Coreia do Sul quer reunir famílias separadas

A presidente da Coreia do Sul propôs nesta segunda-feira dar continuidade aos reencontros das famílias separadas pela guerra entre as duas Coreias, manifestando a esperança de que esse programa humanitário melhore os laços entre o Norte e o Sul. A proposta veio em meio às tensões que persistem na Península Coreana, causadas pela retórica inflamada de Pyongyang e pelas ameaças de guerra nuclear do ano passado. As duas Coreias tinham planejado realizar reencontros de famílias em setembro, pela primeira vez em três anos, mas Pyongyang os cancelou no último minuto. A presidente sul-coreana Park Geun-hye, em entrevista coletiva televisionada, afirmou que gostaria que as reuniões familiares ocorressem no Ano Novo Lunar, no final deste mês, para “sanar os corações feridos”. Ela espera que as duas Coreias deem um novo impulso à melhora das suas relações mediante esses reencontros familiares. Park planeja expandir os intercâmbios civis intercoreanos, além de aprovar o envio de mais ajuda humanitária para a Coreia do Norte. A Coreia do Sul enviou uma mensagem à do Norte propondo negociações para retomar os reencontros familiares. Milhões de pessoas foram separadas desde o armistício que, embora tenha dado fim à Guerra da Coreia (1950-1953), nunca foi transformado de fato em um tratado de paz. Os reencontros familiares são profundamente comoventes. A maioria dos cidadãos que se reúnem com os seus parentes do outro lado da fronteira estão na faixa dos 70 anos ou mais e têm grande anseio por ver os entes queridos antes de morrer. Via de regra, as duas Coreias impedem os seus cidadãos comuns de se corresponderem, telefonarem ou enviarem e-mails para cidadãos do país rival. O líder do Norte, Kim Jong Un, fez um discurso na semana passada em que, ao mesmo tempo, pedia melhoras nas relações entre as Coreias e lançava ameaças de uma eventual guerra nuclear. As autoridades sul-coreanas responderam que a Coreia do Norte deve tomar medidas concretas de desarmamento nuclear se de fato quiser melhores relações. O Norte já tinha emitido gestos conciliatórios em sua mensagem de Ano Novo do ano passado, mas, em fevereiro, realizou seu terceiro teste nuclear. O país fez uma série de ameaças de ataques nucleares contra Seul e contra Washington em 2013. A presidente do Sul, Park, declarou que a Coreia do Norte deve agir com sinceridade: “No ano passado, a Coreia do Norte falou em melhorar as relações Sul-Norte na mensagem de Ano Novo, mas vocês sabem muito bem como eles agiram na realidade”, disse ela. Yoo Ho-Yeol, professor de Estudos sobre a Coreia do Norte na Universidade da Coreia do Sul, considera os reencontros familiares uma “prova de fogo” para a melhora das relações entre os dois países. As preocupações com a Coreia do Norte se intensificaram depois da execução de Jang Song Thaek, o antes poderoso tio do líder norte-coreano. Jang foi acusado de traição no mês passado. Autoridades de Seul disseram que Pyongyang pode lançar novas provocações para aumentar a tensão e reforçar a sua unidade interna. Park afirmou que a Coreia do Norte tornou-se “mais imprevisível” ainda depois da execução de Jang e que a Coreia do Sul estudará e se preparará para todos os cenários possíveis. Fonte: Aleteia/ Associated Press

