Existe uma certa intimidade entre nós e o altar. Sentamos no chão, trazemos material para rezar com ele, escrevemos (muito ou pouco) numa espécie de diário que chamamos de “caderno de oração”. Nós nos prostramos, choramos, rimos, suspiramos… Às vezes, só nos colocamos lá, com um mundo de coisas na cabeça, mas que perdem para o silêncio da contemplação. Tudo diante de um altar!
Parece estar em nós essa tendência. Afinal, foi no ofertório de uma missa – no altar do sacrifício – que tudo começou. Aliás! Tudo se revelou ao mundo, porque tudo já existia desde sempre no coração de Deus. Este que esperava o momento certo da história para se manifestar. Somos uma resposta para o mundo de hoje, mas antes Ele se fez resposta para nós – para cada um de nós – e é disso que nós não nos cansaremos de falar.
Enquanto houver oportunidades, estaremos falando, proclamando, evangelizando. Até os momentos inoportunos se tornam oportunos quando temos como mestre o Dono do Mundo! Dono do Mundo que também é conhecido como “Pai de amor e se bondade”, ou ainda “Nosso Senhor”. O que conta no final das contas é a intimidade, essa proximidade que temos com o Deus Altíssimo e não por nossa causa, mas porque Ele quis assim. Ele é o “Rei Acessível” que passamos tanto tempo procurando por aí.
Procurávamos fora e Ele estava dentro. Dentro de nós, dentro do sacrário, dentro do irmão, dentro do jovem, dentro do pobre, dentro da autoridade, dentro dos estados de vida, dentro de outros países que talvez nunca imaginaríamos chegar. Se é lá que Ele está, é pra lá que nós vamos!
Ser Shalom, entre tantas outras coisas, é tornar acessível esse tesouro que carregamos dentro de nós. E estranho seria não encontrar perigo/ladrões onde o ouro está! “Venha o que vier, suceda o que suceder, murmure o que murmurar… NÃO PARE!” Numa postura de combate e de louvor, é assim que seguimos!
Por Bia Marques
