A Nova Evangelização no Brasil depende dos jovens, afirma Moysés

Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom, estava presente na missa de ação de graças pela canonização de José de Anchieta, presidida pelo Papa Francisco nesta quinta-feira (24), em Roma. Em vídeo, Moysés destacou o protagonismo do jovem Anchieta na grande evangelização do Brasil. Hoje, “a Nova Evangelização no Brasil depende dos jovens”, afirmou.   https://www.youtube.com/watch?v=gHi2JdKBs2U#t=33

Via Sacra

Jantar Moqueca de Peixe

Experiência com Amor de Deus supreendente

Olá pessoal!! Meu nome é Maira Felipe de Sá, sou da cidade de João Pessoa – Paraíba, formada em Ciências Contábeis, e vim morar em Cruzeiro do Sul – Acre, fazem 8 meses. Minha família por parte de mãe mora quase toda aqui, e o motivo de minha mudança, se deu pelo fato, de que um dos meus tios possui um escritório de Contabilidade, e vi como uma grande oportunidade de crescimento profissional trabalhar junto com ele, principalmente por ele ser um profissional solidificado no mercado. Todas as características minhas descritas acima são fáceis de serem reconhecidas, basta ser questionada que será respondida para qualquer um que lhe quer conhecer. Porém, a característica que de fato define o ser humano, que define quem sou realmente, venho trabalhando nesse último mês, que é a busca da minha vida em santidade junto a Deus. Antes de vim morar aqui, não possuía um hábito fervoroso de ir à igreja, orar, louvar, conversar com Deus de uma forma mais intima. Minha rotina dentro da faculdade me afastava cada dia mais Daquele que no qual eu não deveria cometer tal ato, porém, como ser humano fraco, vulnerável do amor de Deus, cometi o erro de me distanciar dEle. Erro esse, que hoje carrego o peso, e vejo que diante das minhas escolhas, o meu caminho se tornava tortuoso a cada dia. Então quando cheguei na cidade, conhecia a Comunidade Shalom através de uma apresentação teatral(O Canto das Irias) que fizeram na escola da minha prima Sâmila Raine, apresentação esta, que diga-se de passagem enxergo hoje a minha batalha nos últimos tempos, então fui apresentada a uma parte do grupo e de cara já me fizeram o convite de ir conhecer a comunidade e fazer parte dela, inicialmente me empolguei, e fui visitá-los. Na hora não percebi, mais esse convite já era Deus fazendo o seu chamado, tentando trazer a ovelha desgarrada para perto dEle. No primeiro dia achei fantástico o calor humano dos missionários, acima como dos próprios jovens que fazem parte dessa família. Sai feliz, dizendo que queria voltar e começar a fazer parte daquele grupo, porém não é fácil, principalmente quando a vida mundana esta cravada na tua pele, no teu corpo, porque tudo faz com que você arranje uma desculpa para não ir de encontro com o caminho certo, de não ir de encontro com o caminho da palavra de Deus. Resumindo, minha fraqueza me dominava e não me permitia viver em comunhão com meu Pai, e assim eu me afastava mais e mais dEle. Passei a freqüentar um pouco mais as missas mas não significava muito porque na maioria das vezes meus pensamentos estavam a léguas de distância. Então, fui chamada para participar do retiro no Shalom, e novamente eu fugi desse momento, dessa oportunidade. E então, paro para pensar que esse foi o segundo chamado que Deus fez para mim, mas é claro que não enxerguei dessa forma, e, um espaço curto de tempo, eu nego novamente a viver ao lado do meu Pai. Porém, a cada dia eu me sentia totalmente incompleta e geralmente, alegava que era falta dos meus pais, da minha cidade, dos meus amigos, da minha família no modo geral, da minha vida que eu tinha lá, só que de fato não era por isso, mas como a cegueira me dominava, jamais passaria pela minha cabeça que o que me faltava, o que me deixava com um vazio dentro de mim, era a falta de Deus em minha vida. Então fui passar as festividades de fim de ano com minha família, pensando eu que voltaria renovada, pronta para de fato começar a por em prática os planos que tracei quando vim para cá. Tentei me adaptar, conhecer novas pessoas, sair nos fins de semana, de vez em quando bebia, achava que dessa forma o tempo passaria e eu conseguiria viver tranquilamente. Coitada de mim, tão iludida com esses pensamentos, que não percebia que a cada dia me afundava mais. Depois da viagem, não pisei mais no Shalom, agora com desculpas de que como trabalhava aos sábados pela manha, chegava cansada e sem disposição para ir ao grupo a tarde. Então, passou janeiro, fevereiro e o grande mês de Março chegou, e podem ter certeza que esse mês foi de fato “O MÊS”. Não pensem que foi por conta do carnaval, porque essa festividade passou longe, mesmo que no mês anterior eu tivesse planejado muitas coisa para fazer nesse período. Mas, como Papai do céu não falha, Ele me fez um terceiro chamado, chamado esse para participar do RENASCER 2014 da Comunidade Shalom, então resolvi participar. Não por ter sentido esse chamado, mas porque eu mesma pensei, não custa nada né…, eu vou de manha para o retiro e a noite dou um pulinho lá no carnaval da avenida…, oh pensamento bonito!!! Mas um pequeno detalhe aconteceu em minha vida antes de ocorrer o retiro. Duas semanas que retrocedia ao retiro, fui ao uma festa onde me deparei de fato com o mundo no qual estava vivendo, um mundo totalmente perdido, que não estava mais me agregando a nada, a não ser dissolvendo um pouco do ser humano que era e tornando me alma cada dia mais obscura. Nessa festa posso dizer que meu Papai me mostrou as trevas mas me deu uma chance de parar com essa vida e seguir no caminho certo, onde me presenteou com uma luz. Meu resto de fim de semana foi terrível até a hora em que fui para a missa a noite no domingo, onde encontrei novamente aquela luzinha que havia aparecido no dia anterior. Então foi nesse domingo que tomei minha primeira decisão, não porque já havia permitido que Deus entrasse na minha vida, mas porque meu próprio subconsciente começava a me recriminar pelos atos que vinha cometendo. Resolvi não colocar mais uma gota de álcool na minha boca, por mais que não fosse de beber, pois cometia tal ato quando surgia oportunidades de ir alguma festa onde