Minha família foi inspiração para o meu encontro com Deus

Meu nome é Jositânia de Araújo Dias, tenho 26 anos, estudo Administração na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), tenho uma filha chamada Evelyn de sete anos. Moro na cidade de Patos/PB e conheci a Comunidade Shalom em 2009, em um Seminário de Vida, onde acabei descobrindo o Carisma Shalom: me senti abraçada pela Comunidade, era lá o meu lugar! Desde criança fui criada nos preceitos da Igreja Católica, ensinado pela minha avó Hilda, mas, como a maioria dos adolescentes, fui me deixando levar pelos prazeres da vida, e me perdendo num mundo de ilusões, onde tudo que eu vivia era passageiro, felicidade de momento. Com 17 anos engravidei e constitui a minha família, e foi nesse momento que começaram os questionamentos, porque, como qualquer família, eu queria que a minha fosse feliz. Mas como ter essa família nos tempos de hoje, onde o que vemos são famílias se destruindo e sendo infelizes, e principalmente quando é constituída por dois adolescentes que estão começando a conhecer a vida?!  Então, com o coração tomado pela maternidade, fui percebendo que só em Deus poderia encontrar essa felicidade: Ele tinha que ser o centro e o alicerce da minha família, firme, onde as tempestades não conseguiriam destruir! Então veio o convite, feito por minha tia Lena, para fazer o Seminário de Vida na Comunidade Shalom, onde tive a oportunidade de conhecer o Amor de Deus. Hoje me sinto a pessoa mais privilegiada do mundo, porque em meio a tantas pessoas eu fui a escolhida por Ele, não por merecimento meu, mas porque Ele me amou, sem perguntas, só me amou. E hoje o que eu tenho a dar em agradecimento a esse Amor Incondicional é a minha vida, começando primeiro por um dos mais belos sacramentos de Deus que é o Matrimônio: entregar a minha união a Ele, ter sua benção, já que a minha família foi inspiração para o meu encontro com Ele. Sei que nós já somos abençoados por Deus, porque quando Ele me escolheu, Ele escolheu também a minha família. Jositânia de Araújo Dias

Sínodo sobre a Família: dioceses preparam síntese do Questionário

Faltam poucos dias para que as dioceses em todo o mundo respondam ao Questionário sobre a família, enviado pelo Vaticano em outubro do ano passado, em preparação ao Sínodo Extraordinário de 2014. O prazo expira em 20 de janeiro. No Brasil, a Diocese de Uberlândia (MG) realiza no próximo sábado, 11 de janeiro, um mutirão para que fiéis leigos, religiosos, padres e diáconos respondam às 38 questões sobre o matrimônio, filhos, convivência, sexualidade e outros assuntos. As contribuições das paróquias de todo o país serão entregues à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que produzirá um documento a ser enviado à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, no Vaticano. Na Itália, as 226 dioceses entregaram suas respostas terça-feira passada. Os 38 quesitos foram discutidos nas paróquias, nos conselhos pastorais e nas coordenações das associações laicais. Na Suíça, os fiéis puderam responder diretamente às perguntas, sem a intermediação de estruturas territoriais da Igreja. E as respostas superaram as expectativas: 23 mil questionários entregues. Já a Associação das mulheres católicas (Katholische Frauengemeinschaft) na Alemanha pede à Conferência Episcopal Alemã que publique os resultados de todas as dioceses para a preparação ao Sínodo. Na Guiné-Bissau, a Diocese de Bafatá já fez sua síntese na terça-feira. A comissão especial da Diocese se reuniu com o Bispo, Dom Pedro Zilli, na cidade de Buba. Na reunião, todos foram unânimes em dizer que, além de dar o seu contributo ao Sínodo, será a própria Diocese, com suas paróquias e missões, a beneficiar, pois valorizando o seu conteúdo, poderá atuar na pastoral familiar de modo muito mais incisivo e realístico. Em 29 de dezembro passado, o Papa assim concluiu a sua oração no Angelus: “Sagrada Família de Nazaré, que o próximo Sínodo dos Bispos possa despertar, em todos, a consciência do caráter sagrado e inviolável da família, a sua beleza no projeto de Deus”. Fonte: Rádio Vaticano 

Jantar Show- Yakissoba

  Que tal aproveitar o feriado em um ambiente familiar, alegre, divertido e com música ao vivo? Venha jantar conosco! Traga sua família, e convide seus amigos! Estamos na Rua Maria Aparecida Anacleto, 199- Jardim Satélite II (Fica próximo da estação de trem Primavera-Interlagos e o Passa- rápido do Rio Bonito) Esperamos você.    

