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Sou de Deus para sempre

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus.

Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Jefferson Lazaro da Silva.

Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco.

Confira:

IMG_4528Meu nome é Jefferson Lazaro da Silva, tenho 30 anos, nasci na cidade de Recife (PE), no dia 14/05/1984. Fui uma criança normal, sem problemas de saúde, graças a Deus. Acredito que tive tudo de que precisei até os meus três anos. Por que falo isso? Porque não tenho lembranças nenhuma de antes desse tempo. E então, começa minha história.

Fui adotado aos três anos por uma família formada por quatro irmãos: duas mulheres e dois homens. Minha mãe adotiva chama-se Rosilda da Silva. Rosilda trabalhava em um local que tinha várias atividades sociais, entre elas um orfanato. Minha mãe biológica, que se chama Sandra Maria, conhecia uma mulher que tomava conta de mim e trabalhava nesse orfanato. Então, minha mãe tinha suas atividades, e todos os dias me deixava com a babá e ia trabalhar, voltava do trabalho e me pegava. Até que um dia, nessas suas idas e vindas de trabalho e casa, minha mãe não chegava para me pegar com a babá, assim os dias foram se passando. Todos muitos preocupados, começaram a realizar uma busca por minha mãe, e começaram a tentar encontrar minha família.

Aí estava o problema: minha mãe tinha saído de sua cidade natal para tentar a vida em Recife, e ninguém sabia de sua origem. Só se sabe que ela era do interior de Surubim. Então, começaram a tentar falar com alguém de Surubim, porém não se tinha sucesso, porque não se sabia nem como procurar minha família lá. Os dias se passaram, descobriu-se que minha mãe estava morta, ela tinha sido atropelada por um ônibus ao sair do trabalho.

A babá, sem saber o que fazer, começou a me levar para o trabalho, o local de que falei no início, onde minha mãe adotiva trabalhava. Ela contou a minha situação, então a direção do orfanato me deixou ficar com as crianças, até que alguém da minha família fosse me procurar. Porém, os dias se passavam e ninguém aparecia. Foi quando a Rosilda começou a me levar para a casa e lá me apresentou aos seus quatro filhos. Fiquei indo por vários dias para casa com a ela, até meses. Então a filha mais velha pediu para que eu ficasse morando com eles. Ela falou que ajudaria a tomar conta de mim, então, não sem resistência, Rosilda aceitou a ideia.

Algum tempo passou e as dificuldades na família começaram. Chegou ao ponto de Rosilda me devolver para o orfanato, quando sua filha, que havia pedido para que eu ficasse, chegou em casa e não me viu. Ela correu ao orfanato e perguntou por que eu não estava em casa. Rosilda falou que eu não iria ficar mais na casa, porque não teria condições de ela criar cinco filhos. A filha mais velha então falou que me criaria. No dia seguinte, sem que Rosilda soubesse, a filha foi ao orfanato e me trouxe de volta para casa. Minha vida começa aí, quando oficialmente fui adotado por essa família.

Quando tinha seis anos, comecei a ver as diferenças da minha mãe com os irmãos, tudo eles podiam, tudo era deles e eu só podia o que ela me oferecia e ponto. Então, achava que isso era normal e fui vivendo assim, até que chegou ao ponto em que comecei a viver com alguns traumas. Por tudo eu chorava e tinha medo. Levei muita surra da minha mãe. Levava surra até por não ter feito coisas que eu achava que era errado eu fazer, e eu tinha que fazer porque era minha mãe. Tinha diferença nas comidas, se tinha uma comida boa, e eu pedia para repetir um pouco, ela falava que não podia, porque era dos filhos. E dizia que eu já tinha comido, dizia para eu “deixar de ser olho grande”.

As diferenças só aumentavam, conforme eu crescia. Comecei a ter que lavar todas as minhas roupas, fazer minha comida e assim por diante. Começaram a vir as responsabilidades. Minha mãe sempre fazia alguma coisa para ganhar dinheiro: abria bar, pastelaria, vendia batatinha frita na feira. Eu sempre estava lá ao lado dela, ajudando. Até que eu gostava muito, sentia-me útil para alguma coisa, então pensei que estava fazendo alguma coisa boa para ela, foi quando tudo começou a piorar. Como falei, eram quatro filhos. Um dos filhos, meu irmão, era muito problemático, brigava com todos, inclusive com minha mãe. Batia na minha mãe, roubava a ela e aos outros irmãos, e assim vivia.