Frutos da evangelização em Santa Cruz: vocacionados ingressam na CV

A missão Shalom em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, vê com clareza os primeiros frutos da evangelização. Após a difusão do Carisma na Cidade Maravilhosa atingir aquela região e completar um ano de missão, dois jovens dispostos a fazer a vontade de Deus receberam no dia 1º de abril, a resposta de ingresso na Comunidade de Vida. Ana Carolina Oliveira e Pedro Rufino vivem esse momento de grande alegria junto a Comunidade. Em um transbordamento do carisma, percebem-se necessitados de anunciar ao mundo a certeza da Ressurreição de Cristo e do Amor de Deus pela humanidade. Eles fazem parte do grupo de 56 missionários que a missão do Rio envia para outras cidades do Brasil e do mundo. Pedro Rufino conta sobre sua experiência com Deus, e a descoberta de sua vocação em sua juventude. “Aos 16 anos de idade, tive minha primeira experiência com Deus no momento de efusão do Espírito Santo, em um retiro. Com o passar do tempo, fui conhecendo a Deus, a Santa Igreja, a história dos santos, e descobri que cada um tinha uma vocação específica. Isso me inquietou, pois queria saber qual era o meu lugar na Igreja. Certa vez em uma adoração, olhei para a imagem de São Francisco de Assis, que estava ao lado do altar, e lembrei de sua pergunta á Deus: Senhor, o que queres que eu faça?”. Saí dali com a grande certeza de que minha vida estava sendo conduzida por Deus. Na semana seguinte, por providência de Deus, toda minha família viajou, e eu fui para Fortaleza, com o intuito de aproveitar as férias. Mas ao chegar, conheci o Hallelluya, onde tive minha experiencia com o carisma. Quando voltei para o Rio não quis outra coisa, a não ser estar no Shalom. Nesse mesmo ano de 2012, aconteceu o CJS (Congresso de Jovens Shalom) aqui no Rio, no momento de adoração tive uma profunda experiência em que Deus me pedia para olhar para algo que era meu, quando ouvi aquela voz, escutei, e obedeci. Ao olhar em uma certa direção, consegui enxergar um grupo de consagrados da Comunidade. Naquele momento tive a graça de sentir o chamado, à vida consagrada e pude reconhecer meu lugar. Agora aos 18 anos, ingressei na Comunidade de Vida e estou indo morar na missão de Araraquara, em São Paulo”. Com 17 anos de idade, a estudante e bailarina Ana Carolina partilha sobre sua descoberta vocacional e sua oferta. “Aqui deixo minha família, amigos e o meu ensino médio, que irei terminar dentro da Comunidade”, conta. “Deus já me inquietava desde a minha primeira experiência com o Amor dEle no final de 2010 para servi-lo, comecei a buscar mais, me aprofundar nesta experiência com Ele, e foi então que no final de 2011 eu já sabia que eu tinha uma vocação, descobri isso em um retiro de jovens da minha paróquia de origem e sabia que Ele queria mais de mim, fui fazendo outros retiros, e passei um tempo participando da Fraternidade O Caminho, cresci muito espiritualmente, mas faltava algo. Foi então quando por um bendito convite de um amigo meu, Pedro Rufino, eu fui para o Acamp’s Rio 2013. Quando eu coloquei os meus pés naquele lugar, vi ali tudo que eu procurei em qualquer outro lugar, e aí Deus só veio me confirmando que eu já tinha me encontrado e que eu era Comunidade de Vida, pois quando eu quis ser religiosa o que me atraía era a vida de oração parada e o silêncio para a escuta da Voz de Deus de algumas congregações e a radicalidade, o ir em missão, a vida fraterna em outras. Mas quando eu me deparei com os dois estilos de vida da Comunidade, parecia que eu me encaixava como numa “forminha” da Comunidade de Vida. No mesmo ano, comecei a trilhar um caminho vocacional. Quando eu perguntei a Deus porque Ele tinha me chamado aos 14 anos e me feito me descobrir com 16, Ele simplesmente me disse que Ele tinha pressa de mim, como a humanidade tem pressa de ser feliz. Minha mãe, Eliane Oliveira, sempre me ajudou muito a trilhar este caminho me dizendo a todo tempo que valia a pena dar tudo para Deus. Ela que já ofertou meu irmão, que é seminarista, e agora me oferta para Deus também. Vale a pena deixar tudo por Deus, tudo devolver a Ele e nos devolver a Ele a serviço da humanidade em forma de gratidão”.

Missão Shalom em Recife celebra seus 12 anos

Morrer com Cristo para viver com Ele, esse foi o convite que o Pe. Fábio José fez à missão da Comunidade Shalom em Recife, na missa em ações de graças pelos 12 anos da chegada do carisma na cidade. “Quem vive essa experiência de morte Dele (Jesus) para ter vida, porque a vida brota daqui, é da morte que ela brota. Por isso os estatutos dizem: Ele passou pela cruz. Os estatutos são fidelíssimos. A Comunidade é da ressurreição, mas ninguém vai ressuscitar sem morrer. E a comunidade aqui precisa morrer!”, disse. “Eu preciso matar o meu eu, que me impede de fazer o que Deus quer. (…) Morrer para o que mais?  Morrer para a acomodação. É o que está matando Igreja hoje e pode estar matando a vida, os 12 anos dessa comunidade! A acomodação que me impede de fazer o que está lá no estatuto: evangelizar! É o carisma dessa comunidade. Se eu estou aqui acomodado, eu preciso matar a acomodação!”, completou o padre. Após a celebração eucarística, a comunidade fez um momento de convivência para comemorar. Enquanto a lanchonete servia comida italiana, era exibido um vídeo de testemunhos de pessoas que passaram e ainda fazem parte da missão. Entre testemunho e outro, as risadas e os comentários se seguiam animados. Para muitos, foi um momento de saudosismo e contentamento. Para finalizar, o partir do bolo e as conversas ainda em tom de comemoração. Os mais antigos contavam histórias da missão enquanto os outros escutavam atentamente. Entre os recém chegados na comunidade, o sentimento era o de que vale a pena dar a vida pela evangelização. Confira, na íntegra, a homilia do Pe. Fábio José..