Os contraceptivos orais

Os seres humanos foram criados por Deus notoriamente incompletos. O homem precisa da mulher para se realizar e a mulher precisa do homem também para ser feliz. O homem e a mulher precisam também dos filhos para completar a sua plenitude na família. Os casais têm todos os filhos que podem manter e educar. O número de filhos depende de muitos factores e deveria relacionar-se com a generosidade. As famílias numerosas são uma alegria para a sociedade e para a Igreja. Na minha opinião pessoal, prescindir do outro sexo seria anti-natural num ser humano maduro, a menos que se torne num bem sobrenatural, como sucede com o celibato em nome do Reino. Desde logo, existem motivos de força maior ou imponderáveis que fazem com que uma pessoa não se possa completar com um companheiro. O acto sexual baseia-se numa energia tal que não deixa ninguém indiferente e tem sempre consequências. Une o homem e a mulher de forma incomparável. A sua concretização deve ocorrer num contexto de maturidade, compromisso e exclusividade: o matrimônio. O homem e a mulher dão tudo um ao outro, incluindo a capacidade de gerar novas vidas humanas, o que é positivo. Existem momentos em que, objectivamente, por motivos médicos, sociais, familiares, a responsabilidade dos pais leva-os a evitar um novo nascimento. A possibilidade de tal acontecer já está prevista na “lei natural”. A mulher só é fértil alguns dias por mês. Os métodos naturais de regulação da fertilidade (Billings, sintotérmicos, etc…) permitem utilizar estes períodos inférteis no sentido do casal continuar a manter-se em contacto com as relações sexuais e que com elas superem a impura atracção por outras carnes. O Papa Paulo IV, na encíclica Humanae vitae, adverte que os médicos e o pessoal da área da saúde devem considerar como próprio dever profissional a procura de toda a ciência necessária neste campo para poder dar aos casais que os consultam sábios conselhos e directrizes saudáveis que é o que deles esperam, como é legítimo. Os contraceptivos violentam vários direitos humanos: o direito à vida (nos casos da pílula abortiva ou da pílula do dia seguinte), o direito à saúde (têm efeitos secundários, ao contrário dos métodos naturais), o direito à educação (as pessoas têm o direito de conhecer a sua própria fertilidade) e o direito à igualdade entre os sexos (a carga contraceptiva costuma recair sempre sobre a mulher). Em Julho de 2005, a Agência Internacional para a Investigação do cancro (Lyon, França), da Organização Mundial de Saúde, informou acerca do factor cancerígeno dos contraceptivos orais de estrogénios e progestagénios combinados, baseada nas conclusões de um grupo de trabalho internacional “ad hoc”. Foram classificados como carcinogénios do Grupo I. Lamentavelmente, caros colegas, hoje em dia não somos capazes de proporcionar métodos naturais a todos aqueles que necessitam. As baixas taxas de fecundidade nos países de maioria católica (Espanha, Itália), juntamente com o pouco conhecimento destes métodos, indicam-nos que muitos casais utilizam os métodos artificiais. Se tivermos em conta que se tratam de países relativamente ricos, não se pode dizer que são generosos no número de filhos. Aqui temos um grande desafio. Jamais devemos apagar a chama que foi acendida em nome dos métodos naturais. Infelizmente, a contracepção não é o único desafio da Medicina e da sociedade. Nem sequer somos capazes (nem nós nem o conjunto das nações em geral) de proporcionar meios contra a subnutrição, a malária ou a transmissão vertical da sida. Temos os conhecimentos e alguns meios mas não podemos pô-los ao alcance dos necessitados. Trabalho não falta. Sem julgar os casais que utilizam contraceptivos artificiais – a nossa função não é julgar – não devemos esquecer nunca este dever profissional de oferecer os métodos naturais e de dissuadir dos artificiais. É sinal de progresso compreender bem a natureza e ajudá-la no que é possível. O mundo está inacabado. Temos um trabalho para fazer. E quando o realizamos, o progresso evidencia-se.   José Maria Simón Carta aos médicos católicos de todo o mundo Fonte: fiamc.org

