Visita do Padre Roman à Chaves

Katiane Silva no Café Shalom

Fazendo Barulho fala sobre evangelização nas redes sociais

O mundo virtual está cada vez mais presente em todas as nossas atividades diárias. Relacionamentos, compras, passeios, alimentação, pagamentos e etc. Hoje, tudo pode ser resolvido por apenas alguns cliques. Ficar um minuto desconectado é ser visitado pela solidão, segundo pesquisadores da área. E como entender o nosso papel nessa grande rede de pesca? A edição do Fazendo Barulho deste domingo (30) fala sobre a evangelização nas redes sociais. Com o tema “Pescando com as Redes Sociais”, o programa pretende levar o jovem fazer o bom uso do ciberespaço e ser um protagonista do anuncio do Evangelho nesse meio. Além dessa abordagem, o programa trará testemunhos e vídeos de quem sabe viver o a Palavra de Deus nessa plataforma de comunicação. No quadro musical, a banda Recado traz canções e letras que marcaram a história da música católica. O programa ainda convida você para um especial momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. Não perca! É domingo, no programa Fazendo Barulho na Rede Vida, de 14h às 16h (horário de Brasília). SERVIÇO: Programa Fazendo Barulho Tema: Pescando com as Redes Sociais Data: 30.11.14 Facebook: fazendobarulhosh Instagram e Twitter: @fazendobarulho

Centena de pessoas visitam a Praça da Misericórdia durante o Halleluya São Luís

Entre todos os espaços do Festival, a Praça da Misericórdia foi o lugar ondes os participantes puderam viver uma forte experiência com o Amor de Deus, através de confissões, adoração eucarística, oração e aconselhamento. Além ter sido o maior espaço do Festival, a Praça foi, sem sombra de dúvidas, a principal parte da “Festa Que Nunca Acaba”. Com 6 equipes de oração e aconselhamento, estrutura para 6 sacerdotes realizarem confissões simultâneas e uma média de 100 confissões e 50 aconselhamentos por dia, a Praça da Misericórdia proporcionou um verdadeiro reencontro do amor do Pai e do filho durante os dias do Festival. Além disso, no Espaço da Misericórdia, como também é chamado, funcionou a capela com equipes de intercessão formadas exclusivamente para o serviço no Halleluya. Apesar da grande procura pelos serviços oferecidos no espaço, a equipe organizadora cumpriu bem o seu papel, como afirmou a jovem Ilziane Silva, que participa pela primeira vez do Festival Halleluya. “O espaço está muito bem organizado, apesar da fila, a espera tem sido um momento especial e de reflexão”, contou. Segundo Isabel Medeiros, coordenadora do Espaço, a característica mais marcante na Praça era o retorno dos que estavam distantes do Amor de Deus. “As pessoas que estão procurando pela confissão são, principalmente, aquelas que estavam distantes de Deus e que foram sensibilizadas por algum momento dos shows e que, tocados pelo Amor do Pai, resolveram retornar”, afirmou Isabel. Outra característica marcante no Espaço foi o serviço de acompanhamento contínuo, oferecido aos participantes que após serem aconselhados no festival, desejassem se aprofundar mais na experiência com o Amor de Deus. Para isso, eles só precisavam deixar seus contatos com a equipe organizadora e esta os contataria, a fim de promover essa proximidade e continuidade.