Ele sempre roubava o caixa do que vendíamos, e no final do dia, quando eu ia prestar contas, minha mãe achava que eu estava roubando. Eu dizia que não roubava, mas não falava que era ele quem pegava o dinheiro. Então eu levava uma boa surra e ficava trancado no quanto, de joelhos no milho e pelado. Ficava por três dias nessa condição, só saía para trabalhar ou ir à escola. Isso só piorava a cada dia, e eu ia crescendo.

Meu irmão, o problemático, começou a abusar sexualmente de mim e ameaçava me bater até me matar. Ele me obrigava a ficar tocando nele e ele ficava se esfregando em mim. E me batia quando eu pensava em gritar. Vivi essa situação até uns 12 anos, até que fiquei mais velho e ameacei contar ao meu outro irmão. Esse era o equilibrado de família e, digamos, o “orgulho”. Esse, o da igreja batista e policial, tinha sérios problemas com o outro irmão, o que fazia as coisas erradas. Eu nunca falei nada, porque minha mãe não acreditaria e isso geraria até uma tragédia na família.

Quando eu tinha 12 anos, acabaram os abusos, porém, as diferenças com minha mãe só aumentavam cada vez mais. Agora vou falar onde entra a irmã que fez tanta questão para que eu ficasse com eles. Essa irmã foi tudo na minha vida. Ela brigou a vida toda com minha mãe por causa das coisas que minha mãe fazia comigo. Ela sempre me deu tudo de melhor, carinho, respeito, e sempre acreditou em mim. Então, eu não contava nada pra ela, porque não queria vê-la triste nem entrar em atrito com sua mãe. Segurei tudo isso calado, porque me lembrava do amor que ela me dava, do carinho, então, essas coisas eu as superava.

Aos 15 anos, eu disse que iria sair de casa, porque não aguentava viver naquela condição, mas não falava o porquê. Eu sempre apanhei muito, já segurei ovo cozido quente com casca na mão, porque meu irmão roubou minha mãe e ela já dizia que tinha sido eu. Já tomei surra pelado com câmara de ar de bicicleta, ficava dias pelado trancado no quanto. E outras coisas muito tristes eu vivia.

Um dia, aconteceu uma briga em casa com minha irmã mais velha e com o meu irmão policial. Então, uma pessoa foi me cobrar um presente que eu tinha comprado para dar a uma garota. Minha irmã, muito nervosa, achou que eu estava fazendo dívidas na rua e estava mandando cobrar em casa para eles pagarem. Quando eu cheguei em casa, ela começou a discutir comigo, falando que eu estava fazendo dívidas e tudo mais. Eu, com toda calma, expliquei que não era isso, que eu tinha dinheiro para pagar. Minha irmã, muito nervosa, só aumentou seu tom de voz comigo. Como sempre a respeitei em tudo, calei-me, e quando ela acabou de falar, eu disse que iria à rua um pouco e deixar ela se tranquilizar para conversar depois. Ao sair do portão de casa, meu cachorro estava indo pra rua, então falei: “Entra Boby”. Minha irmã ouviu e pensou que eu a tinha xingado. Em consequência disso, tomei um tapa na cara e comecei a ser espancado por minha irmã. Eu não chorava de dor, chorava de medo porque ela achava que eu a tinha desrespeitado, e eu nunca faria isso com ninguém da família, muito menos com ela.

Eu falava que não tinha dito isso, pedia pelo amor de Deus para ela parar de pensar que eu a tinha xingado, eu nem pedia pra ela parar de me bater. Então, ela parou de me bater, e chorando muito, olhou-me e falou: “Você magoou meu coração”. Ao ouvir aquilo, o mundo caiu na minha cabeça. A mulher que eu mais amava no mundo, minha mãe verdadeira praticamente, achava que eu a tinha xingado. Meu mundo desabou, saí na rua, louco, chorava até ficar sem ar. Não eram as tapas que me doíam, mas sim meu coração, porque eu nunca faria o que minha irmã estava achando.

Ao voltar pra casa, vi meu irmão policial. Como ele era da igreja, fui logo até ele, pedindo pra conversar, e fui explicar a situação. Então ele me mandou para o quarto, tirar minha camisa e começou a me fazer perguntas. Comecei a explicar o que houve, e suplicava que ele falasse com minha irmã. Eu achava que ele iria me ajudar. Foi então que minha vida mudou da água para o vinho. Meu irmão estava na intenção de me bater, e me perguntou: “Você falou para minha mãe que ela iria pagar sua dívida?” Eu respondi: “Não, nunca falei isso nem pra ela nem para ninguém”. Eu achava que eu tinha dado uma resposta convincente, até porque era a resposta verdadeira. Ele me disse que eu estava mentindo e me deu um soco na cara. Caí na cama e ele começou a me espancar descontroladamente. Socava-me, chutava, batia com a fivela do sinto do quartel até que desmaiei.