Um milagre em família

Eu me chamo Cátia Cilene. Eu e meu esposo, Manoel Raimundo, somos discípulos de segundo ano da  Comunidade de Aliança Shalom. Conheci o Shalom em um tempo de tribulação, quando meu esposo estava mergulhado no vício das drogas e resolvi buscar ajuda, clamando a Deus em sua infinita misericórdia. Ele veio em meu auxílio. Em uma evangelização “porta a porta” na casa de minha irmã, fui convidada a conhecer o Shalom. Foi quando meu esposo começou a frequentar as noites de oração e aconselhamento. Em uma vigília de adoração a Jesus Eucarístico, ele teve uma forte experiência com amor de Deus, foi então que começamos um rumo novo na nossa história, mas meus questionamentos não acabavam por aí. Não tínhamos filhos, não conseguia chegar ao final de nenhuma gravidez, pois tive sete e todas resultaram em abortos espontâneos. Começamos a caminhar no grupo de casais em 2007. Em 2008, entramos no vocacional. Em 2010, ingressamos no postulantado. Começamos um caminho de grandes descobertas. Em 2008, engravidei novamente e, aos quatro meses, perdi todo o líquido amniótico, mas o bebê continuou vivo. Ao internar-me na maternidade, o médico de plantão procurou meu esposo e pediu autorização para me aplicar um medicamento para induzir um aborto, pois o bebê não tinha mais chance de vida e eu poderia ter uma infecção generalizada que me levaria à morte. Meu esposo buscou forças em Deus e disse “não”, porque permitir isso seria um ato contra sua fé, contra o valor da vida. Três horas depois perdi o bebê, mais uma vez. Foi um tempo difícil. Em 2009, engravidei novamente, era a minha sétima gravidez. Fui às consultas do pré-natal e em uma delas o médico descobriu, através de uma ultrassonografia, a causa das perdas: eu tinha incompetência cervical, ou seja, abertura no colo do útero, que levava ao aborto espontâneo. O médico falava que tinha uma notícia boa, porque acabava o mistério, e outra notícia ruim, porque o colo do útero já estava no processo de dilatação. O procedimento era fazer uma cerclagem, ou seja, a amarra do colo do útero para impedir a dilatação. Mas como já estava dilatando, não tinha muita chance de salvar o meu bebê. Depois do procedimento, dois dias depois da cerclagem, voltei para casa e fiquei esperando, e sempre me voltava para Nossa Senhora, para que me encorajasse e me ajudasse a não tirar os olhos de Jesus e não perdesse a fé, mas sempre acreditasse que Deus estava à frente e que não cabia a mim entender, mas confiar no Senhor e no que Ele tinha para nós. Depois de alguns dias, comecei a passar mal, voltei para a maternidade e, novamente, a minha gravidez foi interrompida no momento em que o médico fazia todos os procedimentos para que eu não perdesse o bebê. Meu esposo intercedia na capela do hospital, pedindo a Deus que Ele fosse à frente, e que eu e nosso bebê estivéssemos em Suas mãos. Que fosse feita a vontade de Deus, porque Deus é fiel, jamais nos abandona. O Senhor colocava no seu coração que Ele era a nossa luz.  