Curso rápido de evangelização atrai jovens durante Festival

A 13ª edição do Festival Halleluya veio com novo formato. Além da estrutura do evento, que cercou toda Praça Maria Aragão conferindo mais segurança aos participantes e as campanhas de solidariedade como doação de sangue, alimentos e identificação cadastro de doadores de medula óssea, este ano o festival inovou na evangelização com a realização de cursos rápidos. Responsável pelo novo espaço da evangelização, Tânia Santos explica como funciona o convite aos jovens. “Temos uma equipe e abordamos as pessoas que estão dispersas na multidão, ou sozinhas e as convidamos para viver uma experiência de radicalidade, através da pessoa de Jesus e geralmente, como essas pessoas estão mais frágeis. Sempre aceitam nosso convite”. No espaço os jovens podem fazer cursos rápidos, com quatro temas como o “O que Deus pensa de mim?”, a “Radicalidade do Evangelho”, “Qual o Sentido da minha vida?” e “Namoro a três” que fala da experiência do namoro cristão, tendo Jesus como centro do relacionamento. A jovem Taíssa Pinheiro, de 19 anos, participando pela primeira vez do Halleluya, aprovou os cursos rápidos de evangelização. “Eu vim ao Halleluya a convite de uma amiga minha e chegando aqui fui convidada a participar do curso. Gostei muito, que falava sobre o amor de Deus por mim e como dividi-lo com o meu próximo. Eu estava mesmo precisando ouvir isso”, contou a estudante. Já estudante Ana Carolina de Carvalho veio pela segunda ao Halleluya também aproveitou para conhecer mais sobre Jesus a partir do curso. “Eu estava conversando com uma amigas e o rapaz me convidou para participar do curso e eu amei, amanhã quero fazer outros dois que ainda faltam. Hoje aqui pude entender e sentir um pouco mais do amor de Deus por mim, graças a esse momento”, destacou. Segundo Tânia Santos, a procura do espaço de evangelização tem superado a expectativa. Apesar da abordagem da equipe de evangelização, as pessoas, por curiosidade, chegam ao estande e acabam ficando para os cursos. “Nossas turmas tem fechado em torno de 50 pessoas, isso é muito bom, pois pensávamos em um espaço para receber até 30 por curso”, comemora. Tânia acrescenta ainda que todos que estão fazendo os cursos são convidados a participarem do Halleluya Quero Mais, o Seminário de Vida que acontecerá no próximo fim de semana, 29 e 30 de novembro no Centro de Evangelização da Comunidade Católica Shalom, no bairro do Cohajap. Os temas dos cursos foram: O que Deus pensa de mim; Radicalidade; Qual o sentido da minha vida?; Namoro a três.  

“Pregue a todo tempo, se necessário, use palavras”

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Thiago Dantas Rodrigues. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Olá, meu nome é Thiago Dantas Rodrigues, faço parte da Obra Shalom do Catete – Rio de Janeiro. Meu grupo de oração se chama Hallel e sirvo no Ministério de Liturgia. Segue uma experiência que vivi, que acredito servir como testemunho. “Pregue a todo tempo, se necessário, use palavras” São Francisco de Assis. Sábado, dia 04 de outubro de 2014, passei por uma situação que lembra essa frase. Ao pegar o ônibus, um senhor veio falar comigo querendo saber do 679 e, logo em seguida, esse ônibus passou e acabei pegando o mesmo que ele. Ao me sentar e querer seguir viagem em paz, o senhor (que estava com cheiro de bebida) sentou-se ao meu lado e começou a conversar comigo. Pensei: “Por que logo comigo? Queria seguir em paz.” Mas senti que devia escutá-lo. Muitas palavras eu não entendia, mas outras me chamavam a atenção. Ele estava sem conversar com algumas pessoas de sua família que tinham vergonha dele. Lembrei-me ainda de São Francisco, porque era dia dele. Lembrei que São Francisco amava os pobres, neste caso, refiro-me à pobreza material. Eu tinha que estar ali. Apesar de muitas vezes ter tido vontade de sair do ônibus, eu sabia que deveria estar ali escutando. Dei alguns conselhos, mas passei o tempo procurando entender o que o senhor me dizia. Prestes a sair, falei que meu ponto estava chegando e me despedi. Eis que o senhor aperta forte minha mão e, quase chorando, fala: “Obrigado por me escutar.” Nossa… Eu senti vontade de chorar naquela hora. Ele desejou que Deus me abençoasse e eu retribuí a gentileza. Naquele momento, entendi o motivo de ter ficado ali, de ter ficado calado. Isso me lembra a frase de São Francisco. Muitos são rejeitados pela sociedade, inclusive por mim. Mas essas pessoas precisam de atenção e de alguém que as escute. De vez em quando, precisam de um conselho. Permita-se ser utilizado por Deus e veja os milagres acontecendo na sua frente. Veja o quanto Deus é generoso com as pessoas que precisam e as pessoas que permitem ser usadas por Ele. Deus abençoe a todos.  