Processo pedagógico na evangelização dos jovens

O bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, relembra em carta aos párocos e responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil, duas pistas de ação para os trabalhos das expressões juvenis e regionais da CNBB nos próximos anos. De acordo com o bispo é necessário priorizar atividades cativantes e criativas, por meio de um processo pedagógico com as juventudes.    “A Igreja se sente desafiada a trabalhar junto aos jovens a partir de um consistente ‘processo pedagógico’: planejamento, ações concatenadas, etapas, objetivos, prioridades, estratégias etc”, disse o bispo. Confira a íntegra do texto: Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil “Jesus foi ao encontro delas, e disse: ‘Alegrai-vos’” (Mt 28,9) Que época bonita esta da Quaresma-Semana Santa-Páscoa! Quanta “santa” agitação! Quanta animação e profundidade! Mais do que a experiência significativa de traçarmos um caminho rumo a Jesus nos alegramos ao perceber que a iniciativa primeira do encontro parte dele mesmo, como vitorioso, para nos anunciar o Evangelho da Alegria! Inúmeras Comunidades sabem aproveitar deste importante momento como ocasião muito favorável para envolver nossos adolescentes e jovens nas diversas atividades. Parabéns se a sua Comunidade é uma destas! Você não imagina o impacto positivo que isto gera na vida deles! Este momento intenso de espiritualidade cristã tem uma força incrível de atração e envolvimento dos jovens: liturgias, encenações da Via-Sacra, retiros, arrumação de ambientes, gestos concretos de solidariedade, iniciativas ligadas à Campanha da Fraternidade, celebração da Jornada Diocesana da Juventude no Domingo de Ramos, etc. Saber cativar e envolver nossos jovens na dinâmica da vida pastoral, desde as pequenas coisas, é sinal de sabedoria de quem tem a responsabilidade de conduzir o povo de Deus. Nossa Igreja é rica de ocasiões propícias que, uma vez adaptadas à cultura juvenil, proporcionam tanto o crescimento da paixão do jovem por Jesus Cristo e pela Igreja, quanto o rejuvenescimento da Comunidade que é chamada à constante conversão. Neste sentido, a Pastoral Juvenil exercida de diversos modos pelo país, defende a ação evangelizadora que se sustenta numa pedagogia organizada. Para nós não basta promover atividades “para” os jovens ou “com” os jovens! Em nosso contexto cultural que cada vez mais exige capacitação e seriedade nas várias áreas, a Igreja se sente desafiada a trabalhar junto aos jovens a partir de um consistente “processo pedagógico”: planejamento, ações concatenadas, etapas, objetivos, prioridades, estratégias, etc. O Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, ocorrido em dezembro passado, ao aprofundar a 3ª. Linha de Ação – PEDAGOGIA DA FORMAÇÃO – definiu assim as duas PISTAS DE AÇÃO para todas as expressões juvenis e Regionais da CNBB nestes próximos anos: 1º. Tornar nossas atividades cativantes e criativas, utilizando-se da pedagogia de Jesus, para proporcionar o encontro pessoal com Ele. 2º. Elaborar um processo pedagógico com as juventudes, inspirados nos documentos da Igreja, contemplando espaços de vivência e partilha, respeitando a complexidade do mundo juvenil e sua linguagem. Se o primeiro ponto acima nos