Deus seja louvado! Ele nunca nos deixa! Passadas algumas horas, acabei perdendo o bebê. Era uma menina. Mas Deus nos consolava e nos amava diante a dor. Em minhas orações, pedia muito ao Senhor que não me deixasse passar por mais esta dor. Um dia, Ele me deu uma palavra que eu guardei em meu coração e que serviu de sustento e de esperança nos momentos em que eu estava desanimada. Que alegria pelo Seu cuidado e amor! O Senhor me dava a palavra de Isaías 51, 22: “Eis o que diz o Senhor, teu Deus, que toma a defesa de seu povo: vou retirar de tua mão a taça que dá a vertigem, não mais terá para beber o cálice de minha cólera”. Em 2011, tendo as orações da Comunidade, o Senhor começou a falar através das minhas autoridades, dos irmãos e nas minhas orações, sobre filhos que eu teria. Na reciclagem (retiro de 10 dias realizado por membros do Shalom) desse mesmo ano, Deus continuou a falar de suas promessas. Em uma das minhas formações pessoais, Deus falava que realizaria um milagre em minha vida e, no mesmo momento, eu tomei posse e comentei com minha formadora, Verastela, que o Senhor dizia que eu teria um filho, mesmo com minhas limitações. Eu tomava posse de Suas promessas. Um mês depois, descobri que estava grávida de um mês e meio. Aí começou um tratamento, no pré-natal, de gravidez de alto risco. Durante minha gestação, pude ver a mão de Deus sobre cada momento. No quarto mês, foram feitos os procedimentos de cerclagem no colo do útero. Pude viver também de forma muito concreta a providência de Deus em tudo. Ele ia à frente, Ele foi realmente a nossa luz, a nossa única luz. Durante os procedimentos do pré-natal, a médica que me acompanhou, Dra. Cristiane, dizia para mim que Deus faria um milagre na minha vida, que era ter a minha filha e que já tinha realizado outro milagre, quando não permitiu que outras complicações surgissem nas outras gestações devido ao meu sangue e do meu esposo não serem compatíveis. Isso não deixava de ser outra provação a ser superada pela graça de Deus. Em toda a minha gravidez, o que sustentou a mim e a meu esposo foram a oração, a Eucaristia e o rosário. Podíamos perceber o quanto Deus cuida, ama, e nos dá além do que imaginamos. O Senhor nos dava um caminho de abandono em Suas mãos e Nossa Senhora nos ajudava a acreditar, acolher e trilhá-lo. Passaram-se os nove meses e Maria Letícia nasceu linda, cheia de saúde, um dia depois de recebermos a resposta para ingressarmos no discipulado da Comunidade de Aliança Shalom, em uma sexta-feira santa, onde a cruz é a vitória de Deus sobre nossas misérias e sua ressurreição é o fruto. Eu, meu esposo e todos aqueles que nos acompanharam fomos

