Sabe quando o silêncio chega como hóspede sem avisar, pousa nos lábios e faz as palavras calarem?
Sabe quando os olhos fecham as comportas das águas que poderiam curar?
Sabe aquele momento em que a gente se torna espectador da própria vida?
Falta coragem?
Falta liberdade?
O que, na verdade, nos prende?
Não sei muito.
Mas, do pouco que sei, posso testemunhar.
Pegue caneta e papel.
Respire fundo e escreva.
Talvez você encontre ali respostas narrando a sua própria história.
Talvez descubra aquilo que o tem aprisionado.
Ou talvez não encontre nada imediatamente.
Mas uma coisa é certa: algum alívio virá.
Porque colocar para fora aquilo que ninguém conseguiu explicar também é uma forma de cura.
Sabe aquela dor que chega sem avisar?
Que simplesmente aparece, de repente?
Talvez ela seja o grito daquilo que o silêncio obrigou você a calar.
Mas calma… ela passa.
Não posso dizer quando.
Cada coração carrega sua própria história.
Mas aprenda a tomar nota.
Aprenda a chorar.
Aprenda a colocar para fora.
Há coisas que acontecem dentro de nós que só Deus é capaz de compreender.
E, diante disso, só posso lhe dizer uma última coisa:
Levante a cabeça.
Tome o teu leito.
E anda.
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