“O Renascer é para nós como a árvore de Zaqueu”

O primeiro momento de pregação do Renascer Natal neste sábado foi conduzido pelo Padre Denys Lima missionário da Comunidade de vida em Fortaleza.  Com o tema: Há mais alegria na misericórdia de Deus, ele falou sobre o amor misericordioso de Deus. Fazendo uma comparação com a parábola da ovelha perdida, do filho pródigo e da mulher que reencontra a dracma, o Padre explicou que assim também é o amor de Deus por nós. “É feita uma festa no céu, Deus faz uma festa quando os seus filhos retornam ao seu encontro”, citou o Padre. Ele abordou também sobre o que nos impede de contemplarmos o amor de Deus e Sua presença em nós. Para ele, o pecado nos deixa cegos e distantes de Deus. Usando a passagem do encontro de Zaqueu com Jesus, Pe. Dênis explicou que é necessária uma abertura, um esforço e que o Renascer para nós é como a árvore que Zaquel subiu para ver Jesus. Encerrando com uma oração, os participantes do Renascer puderam ter essa experiência com a misericórdia de Deus, segundo Pe. Dênis, voltando a sentir a presença deste amor que nos dá a vida e nos mantém nela. Por Gabriela Medeiros

Pesquisa sobre as famílias revela sofrimento e exclusão

Os 69 cardeais e 150 prelados reunidos em Consistório com o Papa Francisco na semana passada analisaram parte das respostas à pesquisa enviada às dioceses do mundo sobre a família. Em entrevista ao L’Osservatore Romano, o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, cardeal Lorenzo Baldisseri, afirmou que as respostas demonstram “muito sofrimento” daqueles que não se sentem parte da Igreja. “As respostas apresentam muito sofrimento, sobretudo da parte dos que sentem excluídos ou abandonados pela Igreja por se encontrarem num estado de vida que não corresponde à sua doutrina e à sua disciplina”, disse o cardeal Lorenzo Baldisseri. De acordo com o boletim da Sala de Imprensa divulgado ontem, 26 de fevereiro, o índice de retorno foi considerado altíssimo.  “O projeto de resumo das respostas recebidas foi apreciado por unanimidade. A partir dele, temos a voz da Igreja em todos os seus componentes e a variedade de situações contextuais, no que diz respeito à urgência de proclamar o Evangelho e dar um novo impulso da família e sobre os desafios e as dificuldades associadas com a vida familiar e suas crises potenciais”, revela o documento. A partir da análise da pesquisa, será realizado o Sínodo dos Bispos em outubro deste ano e de 2015.  Durante o Consistório, o Papa Francisco demonstrou que deseja que a Igreja desenvolva uma nova pastoral familiar, “inteligente, corajosa e cheia de amor”. “Hoje, a família é desprezada, é maltratada, pelo que nos é pedido para reconhecermos como é belo, verdadeiro e bom formar uma família, ser família hoje; reconhecermos como isso é indispensável para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”, disse em seu discurso de abertura dos trabalhos do Consistório. Pesquisa brasileira também foi analisada no Consistório A pesquisa brasileira também faz parte do documento analisado pelos cardeais e bispos. O documento, que reúne as respostas das famílias brasileiras, foi enviado pela Comissão para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo um dos organizadores da pesquisa, padre Rafael Cerqueira, a pesquisa foi feita com uma amostragem escolhida pelas dioceses brasileiras. Entenda a metodologia usada na pesquisa do Brasil aqui. Link: http://www.aleteia.org/pt/religiao/entrevistas/brasil-envia-pesquisa-sobre-familias-ao-vaticano-6463966381342720 Fonte:  Aleteia  

O Reviver foi o ponto de partida para a grande restauração que nossa família necessitava