Minha irmã, a que estava triste comigo, arrombou a porta do quarto que estava fechada. Ele estava em cima de mim, batendo muito. Ela o tirou. Eu acordei, peguei um taco que eu tinha de beisebol e dei uma porrada nele. E falei: “Você agora vai bater em um homem”. Minha irmã desmaiou, falei para ele que se ela passasse mau, eu voltaria e o mataria. Quando coloquei o pé fora de casa, fiquei quatro horas em estado de choque sem falar uma palavra.

Uma vizinha me socorreu e achou que eu tinha brigado na rua, porque eu estava muito machucado, porém nem eu tinha visto como tinha ficado. Quando me olhei ao espelho e vi minhas costas, vi que estava em estado deplorável. Fiquei mais uma hora sem falar uma palavra e só chorava. Todos queriam denunciar meu irmão para a polícia e para igreja. Quando voltei ao meu estado normal, falei para deixar Deus fazer o que Ele quisesse fazer, e que ninguém deveria fazer nada ao meu irmão.

Minha mãe foi onde eu estava. Ao falar comigo, ela usou essas palavras: “Você não tem jeito, desrespeitou seu irmão, foi bem feito a surra tomada. Para de palhaçada e volta pra casa”. Olhei nos olhos dela, dei as costas e mostrei o que ele tinha feito. Ela me olhou e ficou em choque. Falei: “Mãe, volte pra sua casa e vá cuidar dos seus filhos. A senhora não me terá mais na sua casa”.

No mesmo dia, fui pegar as roupas que meu irmão que me bateu tinha jogado na área de casa, e voltei para onde eu tinha sido acolhido. Minha irmã me pediu mil vezes perdão. Eu falei pra ela: “Tia, eu que te peço perdão, e não te xinguei, por favor, acredite em mim. Eu amo a senhora e nunca falaria isso”. Ela, chorando muito, falava que acreditava e me pedia perdão por que uma vizinha passou na hora que eu tinha dito “entra boby” e viu quando ela começou a me bater. Essa vizinha foi na minha irmã e contou que eu não tinha xingado. Minha vida, a partir desse dia, mudou. Fui morar só. Morei na mesma rua da minha casa, aluguei um quarto e fui vivendo.

Minha madrinha descobriu que eu estava só, mandou me chamar e pediu pra morar com ela. Não aceitei naquele momento. Fui vivendo com grandes dificuldades, mas ia vivendo. Aos 18 anos, descobri que estava com tuberculose muito grave. Minha vida era corrida, eu tocava na noite, viajava direto e não ligava muito pra saúde. Então, minha irmã foi até mim e pediu para eu voltar pra casa, pelo menos pra ela cuidar de mim. Aceitei e voltei, não falei com o meu irmão.

Começou todo o processo de tratamento, mas até então, eu já tinha perdido muito sangue. Todos os dias, ia ao hospital. Chegava às 4h da manhã, saía às 16h, até que o médico disse que eu precisava ser internado urgentemente. Fiquei internado quase um ano, fui para a ala dos pacientes em estado terminal. Vi muita gente morrendo na madrugada e pedi pra minha irmã e minha mãe me tirarem do hospital, senão eu morreria ali. Elas conversaram com o médico, que falou que minha situação era muito grave e que não podia sair. Minha irmã falou que iria me tirar de qualquer jeito de lá. O médico falou que só tinha um jeito: ela tinha que assinar um termo de responsabilidade, tirando toda a responsabilidade do hospital. Elas decidiram assinar.

Fui pra casa, onde a batalha foi muito maior. Tentei quatro vezes o suicídio, mordi a língua, fiquei sufocado sem chamar socorro e foi uma luta. Confesso que minha mãe e minha irmã, nessa situação, lutaram por minha vida até não aguentarem mais. Tive que correr para o hospital de madrugada, fiquei incubado. Dois anos se passaram e, graças a Deus, fui curado. Os médicos dizem que fui curado por um milagre, porque eu não tinha mais pulmões, por isso eu fiquei na sala dos terminais, ou seja, esperando a morte chegar. No fim de tudo, fiquei alguns dias em casa e saí de lá novamente. Dessa vez, não fui brigado com ninguém, mas cumpria o que eu tinha falado para minha mãe.