Planejamento propõe ações evangelizadoras para 2015

Começou nesta quinta-feira (06) o Retiro de Planejamento Estratégico da Comunidade Católica Shalom, na missão de Aracaju (SE). Nos próximos quatro dias, missionários das comunidades de vida e aliança e alguns membros de grupo de oração reúnem-se para discernir ações evangelizadoras da missão para 2015. O retiro é marcado pela escuta da vontade de Deus, através da oração e formação. A partir dessa escuta e partilha, juntamente com as metas propostas pelo Governo Geral da Comunidade, começam então a elaboração do planejamento, com a produção dos planos de ação de cada setor. A responsável local da missão, Hosmilda Ramos, falou do objetivo do planejamento estratégico. “Ajuda-nos a pensar e executar ações voltadas ao nosso objetivo principal, que é evangelizar. Ajuda-nos a evangelizar com foco, qualidade e crescimento”, disse. Segundo Rose Ribeiro, membro da Comunidade de Aliança Shalom, uma das responsáveis pelo planejamento, é fundamental planejar e agir. “Todos os passos no planejamento são importantes, entretanto, o ‘planejar’ e o ‘agir’ nos leva a crescer na prioridade de execução das metas. Ainda assim contemplamos grandes graças que Deus nos concede a partir do que conseguimos realizar e ao que virá”, disse Rose. Nos setores O próximo passo, de acordo com o Planejamento, é o início da produção dos Planos de Ação de cada setor. Segundo ‎Fábio Kerton Macedo, missionário da Comunidade de Vida, responsável pela secretaria vocacional e pelo setor de eventos da missão, planejar é fundamental. “É importante caminharmos juntos para realizar uma evangelização eficaz, percebendo o que Deus está falando para a Comunidade Shalom nesse tempo”, afirmou. Sob a ótica apostólica, a realização do Planejamento reflete no desenvolvimento da Obra Shalom em Aracaju: “Quando estabelecemos prioridades e, sobre elas metas e ações, o crescimento em evangelização e potencialização de lideranças é alcançado, como reflexo desse trabalho”, destaca Daniela de Sousa, missionária da Comunidade de Vida. A primazia do Carisma Shalom, a juventude, tem atenção especial no Planejamento Estratégico. “As ações, os esforços, o calendário de eventos, os seminários de vida, retiros, enfim, todas as coisas colocam os jovens em lugar especial, que é nossa oferta de vida. Planejar não é nada menos que gratidão a Deus por todas as coisas que Ele nos proporciona: pensar e executar”, afirmou Anderson Cruz, núcleo do Projeto Juventude para Jesus (PJJ). Com informações da Secretaria de Unidade Layla Kamila

Comunicar o amor de Deus “de porta em porta”

“A proclamação do Evangelho será uma base para restabelecer a dignidade da vida humana (…), porque Jesus quer derramar nas cidades vida em abundância” (Papa Francisco).  Impelidos pelo Evangelho e na sua missão de evangelizar, a Comunidade Shalom em Aracati-Ce, missionários da Comunidade de Vida e Aliança viveram a forte experiência de comunicar o amor de Deus na cidade, de porta em porta, no encontro feliz com os jovens, as famílias, os enfermos e com os pobres. O Evangelho da alegria de fato ao tocar nossos corações nos encheu de esperança, abriu nosso olhar para uma vida até então desconhecida, a vida em Deus. Alguns de nós fomos educados numa visão destorcida do seu amor, nos foi passado um Deus que castigava todo aquele que errasse ou cometesse o mínimo se quer de um delito. Quem nunca ouviu na sua infância: “Não faz isso que Papai do céu castiga!” Ao passar dos anos não tínhamos tanta coragem de nos aproximar desse Deus e nos tornávamos cada vez mais distantes. Outros vivem no total desconhecimento de Deus, não sabem que são amados, que Deus se interessa por eles. Não vivem a felicidade de se sentirem filhos. Porém, Deus não se cansa de buscá-los, onde quer que eles estejam e de revelar-lhes o seu amor e misericórdia. O Papa Francisco na Exortação apostólica Evangelii Gaudium, nos convida a testemunharmos com alegria o evangelho. Todos aqueles que experimentaram do encontro pessoal com Jesus devem com destemor e, felizes, sair ao encontro dos homens, em todos os cantos da cidade e comunicá-lo com coragem. “A primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, aquela experiência de sermos salvos por Ele (…)” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium) O Papa Francisco nos  interroga: “Com efeito, um amor que não sentisse a necessidade de falar da pessoa amada, de apresentá-la, de torná-la conhecida, que amor seria?” (Evangelii Gaudium). A Semana de Evangelização acontece a cada dois meses. A primeira etapa aconteceu de 20 a 23 de outubro no bairro Farias Brito, onde fica localizado o Centro de Evangelização Shalom. A próxima está marcada para dezembro. Testemunhamos assim a imensa alegria de comunicar Jesus Cristo e seu amor.   Eudes Samperi de Araújo

