
Os eventos desse Jubileu, que acontecem no Vaticano, estão espalhados por todo o ano e organizados de forma que motiva os visitantes a serem verdadeiros peregrinos. Como disse o Papa Francisco na Bula Misericordiae Vultus, “a peregrinação é sinal peculiar desse Ano Santo”, pois a vida é um caminho que cada homem percorre em sua existência, uma estrada trilhada para alcançar uma meta. Convida, então, todos a fazê-la, segundo suas forças, como sinal de que também a “misericórdia é uma meta a ser alcançada com empenho e sacrifício”.
A peregrinação do Castelo Sant’Angelo até a Praça de São Pedro, percorrendo toda a Via della Conciliazione, convida à oração e à conversão, preparando o coração do peregrino para a passagem pela Porta. A Porta Santa é símbolo dos braços de Deus que acolhe com misericórdia e por esta experiência de amor não há como responder de outra forma, senão com o compromisso de anunciá-la e fazer dela linguagem para acolher o outro, assim como o Pai fez conosco.
Vindos de várias missões do mundo, os peregrinos da Comunidade Shalom começam a chegar com grande alegria e expectativa para viver esses dias. “Desejo experimentar mais profundamente a misericórdia de Deus, estando no coração da Igreja, e como Igreja ser instrumento dessa misericórdia”, disse Teresa Brito, missionária da Comunidade de Vida e assessora comunitária.
A programação inicia na sexta-feira com a “Noite da Reconciliação”, onde algumas Igrejas Jubilares estarão abertas para uma celebração penitencial e para confissões. No sábado, nessas mesmas Igrejas haverão catequeses sobre a misericórdia, adoração e confissões. No mesmo dia, os peregrinos se dirigirão à Porta Santa na Basílica de São Pedro, fazendo o caminho proposto e à noite participarão da vigília de oração com a presença do Papa Francisco. E finalmente, no domingo pela manhã, participarão da missa também na Praça de São Pedro presidida pelo Papa.
Sâmia de Almeida