Shalom em Macapá realiza “Jantar do Benfeitor da Paz”

Na quinta feira (19), a Comunidade Shalom em Macapá realizou “Jantar dos Benfeitores”, no Centro de Evangelização em Santana. O evento reuniu pessoas que ajudam a Comunidade Shalom através de doações, os benfeitores da paz. Houve confraternização e momentos de oração por todos que colaboram com a obra de evangelização na capital amapaense. Foi apresentada uma peça teatral pelo grupo de crianças, que abordou a educação dos filhos e o valor da família. Oração, música ao vivo e confraternização também marcaram esta noite de louvor e gratidão a Deus pela vida de cada irmão e de cada família. Se você deseja colaborar conosco, entre em contato pelos telefones 96 3223-9629/8119-7895 ou pelo e-mail economatomacapa@comshalom.org

Acima de tudo, a fidelidade de Deus

No dia 3 de novembro de 1991 iniciou-se uma feliz caminhada rumo à vontade de Deus, que conta com nossa pequenez e com o desejo de sermos verdadeiramente felizes, afinal de contas, este plano inicial é Dele: a felicidade de todo homem. Com uma pequena frase, “Ah, se timidez não existisse!”, eu e Luciana iniciamos nosso namoro em Serrinha, no interior da Bahia. Desde então, o Senhor começou a escrever uma história de conhecimento mútuo e gratas surpresas, encontros e desencontros, aprendizados e desafios. Tudo isso fortaleceu a escolha de um pelo outro. Em 1995, tivemos nossos primeiros contatos com a realidade das Comunidades Novas (Canção Nova, Comunidade Shalom, dentre outras). Chegado 1997, passamos a caminhar mais de perto: começamos a fazer o Vocacional Shalom, uma caminhada bela e uma constatação de que o que mais desejávamos era viver a Vontade do Senhor. Ingressei na Comunidade em 1998. Certo. E a Luciana? Os desígnios de Deus, que são amor, convenceram-nos de que, para nós, seria melhor o término do noivado. Foram exatamente cinco anos de namoro e um ano e meio de noivado ofertados ao Senhor. Após quatro anos e meio afastados de vínculos afetivos Deus nos fez uma surpresa, unindo-nos em uma nova etapa do caminho que Ele escolhera para nós. Em fevereiro de 2005, casamos. Celebramos na Igreja do Cristo Ressuscitado, no dia 26, nosso matrimônio. Celebramos em uma noite de sábado a certeza de que, acima de tudo, Deus é sempre fiel! Celebramos a vitória do amor sobre a pressa deste mundo que passa e dos modismos atuais de viver o que é precioso sem querer comprometer a vida. Celebramos o novo de Deus para nós e para nossos filhos que viriam logo depois: Gabriel (7 anos), Ioseph (5 anos) e Matheus (2 anos). Hoje cantamos a glória de Deus que superou o tempo, as intempéries, os desafios pessoais e comunitários, as diferenças conhecidas e acolhidas. Hoje testemunhamos que vale a pena esperar o tempo da Vontade de Deus. Hoje testemunhamos que o que vence, de fato, é o amor. Para melhor poetizar esta história permanente de salvação, segue o Canto de Ação de Graças da cerimônia de núpcias: É de ouro, é de história, é de vida e memória… é de luta e de glória! É de vida é real, amor tão natural, tua escolha, minha escolha. Viram-te meus olhos, amo-te és bela. Oh, vem! Minha pomba perfeita, minha vida te aceita. És bela, és a minha eleita. Assim se dá o perfeito amor que experimenta a pobreza do ser para ser mais riqueza a não mais se esquecer da história, da memória, da vida, da vitória… O que vence é o amor! Te amo, te escolho, te quero, te aceito, te espero, te elejo. Te esperei e vou cantar louvores ao Senhor, pois assim é o amor: Fiel! Te esperei e vou cantar louvores ao Senhor, pois assim é o amor: Real! Te esperei e vou cantar louvores ao Senhor, pois assim é o amor: Vencedor… Wedson  e Luciana Araujo Missionários da Comunidade de Vida Shalom