Semana Missionária apresenta o Carisma à Igreja Local

De 20 a 25 de outubro, a Comunidade Católica Shalom realizou no bairro Jardim Guanabara, em Fortaleza, a Semana Missionária. Os membros da Obra e da Comunidade estiveram empenhados na evangelização da região, levando a alegria do Evangelho de Jesus Cristo. Os missionários bateram de porta em porta para falar do Amor de Deus. Celebrações eucarísticas, shows musicais, apresentações artísticas e um momento dedicado a São João Paulo II foram algumas das atividades que marcam as noites da Semana Missionária no Jardim Guanabara. O evento aconteceu na Praça do Conjunto Beira Rio, ou Praça da Paz, como alguns membros da Centro de Evangelização (CEv) gostam de chamar. Nas manhãs, a evangelização ficou por conta dos missionários da Comunidade de Vida. Já nas noites, os membros da Comunidade de Aliança e da Obra Shalom dos Centros de Evangelização espalhados pela cidade de Fortaleza saíram às ruas para anunciar a misericórdia divina. “Ide, sem medo, pra servir”. Essas foram as palavras do Papa Francisco que os membros da Comunidade Shalom acolheram e buscaram viver durante a semana. Carisma Shalom é apresentado à comunidade paroquial Sob as bênçãos de Nossa Senhora da Assunção, padroeira de Fortaleza e, de modo particular, do bairro, os missionários visitaram jovens e famílias para falar da alegria que não passa, da alegria que vem de Deus. “Essa semana para mim foi muito forte, vivi coisas que nunca vivi antes” confessa Iago Cunha, jovem do Shalom Jardim Guanabara. “Aprendi a ser sempre ‘sim’, as pessoas precisam do nosso ‘sim’, do meu ‘sim’. Ofertei minha vida, meu tempo, não por mim mesmo, não para a minha felicidade, mas por um povo”, partilha Iago sobre a importância do serviço na evangelização. Ana Justina, integrante da comissão responsável pelo CEv, explica que a Semana Missionária foi um momento de apresentação do Carisma à comunidade paroquial. “Um momento de evangelização sem dúvidas, mas especialmente uma grande aproximação do Carisma com a comunidade e com os paroquianos”, complementa. Marceli Viana, coordenadora do Kerigma no CEv, afirma que a semana missionária renova a certeza do porquê e do para quê o Carisma existe: “para o outro que é Deus e para o outro que é o meu irmão”, finaliza a jovem. Com a presença dos irmãos da Comunidade de Vida, os jovens do CEv puderam sair para evangelizar durante as manhãs. Luana Maria, integrante do grupo Benedictus, saiu pelas ruas com alguns missionários. A jovem universitária conta que ver o sim concreto dos irmãos a Deus a deixou motivada para também sair e evangelizar. “Foi um exemplo, e eu aprendi com essa dedicação”, completa. Camila Lima, jovem do CEv, conta que a evangelização dos jovens a marcou muito durante a semana. Shalom em comunhão com a Igreja local Na quinta-feira (23), padre Silvio Scopel celebrou a Santa Missa realizada na Praça da Paz. Na celebração estiveram presentes padre Sales, responsável pela Paróquia Nossa Senhora da Assunção, e o diácono paroquial, João Batista. Os fieis, reunidos na praça, rezaram pela unidade da Igreja, pela Paz na região, pelos jovens e pelas famílias do bairro. Ao final da celebração, padre Sales admirou-se da quantidade de fieis reunidos e parabenizou o trabalho da Comunidade. O sacerdote comentou sobre a vivência da unidade na diversidade de carismas e movimentos presentes na Igreja. Padre Sales agradeceu o empenho missionário e a vivência da obediência. “As riquezas das comunidades e dos movimentos fazem a beleza da Igreja”, afirmou o sacerdote. “O Carisma Shalom é uma flor no belo jardim que é a Igreja”, complementou Padre Silvio. Jonas Viana 

