O Réveillon da Paz é uma grande ação de graças a Deus pelo ano que passou e de confiança nEle diante do ano que virá. E é com a grande ação de graças da Santa Missa que a programação da noite começa. O presidente da Celebração, padre Antonio Furtado, CCSh, discorreu em sua homilia sobre o dogma mariano da Mãe de Deus, que dá nome à Solenidade do dia 1º de janeiro. O dogma definido no Concílio de Éfeso em 431 proclamou Maria como Theotókos, palavra grega que significa “Mãe de Deus”. Da Virgem Maria Cristo recebeu o corpo, a humanidade; sendo Jesus verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, logo Maria é Mãe de Deus porque Jesus é Deus, explicou o Padre.
“Nós veneramos esta maternidade no primeiro dia do novo ano, é nosso desejo, de fato, que nesta nova etapa do tempo humano, Maria continue a abrir a Cristo a via para a humanidade do mesmo modo que lhe abriu na noite do nascimento de Deus.”, dizia São João Paulo II sobre a celebração deste dia.
Comentando a Carta de São Paulo aos Gálatas, segunda leitura da Missa desta Solenidade, disse Padre Antônio que Maria que fora profetizada desde os primeiros capítulos do Gênesis (cf. Gn 3), estava pronta quando chegou a plenitude dos tempos determinado por Deus. Diante do anúncio do Anjo Gabriel, estava pronta espiritualmente, humanamente e psicologicamente, e então responde :“Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38)
O sacerdote continuou sua homilia trazendo um olhar histórico sobre a Virgem Maria dizendo que Deus providenciou tudo para o nascimento de Jesus desde o recenseamento, a pobreza em que Jesus foi acolhido na gruta de Belém e também Deus previu a Mãe que traria Seu Filho ao mundo. Desde o Antigo Testamento Maria é prefigurada por mulheres como Rute, Ester, Judite e outras… Maria foi pensada como aquela que seria a Mãe de Jesus. Ela é a virgem de Isaias 7,14 que daria à luz um filho. Deus a escolheu dentre todas as mulheres, cumulou-a de graças e dons. E citando São Luis Maria Grignion de Monfort disse: “Deus juntou todas as águas e chamou de mar juntou todas as graças e chamou Maria”.
“Ela foi preservada de toda mancha do pecado porque era necessário que o Santo dos santos fosse gerado em seu ventre.”, disse Padre Antônio; e continua: “Eva deixou-se enganar, Maria não. […] O inimigo odeia Maria porque nunca pôde tirar dela nada para rebelar-se contra Deus”.
Padre Antônio Furtado falou ainda sobre a santidade de Maria: “A maternidade divina de Maria suplanta todas as graças, todos os carismas”, disse, citando São Tomás de Aquino. E citando o mesmo santo: “Maria é a única criatura que junto com Deus Pai pode dizer a Jesus: ‘Tu és meu filho… eu hoje te gerei’.” Concluindo, o sacerdote convidou todos a não temer amar Nossa Senhora como Mãe de Deus e nossa Mãe.
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O Réveillon da Paz segue com programação de shows trazendo vários estilos musicais para animar o grande público, e no momento da virada de ano, a Adoração ao Santíssimo Sacramento para iniciar 2025. Acompanhe toda a cobertura e mais informações nas nossas redes sociais.
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