por nós, por mim, de forma especial. Tocar naqueles irmãos, deixar-me ser tocado por eles… Conviver ainda que por alguns minutos, olha-los de perto, sentir a dor que eles enfrentam, a situação de miséria… (ali tinham muitos usuários de drogas – jovens na sua maioria) crianças, pais, mães, idosos, famílias… Todos alvos da infinita misericórdia de Deus.
Chegamos ao local e fomos visitá-los, conversar com eles e depois fizemos um breve momento de oração, impondo nossas mãos sobre eles, numa oração breve pedir apenas que eles sentissem o amor que Deus tem por eles, que por um instante eles não se sentissem julgados, excluídos, abandonados, desprezados e incapazes de lutar, mesmo tendo seus vícios ou fraquezas.. (confesso que me senti pior que eles).
Fiquei pensando que muitas vezes queremos ser justos somente com quem é justo, que achamos que é devido dar uma cesta básica ou roupa a quem, de fato, vai usar… Mas naquela cena eu vi o que Deus faz conosco todos os dias, o dia todo. Dispensa suas graças, dispensa o grande tesouro da Sua misericórdia, do Carisma… E o que é que eu faço com isso quando recebo? Talvez, faça aquilo que vi alguns irmãos dizerem que iam fazer… Vender ou trocar… Enfim, transformar aquele dom, num meio de sustentar seu vício, sua fraqueza…
Eu também sou assim, recebo o Carisma, as capacidades, os talentos, as graças e transformo tudo em meios de me manter, de me satisfazer, de viver a minha vida, de alimentar meus vícios (egoísmo, comodismo, prazer…). Meu Deus, preciso saber ser pobre para pedir, pobre para viver o que Você tem a cada dia pra mim, pobre para não corromper Sua graça em mim.
Eu agradeço ao Senhor que, com certeza, está fazendo sua obra naqueles que foram e não foram. Alcançando a todos e, por meio deste pequeno ato, que não foi mais do que nossa obrigação, transformando nossas vidas na vida dEle.
Shalom!
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Joaz Camejo
Discípulo da Comunidade de Aliança Shalom
Missão de São Luiz