Sejamos o evangelho vivo que as pessoas irão ler

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Josirene Souza. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Meu nome é Josirene Souza, sou casada, caminho com meu esposo no postulantado da Comunidade de Aliança Shalom e faço parte da Missão de Londres, Reino Unido, onde moro há cinco anos. Ao longo desse tempo em que moro em Londres, muitos foram os desafios vividos, pricipalmente nos primeiros anos. Tudo era muito diferente: o clima, a comida, e o que mais me incomodava era perceber que em Londres, mesmo sendo uma cidade inglesa, havia enorme variedade cultural nas ruas e era difícil encontrar pessoas puramente inglesas. Essa diversidade me assustava um pouco, mas, ao mesmo tempo, gerava em mim uma curiosidade de me aproximar e saber de onde cada um vinha, a língua que falavam, seus costumes, religião, culinária e outros interesses. Tendo apenas o nível básico de inglês, tive que ir para a escola estudar a língua. Percebo nisso a grande providência de Deus, pois como estudante eu iria encontrar muitas pessoas de diferentes nacionalidades e idades. A escola era a melhor hora do dia para mim, uma vez que eu não trabalhava. Como meu esposo passava o dia trabalhando e só chegava em casa à noite, eu me sentia muito só nestes primeiros anos. Sentia a necessidade de conversar, de ter amigos por perto, de passear, de conhecer lugares diferentes, de estar com as pessoas. Sempre depois da aula, eu convidava os colegas da escola para tomar um café, comer algo, na intenção de praticar o inglês. Entre uma xícara e outra, eles sempre tinham a curiosidade de saber mais sobre o Brasil, nosso futebol, carnaval, feijoada e outras coisas. Eu procurava responder a todas as perguntas, sempre aproveitando para dizer que o Brasil tinha todas essas coisas, mas que, acima de tudo, era um país cristão, que éramos um povo muito religioso. A partir de então, surgiam as perguntas: “Como assim ‘religioso’? Você vai sempre à Igreja?” Isso rendia horas e horas de conversa, onde procurávamos sempre respeitar a fé de cada um. Eu percebia que eles acolhiam as minhas respostas e, ao mesmo tempo, aqueles que também se consideravam cristãos, mas que não praticavam a fé, tinham o desejo de voltar e retomar a vida espiritual. O tempo foi passando. Fiz novos amigos de países e culturas dos quais nunca tinha sequer ouvido falar, em particular pessoas vindas do Oriente Médio. Pessoas de religião, cultura e costumes tão diferentes que em um primeiro momento me causavam medo, mas o Senhor foi gerando em meu coração um grande amor por esse povo. Lembro-me de que a primeira vez que entrei em uma loja e me deparei com uma mulher vestida com um manto todo preto, somente com os olhos à mostra, fui tomada pelo medo e tive vontade de sair logo dali, mas o Senhor foi preparando o meu coração para aceitar e acolher o que é diferente. Ele foi tirando de mim os preconceitos acerca desse povo, em particular, e foi gerando em meu coração a compaixão, principalmente para com as mulheres. Na escola, toda semana chegavam mais mulheres muçulmanas e eu fui me aproximando, tornando-me amiga, querendo saber mais sobre sua cultura, seus costumes, em especial sua culinária, pois gosto muito de cozinhar e experimentar diferentes pratos. Quando eu dizia que era casada, percebia nelas um interesse ainda maior em saber como era minha vida familiar. Eu partilhava minha história, dizia que foi Deus quem tinha me dado o meu esposo, falava da importância do homem e da mulher na família e que quando a gente pede a Deus, Ele nos dá um bom marido. Falava que uma vez por semana nós nos reuníamos como família para rezar juntos e que todas as sextas-feiras eu preparava um jantar especial para meu esposo, pois era o nosso dia de lazer. À medida que eu falava das coisas ordinárias do dia a dia da nossa família, aquilo tudo fazia grande diferença na vida delas. Elas passaram a me ver como uma mulher diferente e que em alguns aspectos elas se identificavam comigo, mas o que mais chamava a atenção delas era a amizade e respeito que existia entre mim e meu esposo. Elas me perguntavam como eu, sendo mulher, fazia para ter essa amizade familiar. E eu sempre respondia que a Sagrada Família de Nazaré nos ensinava a cada dia a sermos cônjuges amigos. Era a oportunidade que eu tinha para falar da família de Nazaré. Fui percebendo que eu ganhava o respeito, o carinho e o coração delas através da amizade e do meu estado de vida, na simplicidade do meu dia a dia, sendo eu mesma: filha de Deus, Shalom, casada, sem muitas estratégias de evangelização, mas usando unicamente a linguagem que o Evangelho nos ensina que é a de amar e acolher o outro, o pobre que sofre por não conhecer a verdade que é Deus. Um dia eu conversava com uma jovem mulçumana da escola e, sendo ela amante do futebol, perguntou-me o que era aquele gesto que muitos jogadores faziam ao entrar em campo, referindo-se ao sinal da cruz. Expliquei que o sinal da cruz é o sinal dos cristãos, que faz referência às três pessoas em um só Deus e continuei explicando sobre nossa fé. Ela olhou para mim e disse: “Josi, você é a primeira cristã com quem tenho contato. A partir de hoje, todas as vezes que eu ouvir a palavra ‘cristão’, eu saberei que estão se referindo ao povo por quem Jesus Cristo morreu na Cruz”. Eu disse, então, para ela, que Jesus não tinha morrido na Cruz somente pelos cristãos, mas por toda a humanidade. Ela

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