O Reviver de 2002 foi o ponto de partida para a grande restauração que nossa família necessitava. Apesar de sermos ambos de família católica e de participarmos com alguma regularidade das missas dominicais estávamos separados há 03 meses, após 03 anos de matrimônio e um filho de 2 anos. Os dois completamente perdidos no mundo do pecado, do adultério, sem perspectivas de uma vida verdadeiramente feliz. Foi quando Deus conduziu a minha esposa Maisa a participar do Reviver.  No segundo dia do evento, durante uma adoração ao Santíssimo, houve uma proclamação da libertação de um homem que amava muito a família e estava separado dela. Eu estava em casa, sem nada saber, e no mesmo momento senti uma paz muito profunda e naquele dia não participei do carnaval como estava programado. À noite encontrei com Maisa e conversamos sobre o ocorrido e apesar de não me identificar muito com a renovação carismática nem com a Comunidade Shalom, havia realmente sido tocado  pela intercessão da minha esposa  mesmo estando em casa e me dispus a ir ao Reviver no dia seguinte. Quando o Reviver terminou estávamos os dois eu e meu esposo Carlos muito tocados por toda aquela vida nova que havia sido apresentada a nós. Deus colocava novamente nos nossos corações o desejo de reconstruir a nossa família, desejo que já não existia em nenhum dos dois. Não sabíamos como isso tudo se daria, mas buscamos ajuda entre os membros da comunidade que nos acolheram, nos acompanharam e aos poucos Deus foi realizando uma grande obra de salvação nas nossas vidas. Hoje somos consagrados na Comunidade de Aliança Shalom, eu fiz minhas promessas definitivas no carisma após 11 anos desta experiência e temos 4 filhos lindos, abençoados por Deus. Somos muito gratos a Deus por tanto amor derramado sobre nós no Reviver e por gratidão, este ano já estamos no décimo segundo Reviver em que servimos ao Senhor para que outras pessoas tenham esta grande experiência, e outras famílias sejam também resgatadas. Só nos deixando atrair pelo Senhor, podemos experimentar toda Paz que Ele tem para nos dar.   Carlos  e Maisa Ramalho Consagrados na Comunidade de Aliança Shalom – Salvador

Brasil envia pesquisa sobre famílias ao Vaticano

A III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo Papa Francisco para 5 a 19 de outubro, vai analisar os resultados das pesquisas feitas com leigos de todas as dioceses do mundo. O objetivo é detectar os principais desafios para a evangelização das famílias no contexto atual. A assembleia vai contar com a participação de bispos representantes das Conferencias Episcopais, além de sociólogos, antropólogos e médicos especialistas em questões ligadas a família. ALETEIA entrevistou o Pe Rafael Cerqueira Fornasier, assessor nacional da Comissão E. P. para a Vida e a Família da CNBB, que organizou o documento enviado ao Vaticano com os resultados da pesquisa nas dioceses brasileiras. Confira a entrevista. Qual foi a metodologia adotada nas pesquisas feitas no Brasil? Assim que a presidência da CNBB recebeu o comunicado da Secretaria do Sínodo, ela se dirigiu aos bispos do Brasil, a fim de que as nossas Igrejas particulares dessem sua contribuição, pedindo que o Documento preparatório fosse estudado em todas as Dioceses, nas Paróquias, Comunidades, Institutos Superiores de Formação, Seminário etc. Orientou-se também para que cada Igreja particular realizasse uma síntese das respostas e observações e a enviasse ao Secretariado Geral, para que este, por sua vez, pudesse sintetizar as contribuições vindas das Igrejas particulares e enviá-la à Secretaria do Sínodo, que procederá, então, à elaboração do Instrumentum laboris (documento de trabalho) para o Sínodo extraordinário. Contudo, muitas foram as contribuições de paróquias, grupos, padres e leigos enviadas diretamente. Pode nos informar os números de leigos que participaram e as parciais, porcentagens? Não temos como mensurar, em números exatos e em porcentagem, a participação dos leigos na elaboração das respostas ao questionário. Contudo, os textos enviados, quase na sua totalidade, indicavam que a metodologia de trabalho empregada na diocese ou na comunidade paroquial, envolveu os leigos: membros da Coordenação de Pastoral da Diocese, dos Conselhos Paroquias de Pastoral, de várias pastorais, movimentos, serviços etc.. Contou-se, quase sempre, com uma significativa contribuição da Pastoral Familiar e de tantos outros movimentos e serviços familiares na realização de um trabalho conjunto com o clero. Ou seja, embora não se tenham números exatos, percebeu-se ampla e significativa participação na elaboração das respostas ao questionário. A CNBB pretende fazer uma ação de evangelização local a partir do resultado? Não há dúvidas que as respostas ao questionário, que foram enviadas à CNBB e que continuam sendo enviadas, constituem um importante material de trabalho para o futuro da ação evangelizadora no âmbito da família. No entanto, como nesta fase de preparação para o Sínodo, o objetivo foi de realizar um levantamento das diversas situações elencadas no questionário, elaborando assim o status quaestionis, será necessário avançar juntamente com a Igreja universal, através dos trabalhos desse Sínodo extraordinário e do Sínodo ordinário em 2015, a fim de se tirar conclusões acertadas que orientarão o trabalho da Igreja no Brasil e no mundo com e em favor da família. O resultado surpreendeu a Comissão? Quanto à participação das Igrejas particulares, o resultado, de fato, é extremamente significativo. Houve uma participação bem maior do que a do Sínodo sobre A Nova Evangelização para a Transmissão da Fé. Quanto às respostas, deve-se salientar a grande convergência do conteúdo das mesmas. Diante das respostas, na sua opinião, qual seria o maior desafio para a evangelização das famílias no Brasil? É sempre difícil apontar o “maior desafio” para a evangelização da família de forma genérica, pois há muitos desafios, variáveis em função das idades, das regiões e das situações das próprias famílias. Contudo, poder-se-ia dizer que temos diante de nós a grande missão de continuarmos apresentando a Boa-Nova da família às crianças, aos jovens e aos adultos como uma proposta que responde, mais adequadamente, aos anseios profundos do coração do homem e da mulher e às suas necessidades pessoais e sociais, de modo criativo, atraente, convincente e alegre. Fonte: Aleteia

“Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher?

Pergunta que o portal da Câmara dos deputados do Brasil incluiu em uma enquete nesta terça-feira (11): “Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?” O intuito – de acordo com o Portal Câmara – é avaliar se os cidadãos são favoráveis ou contrários ao conceito incluído no Projeto de Lei 6583/13 que cria o Estatuto da Família. O texto do Projeto de Lei define “entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”. O Deputado Anderson Ferreira explicou no texto da proposta que “Uma família equilibrada, de autoestima valorizada e assistida pelo Estado é sinônimo de uma sociedade mais fraterna e também mais feliz.” “A proposta que ora ofereço – continua o texto – pretende ser o ponta pé inicial de uma discussão mais ampla a ser empreendida nesta Casa em favor da promoção de políticas públicas que valorizem a instituição familiar.” No último dia 5, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, criou uma comissão especial para analisar a proposta. Os líderes partidários deverão indicar os integrantes da comissão, que será formada por 23 deputados titulares. No começo da manhã desta sexta-feira o site mostra que 153.745 votos já foram computados, dos quais 79.453 votaram “sim” e 73.693 votaram “não”. PARA PARTICIPAR DA ENQUETE ACESSE O PORTAL DA CÂMARA OU clique aqui.   Fonte: ZENIT

Bélgica e a eutanásia de crianças

O país já legalizou a eutanásia de adultos, mas está prestes a aceitar a eutanásia de crianças nesta quinta-feira A Bélgica, um dos poucos países que legalizou a eutanásia, poderá adotar, esta semana, a medida sem precedentes de abolir as restrições de idade nesta matéria, permitindo que qualquer pessoa solicite a morte assistida – o que estenderia este direito às crianças. Parece que o projeto de lei tem um amplo apoio no país. Mas também provocou uma intensa oposição dos seus detratores, entre eles uma lista de pediatras e pessoas de todos os setores que organizaram protestos nas ruas, diante do temor de ver crianças vulneráveis persuadidas a inclinar-se pela irreversível opção. Os que defendem a medida, como o pediatra Gerland van Berlaer, acreditam que a eutanásia é um ato de compaixão que precisa ser adotado. Segundo o médico, a lei será suficientemente específica, a ponto de ser aplicada somente às crianças e adolescentes em estados avançados de câncer ou que sofrem uma dor insuportável. A lei atual exige que se respeite o curso natural da vida ou que se espere até que a pessoa cumpra 18 anos e possa pedir a eutanásia. “Estamos falando de crianças que realmente chegaram ao final da sua vida. Não é questão de ter anos ou meses de vida: sua vida acabará de qualquer maneira”, disse Gerland, diretor de uma clínica na unidade pediátrica de terapia intensiva do Hospital Universitário de Bruxelas. “O que elas nos pedem é: não me deixem partir de maneira terrível, horrorosa; deixem-me ir como um ser humano e enquanto ainda tenho minha dignidade”, acrescentou. Em dezembro passado, com 50 votos a favor e 17 contra, o Senado belga aprovou uma emenda à lei sancionada em 2002 sobre a eutanásia, para que ela também seja aplicada a menores de idade, mas somente sob algumas circunstâncias. Estas incluem a autorização dos pais e a exigência de que o menor que deseja a eutanásia demonstre “capacidade de discernir”, passando por psiquiatras e psicólogos. A câmara dos deputados, a outra câmara do parlamento, debateu sobre a proposta na quarta-feira e votará na quinta. Prevê-se que a medida seja adotada. O rei Felipe, chefe de Estado constitucional da Bélgica, deve assinar a lei, a fim de que entre em vigor em breve. Até agora, o monarca de 53 anos e pai de 4 filhos não assumiu uma posição publicamente, mas seu porta-voz, Pierre De Bauw comentou que isso não é incomum. “Nós nunca fazemos comentários sobre as legislações debatidas no parlamento”, destacou De Bauw. Uma pesquisa de opinião mostrou que 75% dos belgas aprova o projeto de lei. Fonte: Aleteia / Associated Press