provoca a repensarmos nossas ações para que elas sejam mais atraentes e envolventes, o segundo ponto nos recorda que estas ações devem obedecer a um processo pedagógico. Dizem ainda estas Pistas de Ação que a criatividade deve se espelhar na pedagogia de Jesus, respeitar o contexto juvenil e ter uma linguagem jovem. Será que nosso serviço às juventudes tem considerado estes elementos? No que podemos e devemos melhorar? Pergunte aos jovens e eles mesmos poderão ajudá-los nesta resposta! Com relação ao princípio da PEDAGOGIA DE FORMAÇÃO nossos documentos e prática nos solicitam: 1. Conhecer (estudar) a fundo as prioridades, ações e posturas pedagógicas de Jesus Cristo (cf. Zaqueu – Lc 19,1-10 ; Discípulos de Emaús – Lc 24,13-35, Nicodemos – Jo 3,1-21, Mulher Samaritana – Jo 4,1-42); 2. Verificar se nossos projetos aos jovens realmente estão conduzindo-os para o encontro significativo com Jesus Cristo, ou são simplesmente “passatempo e entretenimento religioso”, alimentando, inclusive, espiritualismos, ideologias, fugas, revoltas, descompromissos, etc. 3. Organizar um Plano de Evangelização, prático e simples, a partir do protagonismo das diversas expressões juvenis e com clareza de objetivos, análise da realidade, ações significativas, envolventes e concatenadas; 4. Ter clareza do que se quer em cada fase da vida formativa dos jovens em nossos ambientes: catequese, grupos, eventos, etc. 5. Articular uma proposta evangelizadora própria para a realidade e a idade do adolescente, diferenciando-o dos jovens; 6. Desafiar a criação de, no mínimo, 1 Grupo de Jovens em cada Comunidade e acompanhar o processo de sua implementação; 7. Promover eventos de massa, principalmente a Jornada Diocesana da Juventude (Domingo de Ramos) e o Dia Nacional da Juventude (último Domingo de outubro), aproveitando destas ocasiões para desenvolver o protagonismo juvenil na sua preparação, execução e continuidade; 8. Conhecer a singularidade da cultura juvenil com suas linguagens, necessidades e desejos, a partir de palestras, debates, cursos, pesquisa de campo, visitas missionárias. Quem é o jovem que está conosco? Quem é o jovem ao qual queremos atingir com nossa proposta pedagógica evangelizadora? 9. Ousar mais em iniciativas que valorizem as expressões culturais juvenis: teatro, esporte, arte, dança, coreografia, grafite, paróquias, bandas, favorecendo, assim, outros espaços e momentos específicos além das missas. 10. Promover iniciativas de voluntariado juvenil, como importante instrumento pedagógico para o desenvolvimento da corresponsabilidade social e da caridade cristã. “Essa juventude possui um grande potencial. Para abrir a porta deste potencial e deixar desabrochar o idealismo e o espírito de doação natural do jovem, há necessidade de uma chave pedagógica. Trata-se do conjunto de métodos usados que envolvem a maneira de ser, de viver e de comunicar-se dos agentes de evangelização” (Documento 85 da CNBB, n. 144). O Ressuscitado, que nos abriu as difíceis portas do paraíso, abra ainda mais nossas Comunidades para acolher os jovens em vista de ajudá-los na abertura de seu coração para a vontade de Deus e o projeto do Evangelho. O abraço carinhoso e a pedagogia maternal de Maria nos protejam e nos auxiliem a traçar para os jovens um

