
Para ter uma experiência de misericórdia, de acordo com Emmir é importante reconhecer que sou pecador. “Precisamos reconhecer que somos os menores, os mais miseráveis, os mais pecadores.” Diante disso, somos chamados a não apontar os pecados dos outros, mas ter misericórdia como o Senhor tem por nós.
Emmir disse ainda que a misericórdia gera em nós o amor esposal e paternidade espiritual. “Não há experiência mais profunda que sermos resgatados pela misericórdia de Deus. Nosso amor esponsal nasce dessa experiência de misericórdia para nos tornarmos irmãos, sermos pais e mães espirituais”, destacou.
“Geramos filhos para Deus na misericórdia e no martírio”, destacou Emmir. Ela lembrou que foi assim que Cristo nos gerou como Igreja, como uma nova família. Jesus nos ensinou que Ele veio fundar uma nova família por seu sangue. São laços mais profundos que os laços da carne.
Somos chamados a gerar filhos para Deus pela evangelização e pela intercessão, segundo Emmir. “Chorar com os que choram, sofrer com os que sofrem é fonte da nossa paternidade espiritual”, destacou.
Educar como pais e mães espirituais é a verdadeira cultura do encontro, explicou Emmir. É preciso ensinar com a minha vida. ” Falar não adianta quase nada. É preciso viver.” Ela disse ainda que é preciso gerar filhos espirituais para que eles também se tornem pais e mães espirituais. “Primeiro gerar a pessoa na oração, no martírio, na misericórdia filhos e depois lança-los para a missão”.
Lembrando o Papa Francisco, Emmir destacou que o maior dom que o Senhor nos dá é o Espírito Santo e que a Trindade não é uma ideia no ar, mas uma pessoa real. O “Deus spray” não existe. O Filho e o Espírito Santo não são uma ideia no ar, mas pessoas reais.”
Por Terezinha Fernandes
Foto: Licurgo Júnior