Caminho da Paz: um testemunho de família

“Somos vocacionados da Comunidade Católica Shalom há três anos. Conhecemos a primeira Missão do Shalom em Aparecida, casa da nossa mãe. Assistindo ao institucional, pela primeira vez, sentimos um grande apelo de Cristo ao nosso coração: o de descobrirmos a nossa vocação. Desde então, iniciamos o vocacional na Missão de Santo Amaro no ano de 2010, missão distante 120 Km da nossa cidade, porém a mais próxima. No ano de 2012, tivemos uma grande graça de iniciarmos no primeiro grupo de oração em Votorantim , Grupo João Paulo II, onde trilhamos o Caminho da Paz na fase Filotéia. Éramos noivos, nos casaríamos no dia 11 de agosto de 2012. Havíamos feito uma escolha, em nosso relacionamento, desde o dia do nosso noivado, o de sermos totalmente abertos à vida no nosso matrimônio, através do Método de Ovulação Billings. Chegando próximo ao nosso casamento, o Senhor, por meio das nossas orações e relacionamento que ia se estreitando cada vez mais, principalmente através do Caminho da Paz e Eucaristia diária, começou a colocar em nosso coração o desejo que Ele tinha de nos presentear de forma única, logo no início de nosso casamento, nos dando um filho. Percebemos que Deus nos chamava a sermos seus amigos, e que confiava a nós o bem mais precioso que Ele tem na terra: os seus filhos. Nos casamos e, hoje, estamos com a nossa filha Maria Clara, Maria em honra à Grande Mãe de Deus, e Clara, porque foi a data que Nossa Senhora nos deu para nos casarmos, o dia de Santa Clara. Deus não só nos deu a filha, como também nos disse o nome que deveríamos dar a ela. Deus se tornou nosso amigo de forma muito concreta, nos gestos, no diálogo, na companhia, na oração. Terminando o caminho, na fase Filotéia, Deus deu a graça de se iniciar, aqui em nossa cidade, a Obra Shalom de Votorantim. Hoje, conta com um grupo na fase Kerigma, e um grupo de iniciantes, do qual somos pastores. Através do Caminho da Paz, pudemos dar passos firmes em direção à vontade de Deus para as nossas vidas. Morremos para a nossa vontade e hoje colhemos os frutos de forma abundante na obra, nas amizades, na nossa vida. Vale a pena ter Jesus como nosso melhor amigo. Somos Shalom e nosso sim à vocação, à vida e a Deus será para Sempre!” Letícia e Adriano, pais de Maria Clara Vocacionados Shalom Difusão da Obra em Votorantim – SP

Nota de falecimento

É com grande pesar que informamos que nessa semana (04/02) faleceu Manoel Pedro Paulino de 68 anos, pai de nossa irmã da Comunidade de Vida Alcineide Paulino em um acidente de carro na cidade de Mossoró (RN). Com nossas orações e prestando auxílio à família, pedimos que todos se unam em oração neste momento junto a Missão de Macapá. A missa de sétimo dia será celebrada na Missão de Mossoró no dia 11/02.

Como evangelizar os meus filhos?

Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os mandamentos e os sacramentos. Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina… Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese. Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor – estudo – religião. Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço. Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.” Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã. Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros. Hoje temos boas emissoras religiosas. A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela. Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro “O Pequeno Príncipe”: “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”. Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais. Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes. Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”. Felipe Aquino / Fonte: Aleteia

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