Shalom Maná: Uma família feliz não se improvisa

Na edição deste mês, apresentamos na seção “Só Família” artigo da missionária Laura Martins, que nos fala sobre o desenvolvimento de um projeto conjugal para a vivência de um matrimônio feliz. Segundo ela, é preciso identificar-se e se envolver nesse projeto de forma dedicada, canalizando sua atenção e suas forças em vista dessa construção. Confira trecho do artigo publicado na Shalom Maná. A deficiente preparação para o casamento origina ou contribui para o agravamento da situação familiar e é causa de outras dificuldades e sofrimentos para muitos casais. Os jovens são tão absorvidos pelo estudo, pelo trabalho e pelas diversões, fruto da mentalidade hedonista, egocêntrica e individualista do mundo pós-moderno, que lhes faltam tempo e disposição para o diálogo e a reflexão crítica a dois, condição indispensável para um sério projeto conjugal e familiar. Para viver um matrimônio feliz, segundo o coração de Deus, é preciso desenvolver um projeto de vida em comum. Identificar-se e se envolver nesse projeto de forma dedicada, canalizando sua atenção e as suas forças em vista dessa construção. Conhecer-se e conhecer o outro O conhecimento é uma característica essencial do projeto conjugal. Conhecer hábitos e necessidades do outro não significa renunciar aos desejos próprios, mas buscar novas formas que garantam espaço para a realização de ambos, respeitando a personalidade de cada um. Conversar, por exemplo, sobre a vida passada – os hábitos, as preferências, os papéis e os costumes que tinham – podem parecer coisas banais, mas falar sobre o antigo modelo de vida vai possibilitar a organização da nova vida em comum. E não se trata só de falar, de igual importância é também o escutar. Em seguida, ir tornando concretas as metas da nova vida a abraçar. O casal forma um novo relacionamento em que as pessoas fazem duas experiências básicas: de um lado, eles criarão um espaço físico, um novo lar; do outro, constroem um espaço afetivo em comum. Na construção deste espaço, dois seres humanos trazem cada um elementos psíquicos, físicos e espirituais que necessitam ser reunidos, para que deles possa surgir um novo lar, uma nova família, um novo ambiente de convivência humana. Nesse espaço, Deus, que é a fonte de todo amor, deve reinar com Seu Espírito vivificador, gerando unidade, comunhão, santidade, fecundidade e abertura para os outros. O esforço de duas pessoas para construir este projeto é o que une os elementos isolados, trazidos por cada um dos parceiros, pois os dois têm um passado e foram profundamente marcados por ele. Afinal, o casamento não resulta em mudança de personalidade, daí a necessidade de um conhecimento muito grande um do outro. As duas pessoas, tão distintas uma da outra, têm de aprender a conviver. É claro que as dificuldades são consequência normal desta interação. As etapas na preparação para o casamento O Conselho Pontifício para a Família, no documento Preparação para o Sacramento do Matrimônio, apresenta três etapas no itinerário para a preparação ao casamento, que não são rigidamente definidas, mas é útil conhecê-las como itinerários e instrumentos de trabalho: a. Preparação remota A preparação remota abraça a infância, a pré-adolescência e a adolescência, desenvolvendo-se, sobretudo, na família, bem como na escola e nos grupos de formação. É um período em que são transmitidas e incentivadas a estima pelo valor humano, a formação do caráter, a estima de si, o respeito para com as pessoas do outro sexo, hábitos de vida, personalidade, etc. Esse caráter encontra seu estímulo, apoio e consistência no exemplo dos pais, que se tornam para os filhos um verdadeiro testemunho. Conhecer a família e a história do outro facilitará a compreensão dos traços de personalidade, de comportamentos, hábitos, feridas emocionais, etc. Existem algumas realidades difíceis de mudar, portanto, neste caso, é necessário estar consciente delas para aceitá-las e bem conviver com as mesmas. É importante ainda avaliar-se nos próprios limites, a fim de perceber sua capacidade de tolerância e aceitação diante das realidades percebidas. Você conhece e confia na história pessoal do outro? Como foram seus relacionamentos anteriores? O que ele(ela) aprendeu sobre o casamento de seus pais? Os dois devem lançar um olhar atento para os pais (o que cada um está trazendo de sua família de origem para o relacionamento conjugal?); relacionar os aspectos que considera bons e os difíceis; avaliar juntos, com sinceridade, essas realidades e dialogar sobre como se ajustarão diante delas. É importante partilhar com alguém que tenha experiência sobre o assunto, pois um olhar de fora ajuda a perceber nuances que, algumas vezes, passam despercebidas aos dois envolvidos afetivamente. b. Preparação próxima A preparação próxima desenrola-se durante o período do namoro e do noivado. É o tempo de perceber o outro nos seus relacionamentos diversos: família, trabalho, vida comunitária… Conhecer seus limites e capacidades, virtudes e fragilidades. A preparação próxima precisa oferecer aos namorados/noivos os elementos que favoreçam a construção desse projeto conjugal, por isso, durante esse tempo de namoro, deve-se criar oportunidades de aprofundarem suas convicções sobre diversos aspectos importantes da vida familiar: educação dos filhos (definição clara dos papéis na família); organização da vida familiar (necessidades afetivas de cada um, hábitos, limites, anseios, divisão de trabalho, administração e planejamento financeiros, relacionamento com os pais, sogros e familiares, entre outros); vida espiritual (pessoal e conjugal); relacionamentos sociais, foco de interesses pessoais, entre outros aspectos relevantes.    Ana Laura W. Diniz Martins Confira o artigo na íntegra na Revista Shalom Maná deste mês Para assinar: (85) 3308.7402 E-mail: assinaturas1edicoes@comshalom.org www.edicoesshalom.com.br/assinaturas        

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