Voltei a morar com minha madrinha. Depois de alguns meses com ela, decidi morar no Rio de Janeiro. Ao chegar ao Rio, minha história com a Igreja começou. Fui morar na casa da mãe da minha madrinha, era uma família grande. Eles me aceitaram super bem. Os dias se passaram e fui convivendo com a família.

Ao chegar sábado, as garotas, sobrinhas da minha tia, chamaram-me e me fizeram um convite: “Vamos para o grupo jovem?” Eu não sabia o que era, mas aceitei. Vi um monte de gente pulando, cantando umas músicas que eu nunca tinha ouvido. Fui apresentado à galera do grupo. Conheci muita gente, uma das pessoas cantava na Missa e tocava. Ele descobriu que eu era músico e que eu cantava também, e perguntou: “Você já fez Crisma? Foi batizado?” Eu não sabia o que era Crisma, nem lembrava se tinha sido batizado. Então a família com quem eu estava vivendo, levou-me pra Crisma e falou com o padre que eu não sabia se tinha sido batizado. O padre mandou eu fazer tudo junto. Se eu já estivesse sido batizado, melhor ainda, brincou. Fiz a crisma e me batizei, e minha vida começou a mudar desde então. Fui chamado pra cantar na Missa, pra montar uma banda católica. Comecei a fazer parte de vários movimentos da Igreja, toquei em vários lugares. Até que um dia me chamaram para dar palestra. Nossa, que responsabilidade! Fui dar palestra no EAC. Graças a Deus, gostaram muito. Depois me convidaram para dar palestra no ECC e EJC.

Minha vida na Igreja foi a melhor coisa que me aconteceu, eu tinha minha noiva que fez parte de toda a minha história na Igreja, foi tudo perfeito. Chegou a Jornada, servi e toquei em todo os dias da JMJ aqui no Rio. Até que na Copa, agora, voltei a trabalhar na noite com música secular. Minha vida desabou, eu tinha um relacionamento de nove anos, estava noivo havia um mês e me envolvi com outra mulher. Vivendo essa situação, contei tudo para minha noiva e resolvi terminar, para não fazê-la sofrer. Fiz isso e na semana seguinte resolvi minha vida com Deus. Terminei tudo o que eu tinha na rua, confessei-me, larguei a banda e voltei pra casa de Deus.

Eu estava vivendo uma vida muito difícil quando o Tio Clóvis apareceu, fui cantar e ministrar um grupo de oração jovem na Barra e pedi para trabalhar no acampamento. Fiquei mega ansioso, mas o tio Clóvis não me dava resposta e fiquei triste. Ao me preparar para participar do Acamp´s, recebi a ligação do Tio Clóvis. Ele me disse: “Jefferson, prepare-se para trabalhar na cozinha no acampamento”. Parecia que eu tinha ganho na Mega Sena ao receber essa notícia! Minha vida começou a mudar desde o Acamp´s. Entrei em retiro durante um mês e 15 dias. Saí do Acamp’s, fui para o ACJ 1. Graças ao ACJ1, fiz o 2, e minha vida começou a ser o que era antes, e até melhor. Hoje estou de volta, sem dúvidas a casa de Deus é o meu lugar e Ele me ama muito.

Infelizmente, eu e minha noiva ainda não reatamos. Estou na luta e entreguei nas mãos de Deus. Hoje sou vocacionado Shalom. Hoje, graças a Deus, Shalom me chamou de volta. Sempre fui a Comunidade, desde quando conheci, em 2009. Deus é tão providente que, naquele ano, já me chamava para caminhar com o Shalom, e com Ele de forma completa. Deus me quer por inteiro, e a Comunidade Shalom me mostrou isso.

Em 2009, conheci a Comunidade e recebi um convite para servir e trabalhar no Reviver, e assim aceitei de imediato. Servi nas artes, no espetáculo “Encontro”. Deus é tão providente que fiquei grande parte do tempo ao lado do Moysés, sem saber que ele era o fundador. Essa foi uma graça muito grande, porque depois disso fui convidado para trabalhar no Halleluya. Servi no palco e a no “Canto das Írias”. Ali Deus já me chamava, porém, com a correria do meu dia-a-dia, deixei de ir para o Shalom. Até que, ao viver um momento muito delicado, voltei para a Obra Shalom de corpo e alma, por inteiro, no Recreio. Hoje sei o que Deus quer para mim, serei de Deus para sempre. Ele me ama e me quer por inteiro, serei Shalom, aliás, sempre fui Shalom. “Ser todo teu, minha alegria, minha paz”.


Comentários

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  1. boa tarde
    estou a procura de homem de Deus namoro santo
    tenho 34 ano moro com meus pais sao paulo capital
    kelly cristine meza jovino