Retiro do Pastoreio

Shalom de Parnaíba realiza Feijoada da Paz

No último domingo (23), a missão do Shalom em Parnaíba (PI) realizou a Feijoada da Paz, no Clube do Verdinho. Esse evento teve como objetivo promover a unidade e a convivência entre membros dos grupos de oração. Pessoas que estavam participando de atividades no clube puderam conhecer o Carisma Shalom por meio da música e da convivência daqueles que lá estavam. Em média, participaram cerca de cem pessoas.

10 dicas sobre evangelização ensinadas pela Irmã Cristina no ‘The Voice’

“Porque Deus não nos deu um Espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação” (II Tim 1,7) A apresentação da Irmã Cristina Scuccia no “The Voice” foi uma verdadeira aula de evangelização para atingir o homem de hoje. Veja porque: A – O senso de oportunidade e de coragem de sua comunidade que intuiu como vontade de Deus que a irmã Cristina saísse de sua zona de segurança e fosse participar de um evento que, em principio, seria um dos últimos lugares onde uma freira deveria ir, ainda por cima para cantar para um público exigente e livre que se expressa de forma muito espontânea, podendo sair pela culatra a tentativa ou ser o que foi: Impactante e surpreendente! B – A escolha de uma música não religiosa como ponto de encontro para o diálogo com uma audiência que não estaria preparada nem na expectativa para ouvir algum hino religioso. Aprendemos que precisamos sempre pedir a Deus sabedoria para encontrar pontos em comum com as pessoas a serem evangelizadas (sempre é possível partir de algo que seja comum a nós como humanos, sem necessariamente, em princípio, partir de algo religioso). Isso significa uma estratégia de aproximação para, pouco a pouco, conduzir a pessoa ao encontro com Cristo. Não valorizar os pontos que nos separam, mas os pontos de convergência, os pontos que nos unem. Isso precisa ser aplicado para audiências mais hostis e resistentes, como parecia ser o caso ali. Ao abrir a porta de diálogo, posso ouvir e falar a mensagem com empatia e assim atingir corações. C- O conhecimento e o reconhecimento dos dons que cada pessoa tem para evangelizar. A confiança de enviar uma pessoa que a comunidade sabia que tinha como cumprir a missão porque possuía o dom para isso. Devemos evangelizar a partir dos nossos dons, do canto à escrita, sem inveja dos dons dos irmãos, mas sermos fieis a esse chamado e termos a confiança de que Deus vai conosco. TODO mundo pode evangelizar segundo o chamado especifico que o Senhor faz a cada um. D- Ela se apresentou como freira, com roupa de freira, algo que poderia ser rejeitado pelo público, mas que funcionou como catalisador para atraí-lo. Não devemos deixar de ser quem somos para evangelizar. Era uma freira orgulhosa de ser freira e que compreendeu exatamente o que São Paulo quis nos dizer quando falou de “Ser fraco para ganhar os fracos”. Partindo de sua apresentação: 1. Atreva-se a ir ao mundo sem perder de vista sua identidade e aquilo que expressa sua escolha de vida. O mundo não espera que sejamos aquilo que não somos, mas que sejamos capazes de falar a seus corações, sem condenação, mas com acolhida e simplicidade. Para o mundo, estranho seria uma freira não vestida como freira, pois tiraria uma das formas que expressam seu pertencimento a Deus e a Igreja. Suas sapatilhas também evangelizaram e reforçaram a imagem visual de uma mulher de Deus. 2.  