Na Sexta-Feira Santa a igreja convocou os fiéis a um encontro com o Sagrado através da oração, do recolhimento e da memória viva do sacrifício de Jesus Cristo. A programação do dia reuniu momentos de profunda intensidade espiritual — com pregação, Via Sacra encenada e a celebração da Paixão do Senhor.
Na pregação, o Padre Leandro trouxe uma reflexão que ecoou no coração dos presentes: é preciso morrer para ressuscitar com Cristo. “Podemos sofrer, mas precisamos desejar e pedir que as nossas trevas sejam ressuscitadas com Ele”, afirmou, apontando a dor não como fim, mas como caminho de transformação.
O momento de maior apelo emotivo da tarde ficou por conta da Via Sacra encenada no interior da Basílica. Nas 14 estações que reconstituem o caminho percorrido por Cristo em sua Paixão, ninguém saiu indiferente. A representação do sacrifício de amor de Jesus diante dos olhos dos fiéis arrancou lágrimas e aprofundou o espírito de contemplação que marcou todo o dia.
A programação encerrou com a celebração da Paixão de Cristo — o único dia do ano em que a Santa Missa não é celebrada. O tradicional beijo na Santa Cruz e a adoração de Jesus morto selaram uma jornada de fé que, ao mesmo tempo em que mergulha na dor, já aponta, no horizonte, para a esperança da Ressurreição.