Mas aquele que deseja ser um servo do Deus da paz, não deveria trabalhar em paz? Evitando é claro, uma lentidão excessiva… sem desejar ser anjo ou um bem-aventurado antes do tempo. Todos os extremos são regados aos defeitos. Optar em ser tranquilamente ativo e ativamente tranquilo, que mais parece um trocadilho sem sentido, é mais vantajoso. Vantajoso, se diminuirmos a excessiva gama de interesses que torna o espírito inquieto e triste, formando em nós uma secreta ambição de querer fazer muito, e não o melhor.
“O nosso amor próprio é um grande embrulhador, que quer sempre abarcar muito e nada aperfeiçoar.” São Francisco de Sales
O fato é que, ao nos colocarmos na presença de Deus, meio que o próprio Deus encontrou para nos aperfeiçoar, deve ser com doçura sem esforço ou grandes práticas espirituais, pois o Deus da paz quer que todas as coisas se façam em paz e por amor. No céu pensaremos em Deus ininterruptamente, no entanto, as distrações, ocupações, necessidades do corpo e imaginação, deste mundo, dificultam o permanecer na presença de Deus.
Os que devido a pressa, ansiedade e preocupações julga não desfrutar da presença de Deus por não está pensando n’Ele constantemente, está enganado. Há uma saída! Mesmo que não pense em Deus, mas agiu por Deus, a sua obra terá mais valor que seus pensamentos. Não se vive apenas de boas intenções. Enquanto estudamos, lemos, comemos, falamos, não pensamos em Deus porém, nossas atitudes procedem segundo a vontade de Deus, isto é o bastante para nos tranquilizar e participar das graças de Deus em nós. Fizemos o melhor.
Incluir jaculatórias com frequência no nosso dia a dia, com confiança e amor, é uma prática eficaz, se passamos muito tempo sem pensar em Deus ou de fazer alguma coisa por Ele.
Não esquecer: a ação feita para a glória de Deus tem mais valor do que o pensamento em Deus. O pensamento é feito para a ação e não a ação para o pensamento.