Não tenha medo de evangelizar e de falar em uma linguagem que o mundo entenda, ao mesmo tempo em que sua própria vida seja a mais forte mensagem. Falar a linguagem que o mundo entende tem a ver com a forma e não com o conteúdo. Dê o que ‘mundo’ precisa, não o que o ‘mundo quer’, mesmo que no início pareça que não haja diferença entre as duas necessidades. 3 – Seu testemunho de ir ao encontro das periferias existenciais para falar do amor de Deus pegará as pessoas (que nunca imaginaram que você fosse ao encontro delas) como uma absoluta e agradável surpresa. 4 – No caminho, você nunca deve ir só, mas enviado por sua comunidade, que estará a seu lado para apoiá-lo e animá-lo na missão evangelizadora. Assim, você será sustentado pela oração e pela entrega de vida ao Senhor que o envia. 5 – Deixe-se usar como instrumento de Deus e surpreenda aqueles que vivem como se Deus não existisse. Diga-lhes o quanto são amados, não se deixe impressionar por sua imagem e aparência, porque Deus sonda os corações. Os que menos pedem são os que mais precisam! Ame a todos, olhe nos seus olhos. “Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação” (Mário Quintana). 6. Use os dons que Deus lhe deu para a glória Dele e se entregue à missão com paixão e parresia: “Sim , sou real, sou uma freira de verdade. Eu tenho um dom e eu o partilho com os outros”, disse a freira quando perguntaram se ela era, de fato, o que aparentava ser. Ela não demonstrou nenhum desconforto com os avaliadores e escolheu, a meu ver, a pessoa mais amada, aquele que disse de si mesmo que era o “diabo” e que vai caminhar com ela durante todo o programa. Talvez até ele não achasse que fosse o escolhido, mas Deus o quis! 7 – Responda ao envio da Igreja. Ela disse, referindo-se ao Papa Francisco: “Ele tem nos convidado a sair para evangelizar, e é isto que eu estou fazendo! Deus não tira nada e nos dá tudo”. Ela não teve medo de dizer que sua missão era essa. Ela estava em sintonia com o que Deus pede hoje à Igreja através do querido Papa Francisco. 8- Seu semblante deve sempre irradiar a alegria e a humildade de quem tem algo a dar, sem passar a imagem de “dono da verdade” ou da arrogância da salvação que afasta as pessoas que se sentem, assim, prejulgadas. O mundo fica sempre surpreendido quando nosso primeiro discurso é permeado de misericórdia e amor. No fundo, ele sabe onde está a verdade e a quer, mesmo que não saiba disso ainda. 9- Não tenha medo de ir ao encontro das pessoas e parta da realidade delas para conduzi-las à Verdade de Cristo. Faça-as a perceber que o que elas procuram se encontra em Jesus Cristo. Sua capacidade de ultrapassar seus próprios preconceitos sinaliza para elas também saírem de suas zonas  de conforto onde nada de novo acontece e

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