Há muitas distrações numa vida de oração. Imagine parar, silenciar, meditar, contemplar e ouvir, de verdade, a voz de Deus. Para trilhar esse caminho em uma ou duas horas, é preciso um alto nível de concentração, disciplina, abandono e experiência de fé.
No começo, para quem está aprendendo a rezar de forma contemplativa, como ensina Santa Teresa de Ávila, as distrações são grandes tentações. Ao persistir, diariamente, em exercitar a vida espiritual, parando, silenciando, meditando, muitos frutos de metanoia e consolo surgem na mente e no coração.
Mas, será que, realmente, estou ouvindo a voz de Deus? Será que avanço na oração profundamente ou estou mergulhando presa a uma boia? É como aquele descer no mar ou piscina com uma boia no corpo, que deixa submergir, molhar toda a cabeça, mas sempre traz de volta para a superfície. Outro dia, na minha oração, tive a impressão que mergulhava mas uma boia ainda era minha segurança. Eu desejava mergulhar, ou adentrar o Castelo Interior de Teresa, mas eu segurava algo nas minhas mãos. Eram as minhas seguranças.
Como me lançar em águas profundas? O que é esta boia que insisto segurar? Como deixar Deus ser a minha segurança em águas profundas, turbulentas, escuras? Só saberei como Ele pode ser minha segurança se eu soltar a boia. Nada pode me garantir que qualquer projeto, plano ou caminho na minha vida vai dar certo. E, se não der, tendo Deus, tenho tudo. Preciso de boia?
Nas minhas seguranças, está a superficialidade das coisas do mundo. No mergulhar, somente em Deus, está o essencial, o eterno. É assim que devo deixar o Espírito Santo conduzir minha oração. Não sou eu que controlo minha oração, mas o Espírito. Ele me leva a águas profundas. Presa nas minhas comodidades, planos, riquezas, estarei sempre na porta do Castelo, retida, pois minha autorreferencialidade não me deixa navegar. Vale a pena soltar a boia e desbravar o imenso mar.

Aqui é a Lidiane Da Silva, eu gostei muito do seu artigo seu conteúdo vem me ajudando bastante, muito obrigada.